Análise da evolução legislativa e jurisprudencial do investidor anjo no Brasil : da lei complementar 155/2016 ao marco legal das startups (LC 182/2021)
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Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Este trabalho examina a evolução legislativa e jurisprudencial do investidor anjo no Brasil, com destaque para as mudanças trazidas pela Lei Complementar 155/2016 e o Marco Legal das Startups, instituído pela Lei Complementar 182/2021. Essas transformações regulatórias trouxeram avanços importantes no ecossistema de inovação, ampliando a segurança jurídica dos investidores e promovendo maior flexibilidade contratual, além de mecanismos de incentivo ao empreendedorismo. A Lei Complementar 155/20 ...
Este trabalho examina a evolução legislativa e jurisprudencial do investidor anjo no Brasil, com destaque para as mudanças trazidas pela Lei Complementar 155/2016 e o Marco Legal das Startups, instituído pela Lei Complementar 182/2021. Essas transformações regulatórias trouxeram avanços importantes no ecossistema de inovação, ampliando a segurança jurídica dos investidores e promovendo maior flexibilidade contratual, além de mecanismos de incentivo ao empreendedorismo. A Lei Complementar 155/2016 regulamentou a figura do investidor anjo, introduzindo o contrato de participação que limita a responsabilidade ao capital aportado e garante direitos como resgate de valores e preferência em novas rodadas de investimento. Apesar desses avanços, a legislação apresentava limitações, atendendo especialmente micro e pequenas empresas. A Lei Complementar 182/2021 ampliou essas bases, introduzindo instrumentos financeiros modernos, como mútuos e debêntures conversíveis, sandboxes regulatórios e critérios mais amplos para enquadramento de startups, beneficiando empresas com até dez anos de operação e receita bruta anual de até R$ 16 milhões. Aspectos como o direito de preferência e o tag along fortalecem a proteção ao investidor em cenários de novos aportes ou transferências de controle, enquanto as contratações públicas e os ambientes regulatórios experimentais impulsionam a inovação e a competitividade das startups. Essas iniciativas foram determinantes para atrair investidores, proporcionando maior previsibilidade e criando um ambiente mais favorável ao investimento em um mercado de alto risco. No entanto, desafios persistem, como a alta carga tributária, dificuldades na aplicação prática das normas e a necessidade de maior uniformidade nas decisões judiciais. Apesar disso, os avanços regulatórios representam um passo importante para consolidar o Brasil como um ambiente atrativo para startups e investidores, promovendo inovação, geração de empregos e desenvolvimento econômico. Portanto, conclui-se que a efetividade desse marco regulatório depende de contínuos aprimoramentos que atendam às demandas de um mercado em constante transformação, assegurando um equilíbrio entre segurança jurídica, incentivo ao empreendedorismo e estímulo ao investimento no ecossistema de startups. ...
Abstract
This work examines the legislative and jurisprudential evolution of angel investors in Brazil, highlighting the changes brought by Complementary Law 155/2016 and the Startup Legal Framework, established by Complementary Law 182/2021. These regulatory transformations have brought significant advancements to the innovation ecosystem, enhancing legal security for investors and promoting greater contractual flexibility, as well as mechanisms to incentivize entrepreneurship. Complementary Law 155/20 ...
This work examines the legislative and jurisprudential evolution of angel investors in Brazil, highlighting the changes brought by Complementary Law 155/2016 and the Startup Legal Framework, established by Complementary Law 182/2021. These regulatory transformations have brought significant advancements to the innovation ecosystem, enhancing legal security for investors and promoting greater contractual flexibility, as well as mechanisms to incentivize entrepreneurship. Complementary Law 155/2016 regulated the role of angel investors, introducing the participation agreement, which limits liability to the invested capital and guarantees rights such as capital recovery and preference in new investment rounds. Despite these advances, the legislation presented limitations, primarily addressing micro and small enterprises. Complementary Law 182/2021 expanded these foundations by introducing modern financial instruments such as convertible notes and debentures, regulatory sandboxes, and broader criteria for classifying startups, benefiting companies with up to ten years of operation and annual gross revenue of up to R$ 16 million. Elements such as preemptive rights and tag-along provisions strengthen investor protection in scenarios involving new contributions or changes in control, while public procurement mechanisms and experimental regulatory environments boost innovation and competitiveness among startups. These initiatives were crucial in attracting investors, providing greater predictability, and creating a more favorable environment for investment in a high-risk market. However, challenges remain, such as high tax burdens, difficulties in the practical application of regulations, and the need for greater consistency in judicial decisions. Nonetheless, the regulatory advancements represent an important step towards consolidating Brazil as an attractive environment for startups and investors, fostering innovation, job creation, and economic development. Therefore, the effectiveness of this regulatory framework depends on continuous improvements that meet the demands of a constantly evolving market, ensuring a balance between legal security, entrepreneurial incentives, and investment stimulation within the startup ecosystem. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Direito. Curso de Ciências Jurídicas e Sociais.
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