Arte e docência na urgência ambiental : imaginar modos de viver em um planeta degradado
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Data
2026Autor
Orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Assunto
Resumo
Diante da urgência ambiental, como imaginar, na docência em Artes Visuais, outros modos de viver em um planeta degradado? Aproximações entre docência, arte contemporânea e educação ambiental, por meio de “poéticas situadas” (Giunta, 2022) objetivaram, nesta tese, pensar docências que possam imaginar modos de vida menos danosos à terra. Este estudo propôs “frequentar os problemas” (Haraway, 2023) antes de aderir a discursos de fim do mundo ou soluções que sustentassem o neoliberalismo. Por persp ...
Diante da urgência ambiental, como imaginar, na docência em Artes Visuais, outros modos de viver em um planeta degradado? Aproximações entre docência, arte contemporânea e educação ambiental, por meio de “poéticas situadas” (Giunta, 2022) objetivaram, nesta tese, pensar docências que possam imaginar modos de vida menos danosos à terra. Este estudo propôs “frequentar os problemas” (Haraway, 2023) antes de aderir a discursos de fim do mundo ou soluções que sustentassem o neoliberalismo. Por perspectivas decoloniais e estudos pós-críticos, problematizaram-se as rupturas entre humano e natureza promovidas pelo “habitar colonial” (Ferdinand, 2023), reproduzidas em modelos extrativistas do agronegócio e nas heranças da “branquitude” (Cardoso, 2014). Composta por escrita literária, observações da docência e análises a partir das imagens das artes, a pesquisa teve como eixos: arte no interior; branquitude e docência; urgência ambiental, arte e natureza; e coexistências imagináveis. Na escrita literária de Ressurgências Agripoéticas, vivências rurais da pesquisadora foram poetizadas em um exercício memorial de reelaborar o passado e especular futuros. Em análises a partir das imagens das artes, projetos e obras de artistas situados no interior do Sul do Brasil (Coletivo Adentro, Coletivo Inço, Gabi Bresola, Mariana Berta), além de relações com outros projetos, como Una Escuela Sustentable e os artistas Denilson Baniwa e Daiara Tukano, visaram tensionar noções de arte da história hegemônica. Nas observações da docência, um estágio com licenciandos em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — entre outras experiências docentes — compôs reflexões teóricas, poéticas e políticas para imaginarmos como abordar urgências e como elas nos abordam. Entre os desafios propostos, estavam: fazer lutos; situar-se em heranças difíceis; habitar contradições; e restaurar vínculos e transmissões entre docentes. O milho crioulo e metáforas com a sobremesa sagu ajudaram a pensar modos de vida em que, na contramão das “monoculturas da mente” (Shiva, 2003), fosse possível coexistir na simultaneidade de tempos e culturas heterogêneas, como em um mundo “ch’ixi” (Cusicanqui, 2014), no qual uma cor vista de longe pode parecer cinza, mas, de perto, preserva seus pontos pretos e brancos, diversos e singulares. ...
Abstract
Given the environmental urgency, how can we imagine, in Visual Arts teaching, other ways of living on a degraded planet? Approaches linking teaching, contemporary art, and environmental education through “situated poetics” (Giunta, 2022) aimed, in this thesis, to conceive teaching practices that can imagine less harmful ways of living on Earth. This work proposes “staying with the trouble” (Haraway, 2023) before adhering to doomsday discourses or solutions that sustain neoliberalism. From decol ...
Given the environmental urgency, how can we imagine, in Visual Arts teaching, other ways of living on a degraded planet? Approaches linking teaching, contemporary art, and environmental education through “situated poetics” (Giunta, 2022) aimed, in this thesis, to conceive teaching practices that can imagine less harmful ways of living on Earth. This work proposes “staying with the trouble” (Haraway, 2023) before adhering to doomsday discourses or solutions that sustain neoliberalism. From decolonial perspectives and postcritical studies, it problematizes the ruptures between humans and nature promoted by “colonial habitation” (Ferdinand, 2023), reproduced in extractivist agribusiness models and in the legacies of “whiteness” (Cardoso, 2014). Composed of literary writing, observations of teaching practices, and analyses based on images from the arts, the research focuses on: art in rural areas; whiteness and teaching; environmental urgency, art, and nature; and imaginable coexistences. In the literary writing of Agripoetic Resurgences, the researcher’s rural experiences are rendered poetically through a memorial exercise aimed at reclaiming the past and speculating on futures. In the analyses based on images from the arts, projects and works by artists situated in the rural areas of Southern Brazil (Coletivo Adentro, Coletivo Inço, Gabi Bresola, and Mariana Berta), as well as connections with other projects, such as Una Escuela Sustentable, and the artists Denilson Baniwa and Daiara Tukano, seek to challenge notions of art shaped by hegemonic art history. In the observations of teaching practices, an internship with undergraduate Visual Arts students at UFRGS, among other teaching experiences, forms the basis for theoretical, poetic, and political reflections aimed at imagining how to approach urgencies and how they address us. Among the proposed challenges are: grieving; situating oneself within difficult legacies; inhabiting contradictions; and restoring bonds and forms of transmission among teachers. Creole corn and metaphors involving the dessert sagu help to think about ways of life in which, against the “monocultures of the mind” (Shiva, 2003), it is possible to coexist through the simultaneity of heterogeneous times and cultures, as in a “ch’ixi” world (Cusicanqui, 2014), where a color may appear gray from a distance but, up close, preserves its black and white points, diverse and singular. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Coleções
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Ciências Humanas (8369)Educação (2754)
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