Sobre exceder o decolonial : historiografias inconvenientes e teorias arredias desde as Escolas do Sul Global (PROFHISTÓRIA 2016 – 2021)
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Data
2026Autor
Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Assunto
Resumo
Esta tese investiga como e por que professoras/es de História das redes básicas de ensino operam raça, etnia, gênero e sexualidade como categorias de análise histórica em suas aulas e pesquisas de mestrado. Busca-se compreender como as e os docentes articulam essas categorias e produzem reflexões teóricas sobre o Ensino de História em perspectiva Decolonial. Tomo como fontes um recorte de 18 dissertações do Mestrado Profissional em Ensino de História, distribuídas entre as cinco regiões do Bras ...
Esta tese investiga como e por que professoras/es de História das redes básicas de ensino operam raça, etnia, gênero e sexualidade como categorias de análise histórica em suas aulas e pesquisas de mestrado. Busca-se compreender como as e os docentes articulam essas categorias e produzem reflexões teóricas sobre o Ensino de História em perspectiva Decolonial. Tomo como fontes um recorte de 18 dissertações do Mestrado Profissional em Ensino de História, distribuídas entre as cinco regiões do Brasil e defendidas entre os anos de 2016 e 2021. Os critérios de análise objetivam identificar aportes teóricos, argumentos e práticas decoloniais. A partir do encontro entre as 18 dissertações, são mapeadas aproximações, complementariedades, recorrências e afinidades ético-políticas que as enlaçam. Em ensaios teóricos, esses elementos enlaçadores são colocados em diálogo com discussões recentes do campo da Teoria da História e História da Historiografia e do Ensino de História, mediado pelos arsenais de intelectuais artistas (Azevedo, 2018; Mombaça, 2016; Baniwa, 2018; Ferreira da Silva, 2022, 2024; e Nascimento, 1989). Conclui-se que as dissertações que se dedicam a investigar as práticas de Ensino de História Africana, Afro-brasileira e Indígena, bem como as voltadas ao Ensino de História das Mulheres e das Populações LGBT*QIAP+ excedem e ultrapassam o "Giro Decolonial". Na medida em que mobilizam discussões e ferramentas de tradições teóricas insurgentes para além da produção do grupo Modernidade/Colonialidade; que produzem conhecimento histórico escolar coletivamente com estudantes, comunidades escolares e movimentos sociais; que promovem o diálogo com epistemologias locais; e que elaboram conceitos autorais e tensionam procedimentos metodológicos por meio do rigor ético, as/os professoras/es de História da educação básica devoram o pensamento canônico e abalam os fundamentos da História disciplinar. Emergem, portanto, das Escolas do Sul Global, Historiografias Inconvenientes e suas Teorias Arredias. ...
Resumen
Esta tesis investiga cómo y por qué profesoras/es de Historia de las redes básicas de enseñanza operan raza, etnia, género y sexualidad como categorías de análisis histórico en sus clases e investigaciones de maestría. Se busca comprender cómo las y los docentes articulan estas categorías y producen reflexiones teóricas sobre la Enseñanza de la Historia desde una perspectiva Decolonial. Las fuentes consisten en un recorte de 18 disertaciones del Máster Profesional en Enseñanza de la Historia, d ...
Esta tesis investiga cómo y por qué profesoras/es de Historia de las redes básicas de enseñanza operan raza, etnia, género y sexualidad como categorías de análisis histórico en sus clases e investigaciones de maestría. Se busca comprender cómo las y los docentes articulan estas categorías y producen reflexiones teóricas sobre la Enseñanza de la Historia desde una perspectiva Decolonial. Las fuentes consisten en un recorte de 18 disertaciones del Máster Profesional en Enseñanza de la Historia, distribuidas entre las cinco regiones de Brasil y defendidas entre 2016 y 2021. Los criterios de análisis tienen como objetivo identificar aportes teóricos, argumentos y prácticas decoloniales. A partir del encuentro entre las 18 disertaciones, se mapean aproximaciones, complementariedades, recurrencias y afinidades ético-políticas que las entrelazan. En ensayos teóricos, estos elementos articuladores se ponen en diálogo con discusiones recientes del campo de la Teoría de la Historia, de la Historia de la Historiografía y de la Enseñanza de la Historia, mediado por los arsenales de intelectuales-artistas (Azevedo, 2018; Mombaça, 2016; Baniwa, 2018; Ferreira da Silva, 2022, 2024; y Nascimento, 1989). Se concluye que las disertaciones dedicadas a investigar las prácticas de enseñanza de la Historia Africana, Afrobrasileña e Indígena, así como aquellas orientadas a la enseñanza de la Historia de las Mujeres y de las Poblaciones LGBT*QIAP+, exceden y sobrepasan el "Giro Decolonial". En la medida en que movilizan discusiones y herramientas de tradiciones teóricas insurgentes más allá de la producción del grupo Modernidad/Colonialidad; producen conocimiento histórico escolar colectivamente con estudiantes, comunidades escolares y movimientos sociales; promueven el diálogo con epistemologías locales; y elaboran conceptos autorales tensando procedimientos metodológicos mediante el rigor ético, las y los profesores de Historia de la educación básica devoran el pensamiento canónico y sacuden los fundamentos de la Historia disciplinar. Emergen, por lo tanto, desde las Escuelas del Sur Global, Historiografías Inconvenientes y sus Teorías Indóciles. ...
Abstract
This dissertation investigates how and why History teachers in basic education operate race, ethnicity, gender, and sexuality as categories of historical analysis in their teaching practices and master' research. It seeks to understand how these teachers articulate such categories and produce theoretical reflections on History Teaching from a Decolonial perspective. The sources consist of a corpus of 18 dissertations from the Professional Master’s Program in History Teaching, distributed across ...
This dissertation investigates how and why History teachers in basic education operate race, ethnicity, gender, and sexuality as categories of historical analysis in their teaching practices and master' research. It seeks to understand how these teachers articulate such categories and produce theoretical reflections on History Teaching from a Decolonial perspective. The sources consist of a corpus of 18 dissertations from the Professional Master’s Program in History Teaching, distributed across the five regions of Brazil and defended between 2016 and 2021. The analytical criteria aim to identify theoretical contributions, arguments, and decolonial practices. From the encounter among these 18 dissertations, convergences, complementarities, recurrences, and ethical-political affinities that bind them together are mapped. In theoretical essays, these binding elements are placed in dialogue with recent debates in the fields of Theory of History, History of Historiography, and History Teaching, mediated by the arsenals of artist- intellectuals (Azevedo, 2018; Mombaça, 2016; Baniwa, 2018; Ferreira da Silva, 2022, 2024; and Nascimento, 1989). It is concluded that the dissertations devoted to investigating the teaching of African, Afro-Brazilian, and Indigenous History, as well as those focused on the teaching of the History of Women and LGBT*QIAP+ populations, exceed and go beyond the "Decolonial Turn." Insofar as they mobilize discussions and tools from insurgent theoretical traditions beyond the production of the Modernity/Coloniality group; produce school historical knowledge collectively with students, school communities, and social movements; promote dialogue with local epistemologies; and elaborate authorial concepts while tensioning methodological procedures through ethical rigor, these basic education History teachers devour canonical thought and shake the foundations of disciplinary History. Thus, from the Schools of the Global South emerge Inconvenient Historiographies and their Recalcitrant Theories. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em História.
Coleções
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