Molduras de EPS fixadas com espuma expansiva em fachadas de edifícios multipavimentos : estudo de caso
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Data
2025Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Graduação
Resumo
A preservação de fachadas frequentemente se depara com o desafio de mitigar a deterioração decorrente de manifestações patológicas, dentre as quais se destaca a degradação provocada pela percolação de água na superfície. Diante desse cenário, a incorporação de molduras apresenta-se como uma alternativa para afastar o escoamento superficial da água da fachada. Um dos principais materiais utilizados para a confecção destas molduras é o poliestireno expandido (EPS) revestido com camada cimentícia, ...
A preservação de fachadas frequentemente se depara com o desafio de mitigar a deterioração decorrente de manifestações patológicas, dentre as quais se destaca a degradação provocada pela percolação de água na superfície. Diante desse cenário, a incorporação de molduras apresenta-se como uma alternativa para afastar o escoamento superficial da água da fachada. Um dos principais materiais utilizados para a confecção destas molduras é o poliestireno expandido (EPS) revestido com camada cimentícia, tendo como vantagem o baixo peso do material. Este estudo detalha o processo de instalação de molduras pré-fabricadas de EPS no sistema de vedação vertical externo com um método de fixação utilizando espuma adesiva expansiva de poliuretano acompanhado in loco, comparando-o com o procedimento executivo de fixação que utiliza argamassa colante ACIII obtido através de revisão bibliográfica. O estudo foi estruturado em três aspectos: 1°) análise do projeto da fachada e dos detalhes das molduras, descrevendo a composição do EPS e o processo de fabricação das molduras, seu formato e dimensões, a aplicação do procedimento de execução de serviço fornecida por uma construtora de Porto Alegre e a comparação com o uso de argamassa colante como método de fixação; 2°) conferência do serviço conforme procedimento de inspeção, considerando os itens registrados na ficha de verificação de serviço (FVS) da empresa e através de relatório fotográfico onde foram registradas as inconformidades encontradas, a fim de propor melhorias para o procedimento de execução; 3°) avaliação do desempenho mecânico da espuma expansiva de poliuretano no período de 18 meses e dos resultados obtidos nos ensaios de carga aplicada, demonstrando que no período de observação a fixação da moldura se manteve com o desempenho mecânico satisfatório. Como aprimoramento do procedimento, recomendou-se ampliar o tempo de cura da espuma expansiva de poliuretano de 24 para 72 horas, antes do início da etapa de acabamento, visando diminuir a incidência de fissuras. Diante da ocorrência de fissuras no encontro entre a fachada e a parte superior das molduras, propôs-se também a aplicação de um produto impermeabilizante nessa interface, seguida da utilização de tinta acrílica com propriedades elastoméricas. Embora não tenham sido realizados ensaios específicos de resistência ao fogo, o material utilizado deve ser classificado como II-A, conforme a NBR 15575-4 (ABNT, 2021). Essas melhorias foram incorporadas ao procedimento original, conferindo maior robustez e confiabilidade ao sistema. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Engenharia. Curso de Engenharia Civil.
Coleções
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TCC Engenharias (6452)
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