Indução do parto em ruptura prematura de membranas com colo desfavorável : ocitocina versus misoprostol bucal : ensaio clínico randomizado
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Assunto
Resumo
Introdução: As condições do colo uterino são preditores importantes da resposta a indução do parto. O escore de Bishop é uma das técnicas mais utilizadas para avaliar a remodelação/amadurecimento do colo uterino. O uso de misoprostol para amadurecimento do colo, em pacientes com bolsa íntegra, está bem estabelecido para aumentar a chance de sucesso. No entanto, há poucos estudos nos casos de pacientes com ruptura prematura de membranas (RUPREME), principalmente no que se refere àquelas com colo ...
Introdução: As condições do colo uterino são preditores importantes da resposta a indução do parto. O escore de Bishop é uma das técnicas mais utilizadas para avaliar a remodelação/amadurecimento do colo uterino. O uso de misoprostol para amadurecimento do colo, em pacientes com bolsa íntegra, está bem estabelecido para aumentar a chance de sucesso. No entanto, há poucos estudos nos casos de pacientes com ruptura prematura de membranas (RUPREME), principalmente no que se refere àquelas com colo desfavorável à indução. Objetivo: Comparar o uso de ocitocina intravenosa e misoprostol bucal na indução do parto em gestantes com ruptura prematura das membranas (RUPREME) e colo uterino desfavorável. Métodos: Ensaio clínico randomizado conduzido no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Foram incluídas gestantes com idade gestacional entre 34 e 41 semanas, diagnóstico de RUPREME, índice de Bishop ≤ 4 e sem contraindicações para parto vaginal. As participantes foram alocadas por meio de randomização simples, por meio de um algoritmo para indução com ocitocina intravenosa ou misoprostol bucal (25 mcg a cada 4 horas), em grupos controles e intervenção, respectivamente. O desfecho primário foi a diferença entre o tempo do início da indução até o início da fase ativa do trabalho de parto. Desfechos secundários incluíram tempo até o nascimento, via de parto, eventos adversos e infecções materno-fetais. Análises estatísticas utilizaram teste t, Mann- Whitney, qui-quadrado e Fisher, com p<0,05 considerado significativo. Análises realizadas no SPSS versão 18. Resultados: Foram incluídas 127 gestantes, 66 no grupo misoprostol e 61 no grupo ocitocina. O tempo até o início da fase ativa foi significativamente menor no grupo ocitocina (5,0h [3,4–6,7]) em comparação ao grupo misoprostol (6,8h [4,0–9,7]; p=0,023). O tempo até o nascimento também foi menor no grupo ocitocina (9,4h [6,5– 12,2] vs. 12,0h [9,1–17,1]; p<0,00001). Não houve diferença entre os grupos quanto à via de parto, necessidade de antibioticoterapia ou desfechos neonatais. Em análise de subgrupo, gestantes que receberam misoprostol e não necessitaram de correção com ocitocina apresentaram desfechos temporais semelhantes ao grupo ocitocina. 11 Conclusão: Em pacientes com RUPREME e colo desfavorável, a indução com ocitocina foi associada a menor tempo até o início da fase ativa e até o nascimento, quando comparada ao uso de misoprostol bucal. A necessidade de correção da dinâmica com ocitocina no grupo misoprostol influenciou significativamente os tempos até o parto. ...
Abstract
Introduction: Cervical conditions are important predictors of labor induction outcomes. The Bishop score is one of the most widely used methods to assess cervical remodeling or ripening. The use of misoprostol for cervical ripening in patients with intact membranes is well established to increase the likelihood of successful induction. However, few studies have evaluated its use in cases of premature rupture of membranes (PROM), particularly among women with an unfavorable cervix for induction. ...
Introduction: Cervical conditions are important predictors of labor induction outcomes. The Bishop score is one of the most widely used methods to assess cervical remodeling or ripening. The use of misoprostol for cervical ripening in patients with intact membranes is well established to increase the likelihood of successful induction. However, few studies have evaluated its use in cases of premature rupture of membranes (PROM), particularly among women with an unfavorable cervix for induction. Objective: To compare the use of intravenous oxytocin and buccal misoprostol for labor induction in pregnant women with premature rupture of membranes (PROM) and an unfavorable cervix. Methods: A randomized clinical trial was conducted at Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Pregnant women between 34 and 41 weeks of gestation with PROM, a Bishop score ≤ 4, and no contraindications to vaginal delivery were included. Participants were randomly assigned, using a simple randomization algorithm, to induction with either intravenous oxytocin or buccal misoprostol (25 mcg every 4 hours), forming the control and intervention groups, respectively. The primary outcome was the time from induction initiation to the onset of the active phase of labor. Secondary outcomes included time to delivery, mode of delivery, adverse events, and maternal-fetal infections. Statistical analyses were performed using t-test, Mann–Whitney, chi-square, and Fisher’s exact tests, with p<0.05 considered statistically significant. Analyses were conducted using SPSS version 18. Results: A total of 127 pregnant women were included: 66 in the misoprostol group and 61 in the oxytocin group. The time to the onset of the active phase was significantly shorter in the oxytocin group (5.0 h [3.4–6.7]) compared with the misoprostol group (6.8 h [4.0–9.7]; p=0.023). The time to delivery was also shorter in the oxytocin group (9.4 h [6.5–12.2] vs. 12.0 h [9.1–17.1]; p<0.00001). There were no differences between groups regarding mode of delivery, need for antibiotic therapy, or neonatal outcomes. 13 Conclusion: In patients with PROM and an unfavorable cervix, induction with oxytocin was associated with shorter times to the onset of the active phase and to delivery compared with buccal misoprostol. The need for oxytocin augmentation in the misoprostol group significantly influenced the duration until delivery. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Ginecologia e Obstetrícia.
Coleções
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Ciências da Saúde (10054)
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