História de mulheres entre a matéria e a memória das coisas : modos de viver o feminino entreséculos
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Data
2024Autor
Orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Resumo
A presente pesquisa decorre do Doutorado em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na linha de pesquisa descrita como Linha de Pesquisa I - Clínica, Subjetividade e Política. A pesquisa em questão foi construída como uma casa, à medida em que aborda a relação entre memória, matéria e modos de viver. Assim, temos uma casa-tese na qual sujeitos e objetos coabitam em uma espécie de atemporalidade da escrita e que fazem ultrapassar os limites de uma língua e ...
A presente pesquisa decorre do Doutorado em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na linha de pesquisa descrita como Linha de Pesquisa I - Clínica, Subjetividade e Política. A pesquisa em questão foi construída como uma casa, à medida em que aborda a relação entre memória, matéria e modos de viver. Assim, temos uma casa-tese na qual sujeitos e objetos coabitam em uma espécie de atemporalidade da escrita e que fazem ultrapassar os limites de uma língua e da linguagem para testemunhar novas histórias no tempo presente, em um movimento de atualização de suas passagens. Nesse ínterim, novos trânsitos são experimentados, nos quais o enfoque passa a ser as histórias de mulheres em oposição à uma historicidade que sempre colocou o homem no centro de uma discursividade hegemônica. Nesse sentido, compreendemos essa postura como uma ação a contrapelo a qual incide enquanto pista para questionar a própria escrita no seu modo de operacionalizar narrativas. Logo, apostamos na potência dos fragmentos, das pequenas interferências e das minúcias para compor narrativas que testemunham essas existências mínimas e que vêm a compor, desse modo, um novo arquivo do feminino. Na casa-tese em questão, essa composição se faz através dos séculos XIX, XX e XXI e acompanha os procedimentos metodológicos instaurados pela Cartografia, na qual assume-se um modo de narrar que se faz através de gestos biografemáticos, considerando que os mesmos buscam nos pormenores e nas insignificâncias de uma vida, afirmar a ética da existência. Com base em uma postura ética ficcional, ademais, busca-se produzir um pequeno mapa de trajetos subjetivos, feito ao estilo de "montagem", que posicionam a casa-tese como um lugar de passagens e acolhida de narrativas que inscrevem múltiplos modos de viver o feminino. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional.
Coleções
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Ciências Humanas (8022)
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