Conhecimento de mães de prematuros tardios sobre aleitamento materno e sua relação com a continuidade desta prática durante o primeiro mês pós alta hospitalar do prematuro
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Mestrado
Tipo
Assunto
Resumo
Introdução: o aleitamento materno (AM) é amplamente reconhecido como uma prática essencial para a saúde e o desenvolvimento infantil, especialmente em recém-nascidos prematuros tardios (RNPTT), que apresentam maior vulnerabilidade a complicações neonatais e ao desmame precoce. Diversos fatores podem influenciar a manutenção do AM, incluindo o nível de conhecimento materno, a experiência prévia com a amamentação e as orientações recebidas durante a internação hospitalar. Nesse contexto, torna-se ...
Introdução: o aleitamento materno (AM) é amplamente reconhecido como uma prática essencial para a saúde e o desenvolvimento infantil, especialmente em recém-nascidos prematuros tardios (RNPTT), que apresentam maior vulnerabilidade a complicações neonatais e ao desmame precoce. Diversos fatores podem influenciar a manutenção do AM, incluindo o nível de conhecimento materno, a experiência prévia com a amamentação e as orientações recebidas durante a internação hospitalar. Nesse contexto, torna-se relevante compreender a relação entre o conhecimento das mães e a continuidade do AM após a alta hospitalar, a fim de direcionar estratégias de promoção e apoio a essa prática. Objetivo: avaliar o conhecimento de mães de recém-nascidos prematuros tardios (RNPTT) sobre aleitamento materno (AM) e sua associação com a manutenção dessa prática no primeiro mês pós-alta. Método: estudo longitudinal prospectivo, realizado em um hospital universitário do Sul do Brasil no período de dezembro de 2023 e fevereiro de 2025. Amostragem sequencial, composta por 90 mães de RNPTT em AM na ocasião da alta hospitalar. A coleta dos dados foi realizada com aplicação nas mães da Escala de Conhecimento Acerca do Aleitamento Materno (Knowledge Breastfeeding Scale - KNOWL) dois dias antes da alta dos RNPTT e um questionário de caracterização materna, captação de dados obstétricos e neonatais em prontuários eletrônicos, e contato telefônico aos 15 e aos 30 dias após a alta hospitalar. Foram utilizadas as plataformas Research Electronic Data Capture (REDCap) para hospedagem dos dados e Statistical Package for Social Sciences (SPSS) para análise descritiva, teste de Pearson/Fischer e regressão multivariada. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição-base, sob o CAAE nº 75242723.9.0000.5327. Resultados: amostra de 90 mães e seus RNPTT. Mães com idade 28,5 (DP=6,4) anos, raça/cor autodeclarada branca (63,3%), escolaridade de nove a doze anos (48,9%) e com companheiro fixo (86,7%); RNPTT do sexo feminino (52,2%), adequados para Idade gestacional-IG (67,8%), IG de 34,4 (DP=1,3) semanas e peso de nascimento de 2.344,5 (DP=484,2) gramas. Na aplicação da Escala KNOWL, o conhecimento foi suficiente (>80%) para 77,8% das mães, intermediário para 17,8% e insuficiente para 4,4%. No entanto, o conhecimento não se associou à manutenção do AM aos 30 dias (p=0,443) pós-alta dos RNPTT. Aos 15 dias de seguimento, a taxa de AM exclusivo caiu para 37,0% e, aos 30 dias, houve queda adicional de 0,7%, com 16,3% das mães interrompendo o AM de forma definitiva. Experiência prévia com AM (p=0,008), amamentação na primeira hora de vida (p=0,048) e orientação médica na alta (p<0,001) foram fatores associados positivamente à manutenção do AM. Ausência de orientação médica na alta e uso de mamadeira aos 15 dias de seguimento aumentaram o risco de desmame precoce em 187% e 561%, respectivamente. Conclusão: o conhecimento de mães sobre o AM não foi suficiente para garantir a sua manutenção. Fatores como orientação no momento da alta hospitalar, início da amamentação na primeira hora de vida e experiência prévia com o aleitamento mostram-se determinantes para a continuidade desta prática. ...
Abstract
Introduction: breastfeeding (BF) is widely recognized as an essential practice for child health and development, especially in late preterm newborns (LPNB), who are more vulnerable to neonatal complications and early weaning. Several factors can influence the maintenance of BF, including maternal knowledge, prior breastfeeding experience, and guidance received during hospitalization. In this context, it is important to understand the relationship between maternal knowledge and continued BF afte ...
