Brasil da Coroa e Brasil do Cocar : Disputas discursivas em torno do Marco Temporal Indígena no Instagram : uma análise a partir dos estudos Culturais em educação
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Data
2026Autor
Orientador
Nível acadêmico
Mestrado
Tipo
Assunto
Resumo
Esta dissertação, intitulada Brasil da Coroa e Brasil do Cocar. Disputas discursivas em torno do Marco Temporal Indígena no Instagram: uma análise a partir dos Estudos Culturais em Educação está vinculada a Linha de Pesquisa Estudos Culturais e Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação e procura responder como se estabelecem as discursividades da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), sobre a questão territorial brasileira a partir ...
Esta dissertação, intitulada Brasil da Coroa e Brasil do Cocar. Disputas discursivas em torno do Marco Temporal Indígena no Instagram: uma análise a partir dos Estudos Culturais em Educação está vinculada a Linha de Pesquisa Estudos Culturais e Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação e procura responder como se estabelecem as discursividades da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), sobre a questão territorial brasileira a partir do Marco Temporal Indígena na cultura digital. Parto da reflexão de que de algum modo o Instagram, operacionaliza, os algoritmos que o controlam, podem operar como um dispositivo pedagógico, ensinando modos de entender a história agrária brasileira de uma maneira não curricularizada. O objetivo geral tratou de problematizar as diferentes discursividades sobre o Marco Temporal em circulação na rede social Instagram, através dos perfis da Apib (@apiboficial) e da FPA (@fpagro). O Marco Temporal Indígena é uma tese jurídica que define 5 de outubro de 1988 como data-base para reconhecer que uma área é ou não tradicionalmente ocupada pelos povos indígenas no Brasil. Segundo ela, caso não seja comprovada a presença indígena nesta ou até esta data, não há direito da comunidade seguir no local ou efetivar a posse. O referencial teórico adotado é de inspiração pós-estruturalista dos Estudos Culturais em Educação partindo de Foucault (1996), Castro (2009), Veiga-Neto (2004), Bortolazzo (2020), Veyne (2011), Gere (2008), Morozov (2018), Silveira (2019), Krenak (2019, 2020, 2022), Neuls (2025), Bonin e Liebgott (2022), Fernandes (2014) e Xucuru-Cariri (2023). Metodologicamente, a análise do discurso foucaultiana considerou, para a construção do material empírico, as postagens dos perfis @apiboficial e @fpagro nos períodos de agosto a outubro de 2023, no qual o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro votou o Marco Temporal Indígena e outubro e novembro de 2024, nos quais estavam ocorrendo audiências de conciliação sobre o Marco, em virtude da divergência do caso entre o STF (contra a tese) e a Câmara Federal (a favor da tese). Como objetivos específicos buscou-se: a) Mapear os conteúdos da Apib e FPA no Instagram sobre a temática nos períodos citados; b) Identificar as recorrências enunciativas sobre o Marco Temporal no Instagram e c) Analisar, no conjunto de recorrências enunciativas mapeadas, o discurso da Apib e da FPA, atentando para os ditos sobre a questão territorial. Os resultados permitiram identificar 22 postagens no Instagram da FPA e 295 no da Apib e localizar quatro eixos de análise possíveis: Sentido de Território: mercadoria ou vida; Direito: comprado ou originário; Projeto Fundiário: coletivo ou privado e Mobilização. A pesquisa permitiu identificar o discurso do Brasil da coroa, em que a FPA anuncia paz no campo para a propriedade privada e da segurança no campo para aqueles que produzem e adquiriram suas propriedades privadas. No discurso do Brasil do cocar, a Apib anuncia o direito à terra como originário, ocupa seu território através de um projeto fundiário coletivo, se mobiliza pela vida das pessoas e se (pre)ocupa da natureza existentes no planeta. ...
