Incidência, perfil epidemiológico e custos das rupturas do tendão de aquiles no Brasil : um estudo retrospectivo (2008-2024)
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Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Mestrado
Tipo
Resumo
A incidência global de ruptura do tendão de Aquiles (RTA) tem sido significativa e crescente nos últimos anos. A compreensão da epidemiologia da lesão é fundamental para prevenção, manejo de riscos e planejamento em saúde, mas ainda não há estudos que contemplem dados da população brasileira. Portanto, o objetivo do presente estudo é verificar o comportamento das taxas de incidência das RTA’s, perfil epidemiológico da lesão e custos relacionados no Brasil (2008-2024). Este é um estudo epidemiol ...
A incidência global de ruptura do tendão de Aquiles (RTA) tem sido significativa e crescente nos últimos anos. A compreensão da epidemiologia da lesão é fundamental para prevenção, manejo de riscos e planejamento em saúde, mas ainda não há estudos que contemplem dados da população brasileira. Portanto, o objetivo do presente estudo é verificar o comportamento das taxas de incidência das RTA’s, perfil epidemiológico da lesão e custos relacionados no Brasil (2008-2024). Este é um estudo epidemiológico retrospectivo, descritivo e analítico com dados do Sistema Único de Saúde extraídos por meio do Microdatasus (DATASUS/ TabNet). Foram incluídos registros com CID-10 S860 (traumatismo do tendão de Aquiles) de indivíduos adultos (≥18 anos). As taxas de incidência foram calculadas para cada subgrupo (sexo, idade, grupo racial, estação do ano, tratamento) e regressões de Poisson foram conduzidas para cada contexto de análise. Para desfechos contínuos (tempo de internação e valores) foram calculadas as médias e suas distribuições foram testadas (Shapiro-Wilk e Kolmogorov-Smirnov) e, posteriormente, comparadas ano a ano (Kruskall-Wallis, com post hoc de Dunn usando correção de Bonferroni). Para todas as análises foi adotado α ≤ 0,05. A taxa de incidência de RTA’s aumentou 383,7% entre 2008 e 2024. Homens, entre 30-50 anos, foram os mais acometidos. No entanto, os idosos (>60 anos) apresentaram as maiores taxas de crescimento. O grupo racial mais acometido foram os brancos, porém em 2020 e 2024, os pardos apresentaram maiores e significativas taxas de incidência. O inverno apresentou maiores taxas de incidência, com exceção de 2020, ano em que o verão apresentou maiores taxas. O tratamento foi majoritariamente cirúrgico (tenomiorrafias). A média do tempo de internação foi de ~ 3 dias, e a média dos valores gastos com serviços hospitalares e profissionais foram significativamente crescentes. As taxas de RTA cresceram expressivamente no Brasil entre 2008 e 2024, sobretudo em homens de 30-50 anos e idosos, associadas ao envelhecimento populacional, mudanças no perfil de ativos físicos e temperaturas mais baixas. O tratamento cirúrgico predominou, possivelmente por menor risco de rerrupturas, enquanto os custos hospitalares aumentaram em função do maior número de casos e do avanço das técnicas cirúrgicas. ...
Abstract
The global incidence of Achilles tendon rupture (ATR) has been significant and increasing in recent years. Understanding the epidemiology of this injury is fundamental for prevention, risk management, and health planning, but there are still no studies that include data from the Brazilian population. Therefore, the objective of this study is to assess the behavior of ATR incidence rates, the epidemiological profile of the injury, and related costs in Brazil (2008-2024). This is a retrospective, ...
The global incidence of Achilles tendon rupture (ATR) has been significant and increasing in recent years. Understanding the epidemiology of this injury is fundamental for prevention, risk management, and health planning, but there are still no studies that include data from the Brazilian population. Therefore, the objective of this study is to assess the behavior of ATR incidence rates, the epidemiological profile of the injury, and related costs in Brazil (2008-2024). This is a retrospective, descriptive, and analytical epidemiological study using data from the Brazilian Unified Health System (Sistema Único de Saúde – SUS) extracted through Microdatasus (DATASUS/TabNet). Records with ICD-10 S860 (Achilles tendon injury) of adults (≥18 years) were included. Incidence rates were calculated for each subgroup (sex, age, racial group, season, treatment), and Poisson regressions were conducted for each analysis context. For continuous stages (length of stay and values), means were calculated and their distributions were tested (Shapiro-Wilk and Kolmogorov-Smirnov) and subsequently compared year by year (Kruskal-Wallis, with Dunn's post hoc test using Bonferroni correction). For all analyses, α ≤ 0.05 was adopted. The incidence rate of RTA increased 383.7% between 2008 and 2024. Men, aged 30-50 years, were the most affected. However, the elderly (>60 years) had the highest growth rates. The most affected racial group was white, but in 2020 and 2024, brown people had higher and significant incidence rates. Winter showed higher incidence rates, with the exception of 2020, when summer showed higher rates. Treatment was primarily surgical (tenomyorrhaphy). The average hospital stay was ~ 3 days, and the average cost of hospital and professional services increased significantly. RTA rates increased significantly in Brazil between 2008 and 2024, particularly among men aged 30-50 and the elderly, associated with population aging, changes in physical activity profiles, and lower temperatures. Surgical treatment predominated, possibly due to a lower risk of rerupture, while hospital costs increased due to the greater number of cases and advances in surgical techniques. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano.
Coleções
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Ciências da Saúde (10054)Ciências do Movimento Humano (1053)
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