Enquadramento midiático do Bitcoin no Brasil
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Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Este trabalho investiga como grandes veículos da imprensa brasileira tem enquadrado o Bitcoin ao longo de seus mais de quinze anos de existência, analisando as narrativas predominantes, seus vieses e as transformações editoriais ocorridas desde 2010. A pesquisa parte da Teoria do Enquadramento (Framing Theory), conforme formulada por Erving Goffman (1974) e ampliada por Robert Entman (1993), e utiliza a Análise de Conteúdo de Bardin (1977) para sistematizar e interpretar os dados coletados. O c ...
Este trabalho investiga como grandes veículos da imprensa brasileira tem enquadrado o Bitcoin ao longo de seus mais de quinze anos de existência, analisando as narrativas predominantes, seus vieses e as transformações editoriais ocorridas desde 2010. A pesquisa parte da Teoria do Enquadramento (Framing Theory), conforme formulada por Erving Goffman (1974) e ampliada por Robert Entman (1993), e utiliza a Análise de Conteúdo de Bardin (1977) para sistematizar e interpretar os dados coletados. O corpus é composto por 530 reportagens publicadas nos portais G1, O Globo e Valor Econômico, nas quais o termo “Bitcoin” aparece no título ou corpo da matéria. Cada notícia foi codificada segundo cinco dispositivos de enquadramento (protagonismo, tom, natureza, fonte e contexto) permitindo a quantificação dos sentidos narrativos e a detecção de padrões discursivos. Os resultados indicam que o enquadramento midiático brasileiro tende à associação do Bitcoin a contextos criminosos, com tom majoritariamente negativo e materiais noticiosos que enfatizam reveses em detrimento de abordagens tecnológicas, sociais ou educacionais. Comparações com estudos internacionais revelam similaridades na ênfase global sobre risco e criminalidade, embora a mídia brasileira apresente menor atenção à dimensão sociotecnológica e cultural da criptomoeda. O estudo conclui que a cobertura nacional tem contribuído para a formação de um senso comum desinformado, mais guiado por alarmismo do que por compreensão técnica, evidenciando o papel do enquadramento jornalístico na construção pública da imagem do Bitcoin no Brasil. ...
Resumen
This study investigates how major Brazilian news outlets have framed Bitcoin throughout its more than fifteen years of existence, analyzing predominant narratives, their biases, and the editorial transformations that have occurred since 2010. The research draws on Framing Theory as formulated by Erving Goffman (1974) and expanded by Robert Entman (1993), and employs Bardin’s (1977) Content Analysis to systematize and interpret the collected data. The corpus consists of 530 news articles publish ...
This study investigates how major Brazilian news outlets have framed Bitcoin throughout its more than fifteen years of existence, analyzing predominant narratives, their biases, and the editorial transformations that have occurred since 2010. The research draws on Framing Theory as formulated by Erving Goffman (1974) and expanded by Robert Entman (1993), and employs Bardin’s (1977) Content Analysis to systematize and interpret the collected data. The corpus consists of 530 news articles published on the G1, O Globo, and Valor Econômico portals in which the term “Bitcoin” appears in the title or body of the text. Each article was coded according to five framing devices (protagonism, tone, nature, source, and context), enabling the quantification of narrative meanings and the detection of discursive patterns. The results indicate that Brazilian media coverage tends to associate Bitcoin with criminal contexts, adopt a predominantly negative tone, and emphasize setbacks rather than technological, social, or educational approaches. Comparisons with international studies reveal similarities in the global emphasis on risk and criminality, although Brazilian media show less attention to the sociotechnological and cultural dimensions of the cryptocurrency. The study concludes that national coverage has contributed to the formation of a misinformed public common sense, driven more by alarmist narratives than by technical understanding, highlighting the role of journalistic framing in shaping Bitcoin’s public image in Brazil. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Curso de Comunicação Social: Habilitação em Propaganda e Publicidade.
Coleções
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TCC Comunicação Social (2143)
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