Não aceitamos crocodilagem : a evolução a-paralela do funk paulista à luz da campanha de 90 anos da Lacoste
Visualizar/abrir
Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Este trabalho investiga os caminhos percorridos pela música eletrônica periférica, em sua expressão estética e política, para a ressignificação de signos da moda tradicionalmente associados às elites, como a marca Lacoste. Parte-se do problema da invisibilização e do apagamento simbólico da cultura periférica pelos circuitos formais, inclusive acadêmicos, e da urgência em reconhecer a produção de sentido que emerge desses territórios. O objetivo principal é cartografar os modos como artistas do ...
Este trabalho investiga os caminhos percorridos pela música eletrônica periférica, em sua expressão estética e política, para a ressignificação de signos da moda tradicionalmente associados às elites, como a marca Lacoste. Parte-se do problema da invisibilização e do apagamento simbólico da cultura periférica pelos circuitos formais, inclusive acadêmicos, e da urgência em reconhecer a produção de sentido que emerge desses territórios. O objetivo principal é cartografar os modos como artistas do funk, por meio de suas músicas, visuais, performances e discursos, disputam a centralidade dos símbolos e constroem novos significados para marcas, transformando-as em ícones de pertencimento enquanto jogam luz à discriminação e marginalização sofridas. A metodologia adotada foi a cartografia (Passos; Kastrup; Escóssia, 2009) estética e crítica, orientada pelas sensibilidades da semiótica da cultura de Lotman (1996) e Irene Machado (2003, 2007) com análise de seis videoclipes, observações sobre flow, figurino, cenários e entrevistas dos artistas em videocasts. Foram considerados também os atravessamentos subjetivos, afetivos e sonoros presentes nas obras, nas entrevistas e nas publicações em sites e redes sociais dos criadores, com a epistemologia baseada na obra de Gilles Deleuze e Félix Guattari (1995). A análise revelou que a periferia não apenas consome, mas cria, recria e hackeia os códigos de consumo, invertendo relações de poder simbólico. Mesmo diante de movimentos recentes de assimilação por parte da própria marca, como no clipe Croco 90 feito para a Lacoste em comemoração aos seus 90 anos, o funk mantém sua qualidade inquieta, reafirmando a identidade periférica como produtora legítima de cultura, desejo e estilo. Conclui-se que o funk, longe de ser apenas entretenimento, é uma linguagem política e estética capaz de deslocar hegemonias e propor novas formas de existir e ocupar espaços para os periféricos. ...
Resumen
Este trabajo investiga los caminos recorridos por la música electrónica periférica, en su expresión estética y política, para la resignificación de signos de la moda tradicionalmente asociados a las élites, como la marca Lacoste. Parte del problema de la invisibilización y el borramiento simbólico de la cultura periférica por parte de los circuitos formales, incluidos los académicos, y de la urgencia de reconocer la producción de sentido que emerge de estos territorios. El objetivo principal es ...
Este trabajo investiga los caminos recorridos por la música electrónica periférica, en su expresión estética y política, para la resignificación de signos de la moda tradicionalmente asociados a las élites, como la marca Lacoste. Parte del problema de la invisibilización y el borramiento simbólico de la cultura periférica por parte de los circuitos formales, incluidos los académicos, y de la urgencia de reconocer la producción de sentido que emerge de estos territorios. El objetivo principal es cartografiar las formas en que artistas del funk, a través de sus músicas, visuales, performances y discursos, disputan la centralidad de los símbolos y construyen nuevos significados para las marcas, transformándolas en íconos de pertenencia mientras arrojan luz sobre la discriminación y marginación sufrida. La metodología adoptada fue la cartografía (Passos; Kastrup; Escóssia, 2009) estética y crítica, orientada por las sensibilidades de la semiótica de la cultura de Lotman (1996) e Irene Machado (2003, 2007), con análisis de seis videoclips, observaciones sobre el flow, el vestuario, los escenarios y las entrevistas de los artistas en videocasts. También se consideraron los atravesamientos subjetivos, afectivos y sonoros presentes en las obras, en las entrevistas y en las publicaciones en sitios web y redes sociales de los creadores, con una epistemología basada en la obra de Gilles Deleuze y Félix Guattari (1995). El análisis reveló que la periferia no solo consume, sino que crea, recrea y hackea los códigos de consumo, invirtiendo relaciones de poder simbólico. Incluso frente a movimientos recientes de asimilación por parte de la propia marca, como en el videoclip Croco 90 realizado para Lacoste en conmemoración de sus 90 años, el funk mantiene su cualidad inquieta, reafirmando la identidad periférica como productora legítima de cultura, deseo y estilo. Se concluye que el funk, lejos de ser solo entretenimiento, es un lenguaje político y estético capaz de desplazar hegemonías y proponer nuevas formas de existir y ocupar espacios para los periféricos. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Curso de Comunicação Social: Habilitação em Propaganda e Publicidade.
Coleções
-
TCC Comunicação Social (1995)
Este item está licenciado na Creative Commons License


