Música bala e música frau : consumos musicais e narrativas sobre legitimidade em música de estudantes do Ensino Médio

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Data
2008Orientador
Nível acadêmico
Especialização
Resumo
O presente estudo tem por objetivo central investigar discursos de adolescentes sobre seus consumos musicais [shows musicais, aquisição de CDs, de DVDs, execuções instrumentais, bate-papos na internet, aquisição de artefatos de bandas, cantores/as, aprendizado de instrumentos, escutas musicais, etc] e como estes operam na distinção entre o que comumente se denomina ‘música boa’ e ‘música ruim’ em seu cotidiano escolar. Para tanto foram realizadas entrevistas semi-estruturadas e observações em c ...
O presente estudo tem por objetivo central investigar discursos de adolescentes sobre seus consumos musicais [shows musicais, aquisição de CDs, de DVDs, execuções instrumentais, bate-papos na internet, aquisição de artefatos de bandas, cantores/as, aprendizado de instrumentos, escutas musicais, etc] e como estes operam na distinção entre o que comumente se denomina ‘música boa’ e ‘música ruim’ em seu cotidiano escolar. Para tanto foram realizadas entrevistas semi-estruturadas e observações em campo entre jovens estudantes do Colégio de Aplicação da UFRGS para buscar compreender que critérios de legitimidade musical podem ser observados a partir de suas falas. Os termos bala e frau são recorrentes na linguagem desses jovens. Numa tentativa de descrever seu sentido, é possível dizer que o termo bala se refere a tudo que é chato, desinteressante e ‘mal-feito’ enquanto o termo bala faz o papel de seu antônimo, fazendo referência a tudo que é legal, bacana, interessante e ‘bem-feito’. A partir das falas desses jovens busca conceitos-chave, questões, eixos de análise que ajudem o professor a perceber e compreender distintas formas de se relacionar com a música e com a cultura e de atribuir legitimidade a fenômenos musicais entre os jovens pesquisados. Tem, também, como objetivo, contribuir - no mesmo sentido do debate lançado por autores como Stuart Hall, Pierre Bourdieu, Michel Bozon, Elisabete Maria Garbin, Martha Tupinambá Ulhôa, Margarete Arroyo, entre outros - para o debate acerca dos consumos musicais e culturais na contemporaneidade e da legitimidade em música dessa vez tendo como foco os estudantes do Ensino Médio do Colégio de Aplicação da UFRGS. A abordagem metodológica tem como referência o campo dos Estudos Culturais e, por esse não possuir uma metodologia distinta, e, portanto, construí-la em relação ao objeto de estudo, foi sendo construída ao longo da pesquisa. O estudo traz uma definição de consumos musicais baseado no conceito de consumo de Grant McCracken e no conceito de consumos culturais empregado por Germán Muñoz Gonzáles e Elisabete Maria Garbin e faz apontamentos para uma história dos consumos musicais no Ocidente para melhor definir o que entendemos por consumos musicais no presente estudo. Em seguida, parte-se para a análise dos dados levantados durante a pesquisa em campo que se concentra em dois eixos: consumos musicais e processos de pertencimento identitário e consumos musicais e identidade de gênero, sendo que, nas considerações finais, levanto outros possíveis eixos de análise. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Curso de Especialização em Pedagogia da Arte.
Coleções
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Ciências Humanas (1951)
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