Isquemia mesentérica aguda : comportamento da doença no Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Clínicas de Porto Alegre : um estudo prospectivo
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Especialização
Resumo
Introdução: Isquemia mesentérica aguda (IMA) é uma emergência cirúrgica grave, levando a infarto mesentérico, perfuração e mortalidade elevada (até 50-80%). IMA oclusivas (embolia/trombose arterial, 50%) e não oclusivas (20%), tem prevalência 10x maior em idosos com mais de 80 anos e diagnóstico precoce desafiador. Lacunas na literatura quanto a protocolos padronizados motivaram este estudo institucional para otimização do manejo. Objetivo: Fornecer subsídios para aprimorar a rotina do serviço ...
Introdução: Isquemia mesentérica aguda (IMA) é uma emergência cirúrgica grave, levando a infarto mesentérico, perfuração e mortalidade elevada (até 50-80%). IMA oclusivas (embolia/trombose arterial, 50%) e não oclusivas (20%), tem prevalência 10x maior em idosos com mais de 80 anos e diagnóstico precoce desafiador. Lacunas na literatura quanto a protocolos padronizados motivaram este estudo institucional para otimização do manejo. Objetivo: Fornecer subsídios para aprimorar a rotina do serviço de Cirurgia Geral do HCPA no manejo de IMA, enfatizando diagnóstico, tratamento e desfechos, e secundariamente, analisar modalidade terapêuticas, revascularização, enterectomia e second look determinando o impacto do tempo diagnóstico-intervenção nos desfechos e determinar taxas de óbito e fatores associados. Metodologia: Estudo observacional longitudinal prospectivo no HCPA, analisando prontuários de pacientes >18 anos com IMA confirmada por tomografia a partir de janeiro de 2025. Amostra consecutiva (n=41 calculada por método de Wald, IC 95%, mortalidade esperada 60%). Variáveis: demográficas (idade, gênero, comorbidades), clínicas (motivo internação, tempos diagnóstico/tratamento, etiologia: oclusiva/não oclusiva, achados tomográficos/cirúrgicos), intervenções (tipo cirurgia, revascularização, enterectomia, second look) e desfechos (óbito, alta). Análise: descritiva (médias, frequências); inferencial (qui-quadrado, t-student, regressão logística multivariada; p<0,05). Resultados: Incluídos 40 pacientes, média (DP) idade de 66,5 (13,8); 22 mulheres vs. 18 homens (55%; mulheres). 67% internados pré-diagnóstico vs. 33% externos, com dor abdominal predominantemente (92%). Tempo médio (DP) de suspeita-diagnóstico: 4 (5,2) horas; diagnóstico-tratamento: 6,3 (6) horas. Achados tomográficos principais de hiporrealce (55%), pneumatose (35%), distensão alças (27%). Etiologias não oclusiva e tromboembólica em 15 (37,5%) e 12 (30%), respectivamente. Ainda, 11(27,5%) por outras etiologias e 2(5%) de causa não identificada. Destes, 28 (70%) foram operados: 23 casos de laparotomia isolada (65% enterectomia vs. 35% paliativos intraop.), 5 (17%) casos de abordagem combinada (angioplastia/bypass/trombectomia/embolectomia). Mortalidade de 75% (n=30). Etiologia tromboembólica favorece tratamento híbrido (χ²=20,15; p=0,003) com melhor desfecho (p=0,01; 60% de altas vs. 100% óbitos na paliação); pacientes internados têm pior prognóstico (χ²=20,152; p=0,003). Conclusão: A IMA no HCPA apresenta alta mortalidade (75%), influenciada por etiologia não oclusiva, atrasos intervencionistas e origem interna. Abordagens híbridas melhoram desfechos, reforçando necessidade de fluxogramas para diagnóstico precoce e manejo otimizado, visando padronizar condutas e elevar sobrevivência. ...
Instituição
Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Curso de Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral.
Coleções
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Ciências da Saúde (1900)
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