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dc.contributor.advisorConter, Marcelo Bergaminpt_BR
dc.contributor.authorSilva, Larissa Lima dapt_BR
dc.date.accessioned2025-11-01T07:58:41Zpt_BR
dc.date.issued2025pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10183/298505pt_BR
dc.description.abstractEste trabalho investiga os caminhos percorridos pela música eletrônica periférica, em sua expressão estética e política, para a ressignificação de signos da moda tradicionalmente associados às elites, como a marca Lacoste. Parte-se do problema da invisibilização e do apagamento simbólico da cultura periférica pelos circuitos formais, inclusive acadêmicos, e da urgência em reconhecer a produção de sentido que emerge desses territórios. O objetivo principal é cartografar os modos como artistas do funk, por meio de suas músicas, visuais, performances e discursos, disputam a centralidade dos símbolos e constroem novos significados para marcas, transformando-as em ícones de pertencimento enquanto jogam luz à discriminação e marginalização sofridas. A metodologia adotada foi a cartografia (Passos; Kastrup; Escóssia, 2009) estética e crítica, orientada pelas sensibilidades da semiótica da cultura de Lotman (1996) e Irene Machado (2003, 2007) com análise de seis videoclipes, observações sobre flow, figurino, cenários e entrevistas dos artistas em videocasts. Foram considerados também os atravessamentos subjetivos, afetivos e sonoros presentes nas obras, nas entrevistas e nas publicações em sites e redes sociais dos criadores, com a epistemologia baseada na obra de Gilles Deleuze e Félix Guattari (1995). A análise revelou que a periferia não apenas consome, mas cria, recria e hackeia os códigos de consumo, invertendo relações de poder simbólico. Mesmo diante de movimentos recentes de assimilação por parte da própria marca, como no clipe Croco 90 feito para a Lacoste em comemoração aos seus 90 anos, o funk mantém sua qualidade inquieta, reafirmando a identidade periférica como produtora legítima de cultura, desejo e estilo. Conclui-se que o funk, longe de ser apenas entretenimento, é uma linguagem política e estética capaz de deslocar hegemonias e propor novas formas de existir e ocupar espaços para os periféricos.pt_BR
dc.description.abstractEste trabajo investiga los caminos recorridos por la música electrónica periférica, en su expresión estética y política, para la resignificación de signos de la moda tradicionalmente asociados a las élites, como la marca Lacoste. Parte del problema de la invisibilización y el borramiento simbólico de la cultura periférica por parte de los circuitos formales, incluidos los académicos, y de la urgencia de reconocer la producción de sentido que emerge de estos territorios. El objetivo principal es cartografiar las formas en que artistas del funk, a través de sus músicas, visuales, performances y discursos, disputan la centralidad de los símbolos y construyen nuevos significados para las marcas, transformándolas en íconos de pertenencia mientras arrojan luz sobre la discriminación y marginación sufrida. La metodología adoptada fue la cartografía (Passos; Kastrup; Escóssia, 2009) estética y crítica, orientada por las sensibilidades de la semiótica de la cultura de Lotman (1996) e Irene Machado (2003, 2007), con análisis de seis videoclips, observaciones sobre el flow, el vestuario, los escenarios y las entrevistas de los artistas en videocasts. También se consideraron los atravesamientos subjetivos, afectivos y sonoros presentes en las obras, en las entrevistas y en las publicaciones en sitios web y redes sociales de los creadores, con una epistemología basada en la obra de Gilles Deleuze y Félix Guattari (1995). El análisis reveló que la periferia no solo consume, sino que crea, recrea y hackea los códigos de consumo, invirtiendo relaciones de poder simbólico. Incluso frente a movimientos recientes de asimilación por parte de la propia marca, como en el videoclip Croco 90 realizado para Lacoste en conmemoración de sus 90 años, el funk mantiene su cualidad inquieta, reafirmando la identidad periférica como productora legítima de cultura, deseo y estilo. Se concluye que el funk, lejos de ser solo entretenimiento, es un lenguaje político y estético capaz de desplazar hegemonías y proponer nuevas formas de existir y ocupar espacios para los periféricos.es
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectSemiótica da culturapt_BR
dc.subjectConsumo periféricoen
dc.subjectPeriferia urbanapt_BR
dc.subjectFavelaen
dc.subjectConsumopt_BR
dc.subjectSemiótica de la culturaen
dc.subjectFunk paulistaen
dc.subjectLacosteen
dc.titleNão aceitamos crocodilagem : a evolução a-paralela do funk paulista à luz da campanha de 90 anos da Lacostept_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR
dc.identifier.nrb001295832pt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Rio Grande do Sulpt_BR
dc.degree.departmentFaculdade de Biblioteconomia e Comunicaçãopt_BR
dc.degree.localPorto Alegre, BR-RSpt_BR
dc.degree.date2025pt_BR
dc.degree.graduationComunicação Social: Habilitação em Propaganda e Publicidadept_BR
dc.degree.levelgraduaçãopt_BR


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