Passagem de prótese esofágica por técnica rendez-vous em paciente com carcinoma espinocelular de esôfago e acalasia : relato de caso
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Data
2026Autor
Orientador
Nível acadêmico
Especialização
Assunto
Resumo
Introdução: A acalasia e o megaesôfago chagásico são condições crônicas associadas a alterações estruturais e funcionais esofágicas de longa data, aumentando significativamente o risco de carcinoma espinocelular esofágico, frequentemente diagnosticado em estágios avançados. As fístulas esofago-respiratórias representam uma complicação grave do câncer esofágico avançado, levando à aspiração, infecções respiratórias recorrentes, desnutrição e opções terapêuticas limitadas. Apresentação do caso: R ...
Introdução: A acalasia e o megaesôfago chagásico são condições crônicas associadas a alterações estruturais e funcionais esofágicas de longa data, aumentando significativamente o risco de carcinoma espinocelular esofágico, frequentemente diagnosticado em estágios avançados. As fístulas esofago-respiratórias representam uma complicação grave do câncer esofágico avançado, levando à aspiração, infecções respiratórias recorrentes, desnutrição e opções terapêuticas limitadas. Apresentação do caso: Relata-se o caso de um homem de 66 anos, portador de megaesôfago chagásico de longa data, que evoluiu com carcinoma espinocelular de esôfago avançado complicado por grande fístula esôfago-brônquica. A distorção anatômica acentuada, associada à perda completa da referência do lúmen esofágico, inviabilizou a colocação de prótese esofágica por técnica endoscópica convencional. Optou-se por abordagem endoscópica combinada utilizando a técnica rendez-vous, com acesso retrógrado transgástrico, progressão anterógrada guiada por fluoroscopia e marcação precisa das margens tumorais. Foi implantada prótese esofágica metálica autoexpansível recoberta, com fixação endoscópica por clipes. O paciente evoluiu com migração da prótese, sendo submetido a revisão endoscópica e reposicionamento. Apesar das intervenções realizadas, apresentou piora clínica progressiva, com recorrência de infecções respiratórias e evolução para choque séptico, culminando em óbito. Conclusão: A vedação endoscópica de fístulas esofagobrônquicas em câncer de esôfago avançado sobre megaesôfago chagásico é tecnicamente desafiadora. Técnicas endoscópicas combinadas, incluindo acesso retrógrado, orientação fluoroscópica e fixação de stent, podem permitir a paliativa bem-sucedida, mesmo em casos com perda completa do lúmen esofágico. Este caso destaca a importância da expertise endoscópica avançada e do tratamento multidisciplinar em fístulas esofágicas complexas. ...
Abstract
Introduction: Achalasia and Chagasic megaesophagus are chronic conditions associated with long-standing structural and functional esophageal alterations, significantly increasing the risk of esophageal squamous cell carcinoma, which is often diagnosed at advanced stages. Esophago-respiratory fistulas represent a severe complication of advanced esophageal cancer, leading to recurrent aspiration, respiratory infections, malnutrition, and limited therapeutic options. Case presentation: We report t ...
Introduction: Achalasia and Chagasic megaesophagus are chronic conditions associated with long-standing structural and functional esophageal alterations, significantly increasing the risk of esophageal squamous cell carcinoma, which is often diagnosed at advanced stages. Esophago-respiratory fistulas represent a severe complication of advanced esophageal cancer, leading to recurrent aspiration, respiratory infections, malnutrition, and limited therapeutic options. Case presentation: We report the case of a 66-year-old man with long-standing Chagasic megaesophagus who developed advanced esophageal squamous cell carcinoma complicated by a large esophagobronchial fistula. Severe anatomical distortion and complete loss of the esophageal lumen precluded conventional endoscopic stent placement. A combined endoscopic approach using the rendez-vous technique was performed, including retrograde transgastric access, antegrade fluoroscopy-guided endoscopic progression, and precise tumor margin marking. A covered self-expandable metallic esophageal stent was successfully deployed and endoscopically fixed with clips. The patient subsequently developed stent migration and underwent endoscopic revision and repositioning. Despite these interventions, he experienced progressive clinical deterioration, recurrent respiratory infections, and ultimately evolved to septic shock, resulting in death. Conclusion: Endoscopic sealing of esophagobronchial fistulas in advanced esophageal cancer associated with Chagasic megaesophagus is technically challenging. Combined endoscopic strategies, including retrograde access, fluoroscopic guidance, and stent fixation, may enable successful palliative management even in cases of complete loss of the esophageal lumen. This case highlights the importance of advanced endoscopic expertise and a multidisciplinary approach in the management of complex esophageal fistulas. ...
Instituição
Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Curso de Programa de Residência Médica em Endoscopia Digestiva.
Coleções
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Ciências da Saúde (1900)
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