Perfil epidemiológico e análise de sobrevivência de mulheres com câncer de colo uterino tratadas em Porto Alegre
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Data
2026Orientador
Nível acadêmico
Mestrado
Tipo
Assunto
Resumo
Objetivo: Estimar a sobrevida e identificar fatores associados à mortalidade das mulheres diagnosticadas com câncer do colo do útero em Porto Alegre, Brasil. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo, de base populacional, que incluiu mulheres diagnosticadas com câncer invasivo do colo do útero entre 2016 e 2018, identificadas por meio do Registro de Câncer de Base Populacional de Porto Alegre (RCBP). As pacientes foram acompanhadas até 2024. A sobrevida global foi estimada pelo método de Kaplan– ...
Objetivo: Estimar a sobrevida e identificar fatores associados à mortalidade das mulheres diagnosticadas com câncer do colo do útero em Porto Alegre, Brasil. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo, de base populacional, que incluiu mulheres diagnosticadas com câncer invasivo do colo do útero entre 2016 e 2018, identificadas por meio do Registro de Câncer de Base Populacional de Porto Alegre (RCBP). As pacientes foram acompanhadas até 2024. A sobrevida global foi estimada pelo método de Kaplan–Meier, e a sobrevida líquida foi calculada utilizando o estimador de Pohar–Perme. A análise dos fatores associados à mortalidade foi feita através da descrição de sua distribuição e modelo de riscos proporcionais de Cox foi utilizado para a análise multivariada com um nível de significância de 5%. Resultados: Uma população de 229 pacientes foi incluída na análise de sobrevida. A taxa de sobrevida global em 5 anos foi de 51,9%, e a taxa de sobrevida líquida em 5 anos foi de 54,2%. Para avaliar outras variáveis epidemiológicas e informações relacionadas ao tratamento, foram utilizados dados de 177 pacientes, cujos prontuários estavam acessíveis. A idade mediana ao diagnóstico foi de 49 anos. A maioria das pacientes (81,0%) foi tratada no Sistema Único de Saúde (SUS), e a maior parte foi diagnosticada em estádios avançados (FIGO III–IV). O tempo mediano entre o diagnóstico e o início do tratamento foi de 58 dias. Pacientes tratadas no sistema público iniciaram o tratamento mais tardiamente em comparação àquelas tratadas no setor privado (59 versus 22 dias). Conclusões: O estádio clínico ao diagnóstico foi o principal determinante da sobrevida. Desigualdades sociodemográficas influenciam tanto o estádio ao diagnóstico quanto o acesso oportuno ao tratamento. Embora a maioria das pacientes tenha iniciado o tratamento dentro do prazo legal de 60 dias - conforme o que é preconizado pela legislação brasileira - persistem importantes iniquidades entre os sistemas público e privado de saúde, ressaltando a necessidade de fortalecer estratégias de rastreamento, promover o diagnóstico precoce e assegurar acesso equitativo ao cuidado oncológico. ...
Abstract
Objective: To estimate survival and identify factors associated with mortality among women diagnosed with cervical cancer in Porto Alegre, Brazil. Methods: This retrospective population-based cohort study included women diagnosed with invasive cervical cancer between 2016 and 2018, identified through the Population-Based Cancer Registry of Porto Alegre (RCBP). Patients were followed until 2023. Overall survival was estimated using the Kaplan–Meier method, and net survival was calculated using t ...
Objective: To estimate survival and identify factors associated with mortality among women diagnosed with cervical cancer in Porto Alegre, Brazil. Methods: This retrospective population-based cohort study included women diagnosed with invasive cervical cancer between 2016 and 2018, identified through the Population-Based Cancer Registry of Porto Alegre (RCBP). Patients were followed until 2023. Overall survival was estimated using the Kaplan–Meier method, and net survival was calculated using the Pohar–Perme estimator. Factors associated with mortality were assessed using univariate and multivariate Cox proportional hazards models. Results: A population of 229 patients was included in the survival analysis. The five year overall survival rate was 51.9%, and the five-year net survival rate was 54.2%. To assess other epidemiological variables and treatment-related information, data from 177 patients, whose medical records were accessible, were used. The median age at diagnosis was 49 years. The majority of patients (81.0%) were treated within the Unified Health System (SUS), and most were diagnosed at advanced stages (FIGO III–IV). The median time from diagnosis to the start of treatment was 58 days. Patients treated within the public health system started treatment later than those treated in the private sector (59 versus 22 days). Conclusions: The clinical stage at diagnosis was the main determinant of survival. Sociodemographic inequalities influence both the stage at diagnosis and timely access to treatment. Although the majority of patients began treatment within the legally mandated 60-day period, as recommended by Brazilian legislation, significant inequities persist between the public and private healthcare systems. This underscores the need to strengthen screening strategies, promote early diagnosis, and ensure equitable access to oncological care. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Ginecologia e Obstetrícia.
Coleções
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Ciências da Saúde (10054)
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