Resumen
Esta disertación, titulada Brasil de la Corona y Brasil del Cocar. Disputas discursivas en torno al Marco Temporal Indígena en Instagram: un análisis desde los Estudios Culturales en Educación, está vinculada a la Línea de Investigación Estudios Culturales en Educación, del Programa de Posgrado en Educación, y busca responder cómo se establecen las discursividades de la Articulación de los Pueblos Indígenas de Brasil (Apib) y del Frente Parlamentario Agropecuario (FPA) sobre la cuestión territo ...
Esta disertación, titulada Brasil de la Corona y Brasil del Cocar. Disputas discursivas en torno al Marco Temporal Indígena en Instagram: un análisis desde los Estudios Culturales en Educación, está vinculada a la Línea de Investigación Estudios Culturales en Educación, del Programa de Posgrado en Educación, y busca responder cómo se establecen las discursividades de la Articulación de los Pueblos Indígenas de Brasil (Apib) y del Frente Parlamentario Agropecuario (FPA) sobre la cuestión territorial brasileña a partir del Marco Temporal Indígena en la cultura digital. Parto de la reflexión de que, de algún modo, Instagram —y los algoritmos que lo controlan— puede operar como un dispositivo pedagógico, enseñando formas de comprender la historia agraria brasileña de una manera no curricularizada. El objetivo general consistió en problematizar las diferentes discursividades sobre el Marco Temporal en circulación en la red social Instagram, a través de los perfiles de la Apib (@apiboficial) y de la FPA (@fpagro). El Marco Temporal Indígena es una tesis jurídica que define el 5 de octubre de 1988 como fecha base para reconocer si un área está o no tradicionalmente ocupada por los pueblos indígenas en Brasil. Según esta tesis, si no se comprueba la presencia indígena en o hasta esa fecha, la comunidad no tendría derecho a permanecer en el lugar ni a efectivizar la posesión de la tierra. El marco teórico adoptado es de inspiración posestructuralista de los Estudios Culturales en Educación, partiendo de Foucault (1996), Castro (2009), Veiga-Neto (2004), Bortolazzo (2020), Veyne (2011), Gere (2008), Morozov (2018), Silveira (2019), Krenak (2019, 2020, 2022), Neuls (2025), Bonin y Liebgott (2022), Fernandes (2014) y Xucuru-Cariri (2023). Metodológicamente, el análisis del discurso foucaultiano consideró, para la construcción del material empírico, las publicaciones de los perfiles @apiboficial y @fpagro en los períodos de agosto a octubre de 2023 — cuando el Supremo Tribunal Federal (STF) brasileño votó el Marco Temporal Indígena — y de octubre y noviembre de 2024, período en el que se realizaban audiencias de conciliación sobre el Marco, debido a la divergencia entre el STF (en contra de la tesis) y la Cámara Federal (a favor de la tesis). Como objetivos específicos, se buscó: a) mapear los contenidos de la Apib y de la FPA en Instagram sobre la temática en los períodos citados; b) identificar las recurrencias enunciativas sobre el Marco Temporal en Instagram; y c) analizar, en el conjunto de recurrencias enunciativas mapeadas, el discurso de la Apib y de la FPA, prestando atención a los enunciados sobre la cuestión territorial. Los resultados permitieron identificar 22 publicaciones en el Instagram de la FPA y 295 en el de la Apib, así como localizar cuatro ejes posibles de análisis: Sentido de Territorio: mercancía o vida; Derecho: comprado u originario; Proyecto Fundiario: colectivo o privado; y Movilización. La investigación permitió identificar el discurso del Brasil de la corona, en el que la FPA habla de paz en el campo para la propiedad privada y de seguridad en el campo para quienes producen y adquirieron sus propiedades privadas. En el discurso del Brasil del cocar, la Apib presenta el derecho a la tierra como originario, ocupa su territorio a través de un proyecto fundiario colectivo, se moviliza por la vida de las personas y se preocupa — y se ocupa — de la naturaleza existente en el planeta. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Coleções
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Ciências Humanas (8177)Educação (2719)
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