Sobre novos registros de Rhinesuchidae (Temnospondyli, Stereospondyli) da Formação Rio do Rasto (Guadalupiano- Lopingiano), Bacia do Paraná Descrição anatômica e posicionamento filogenético
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Data
2021Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Assunto
Resumo
Os Temnospondyli, grupo mais diversificado de tetrápodes não-amniotos que habitaram os ecossistemas do Paleozoico e Mesozoico, apresentam um registro único para o Permiano médio a tardio do Brasil, dada a combinação de rinessuquídeos e estereospondilomorfos não-Stereospondyli encontrados na Formação Rio do Rasto (Guadalupiano-Lopingiano, Bacia do Paraná). O clado Rhinesuchidae é posicionado na base de Stereospondyli, sendo tipicamente encontrado em rochas de idade Guadalupiana a Lopingiana (Per ...
Os Temnospondyli, grupo mais diversificado de tetrápodes não-amniotos que habitaram os ecossistemas do Paleozoico e Mesozoico, apresentam um registro único para o Permiano médio a tardio do Brasil, dada a combinação de rinessuquídeos e estereospondilomorfos não-Stereospondyli encontrados na Formação Rio do Rasto (Guadalupiano-Lopingiano, Bacia do Paraná). O clado Rhinesuchidae é posicionado na base de Stereospondyli, sendo tipicamente encontrado em rochas de idade Guadalupiana a Lopingiana (Permiano médio a tardio), com um único táxon registrado para o Triássico Inferior da África do Sul. Este clado é endêmico do Gondwana, sendo em sua grande maioria proveniente da África do Sul e, até então, pouco conhecido para o Permiano do Brasil. A primeira parte desta tese traz uma breve revisão sobre o conhecimento dos temnospôndilos e, em especial, do clado Rhinesuchidae, com ênfase nos seus aspectos anatômicos, filogenéticos, taxonômicos, paleogeográficos e bioestratigráficos. São também apresentados os espécimes estudados durante este doutoramento, atribuídos a rinessuquídeos, e o contexto geológico de suas áreas de proveniência, sendo todas relacionadas ao Membro Morro Pelado da Formação Rio do Rasto. Além disso, é apresentada uma discussão a respeito da importância destes novos registros para a compreensão deste grupo no Permiano da América do Sul e a origem e diversificação dos Stereospondyli. A segunda parte desta tese apresenta os três artigos científicos desenvolvidos durante este doutoramento, que incluem: (1) a descrição anatômica e análise filogenética de fragmentos mandibulares atribuídos a Rhinesuchidae indet.; (2) redescrição anatômica e análise filogenética de um espécime atribuído a um novo gênero de Rhinesuchidae para o Brasil, antes conhecido apenas na África do Sul, sendo a primeira correlação a nível genérico para o grupo entre as bacias brasileira e sulafricana, de modo que uma correlação bioestratigráfica foi proposta; (3) descrição anatômica e análise filogenética de um material craniano e mandibular atribuído a uma nova espécie de Rhinesuchidae, proximamente relacionada aos táxons sulafricanos do gênero Rhinesuchoides e proveniente de um afloramento onde espécimes referidos à Australerpeton cosgriffi já foram reportados, revelando a primeira evidência de simpatria entre rinessuquídeos em um ambiente da América do Sul. ...
Abstract
Paleozoic and Mesozoic ecosystems, presents a unique record for the Middle/Upper Permian of Brazil, given the combination of rhinesuchids and stereospondylomorphs non-Stereospondyli found in the Rio do Rasto Formation (Guadalupian-Lopingian, Paraná Basin). The Rhinesuchidae clade is positioned at the base of Stereospondyli, being typically found in rocks of Guadalupian to Lopingian age (middle to late Permian), with a single taxon recovered for the lower Triassic of South Africa.This clade is e ...
Paleozoic and Mesozoic ecosystems, presents a unique record for the Middle/Upper Permian of Brazil, given the combination of rhinesuchids and stereospondylomorphs non-Stereospondyli found in the Rio do Rasto Formation (Guadalupian-Lopingian, Paraná Basin). The Rhinesuchidae clade is positioned at the base of Stereospondyli, being typically found in rocks of Guadalupian to Lopingian age (middle to late Permian), with a single taxon recovered for the lower Triassic of South Africa.This clade is endemic to Gondwana, most of them coming from South Africa and until then little known to the Permian of Brazil. The first part of this thesis brings a brief review of the knowledge of temnospondyls and, in particular, of the Rhinesuchidae clade, with emphasis on their anatomical, phylogenetic, taxonomic, paleogeographic and biostratigraphic aspects. The specimens studied during this PhD, attributed to rhineshuchids, are also presented, besides the geological context of these materials, all of which come from the Morro Pelado Member of the Rio do Rasto Formation, in addition to a discussion about the importance of these new records for the understanding of this group in the Permian of South America and the origin and diversification of Stereospondyli. The second part of this thesis presents the three scientific articles developed during this PhD, which include: (1) the anatomical description and the phylogenetic analysis of mandibular fragments attributed to Rhinesuchidae indet.; (2) anatomical redescription and phylogenetic analysis of a specimen attributed to a new genus of Rhinesuchidae for Brazil, previously known only in South Africa, being the first generic correlation for the group between the Brazilian and South African basins, so that a biostratigraphic correlation was proposed;(3) anatomical description and phylogenetic analysis of a cranial and mandibular material attributed to a new species of Rhinesuchidae, closely related to South African taxa of the genus Rhinesuchoides and coming from an outcrop where specimens referred to Australerpeton cosgriffi have already been reported, revealing the first evidence of sympatry between rhinesuchids in a South American environment. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Geociências. Programa de Pós-Graduação em Geociências.
Coleções
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