Introduction: breastfeeding (BF) is widely recognized as an essential practice for child health and development, especially in late preterm newborns (LPNB), who are more vulnerable to neonatal complications and early weaning. Several factors can influence the maintenance of BF, including maternal knowledge, prior breastfeeding experience, and guidance received during hospitalization. In this context, it is important to understand the relationship between maternal knowledge and continued BF after hospital discharge in order to target strategies to promote and support this practice. Objective: to assess the knowledge of mothers of LPNB about BF and its association with maintaining this practice in the first month after discharge. Method: a prospective longitudinal study was conducted at a university hospital in southern Brazil from December 2023 to February 2025. Sequential sampling consisted of 90 mothers of LPNB receiving BF at hospital discharge. Data collection was performed by administering the Knowledge Breastfeeding Scale (KNOWL) to the mothers two days before discharge, along with a maternal characterization questionnaire, obstetric and neonatal data were collected from electronic medical records, and telephone contact was conducted 15 and 30 days after hospital discharge. The Research Electronic Data Capture (REDCap) platform was used for data hosting and the Statistical Package for Social Sciences (SPSS) for descriptive analysis, Pearson/Fischer test, and multivariate regression. The research was approved by the Research Ethics Committee of the base institution, under CAAE No. 75242723.9.0000.5327. Results: sample of 90 mothers and their LPNB. Mothers were 28.5 (SD=6.4) years old, self-declared white race/color (63.3%), nine to twelve years of schooling (48.9%), and had a steady partner (86.7%); LPNB were female (52.2%), with adequate gestational age-GA (67.8%), GA of 34.4 (SD=1.3) weeks, and birth weight of 2,344.5 (SD=484.2) grams. When applying the KNOWL Scale, knowledge was sufficient (>80%) for 77.8% of mothers, intermediate for 17.8%, and insufficient for 4.4%. However, knowledge wasn’t associated with maintenance of BF at 30 days (p=0.443) after discharge of LPNB. At 15 days of follow-up, the exclusive BF rate fell to 37.0%, and at 30 days, there was an additional decrease of 0.7%, with 16.3% of mothers permanently stopping BF. Previous BF experience (p=0.008), BF in the first hour of life (p=0.048) and medical guidance at discharge (p<0.001) were factors positively associated with continued BF. Lack of medical guidance at discharge and bottle use at 15 days of follow-up increased the risk of early weaning by 187% and 561%, respectively. Conclusion: mothers' knowledge about BF wasn’t sufficient to ensure its continuation. Factors such as guidance at hospital discharge, initiation of BF within the first hour of life, and previous BF experience are crucial for continued of this practice. ...
Resumen
Introducción: la lactancia materna (LM) es ampliamente reconocida como una práctica esencial para la salud y el desarrollo infantil, especialmente en los recién nacidos prematuros tardíos (RNPT), quienes son más vulnerables a las complicaciones neonatales y al destete precoz. Diversos factores pueden influir en el mantenimiento de la LM, incluyendo el conocimiento materno, la experiencia previa con la lactancia materna y la orientación recibida durante la hospitalización. En este contexto, es i ...
Introducción: la lactancia materna (LM) es ampliamente reconocida como una práctica esencial para la salud y el desarrollo infantil, especialmente en los recién nacidos prematuros tardíos (RNPT), quienes son más vulnerables a las complicaciones neonatales y al destete precoz. Diversos factores pueden influir en el mantenimiento de la LM, incluyendo el conocimiento materno, la experiencia previa con la lactancia materna y la orientación recibida durante la hospitalización. En este contexto, es importante comprender la relación entre el conocimiento materno y la continuación de la LM tras el alta hospitalaria para definir estrategias que promuevan y apoyen esta práctica. Objetivo: evaluar el conocimiento de las madres de RNPT acerca de LM y su asociación con el mantenimiento de esta práctica en el primer mes después del alta. Método: se realizó un estudio longitudinal prospectivo en un hospital universitario en el sur de Brasil de diciembre de 2023 a febrero de 2025. El muestreo secuencial consistió en 90 madres de RNPT que recibieron LM al alta hospitalaria. La recolección de datos se realizó mediante la administración de la Escala de Conocimiento de Lactancia Materna (KNOWL) a las madres dos días antes del alta, junto con un cuestionario de caracterización materna. Los datos obstétricos y neonatales se recopilaron de historias clínicas electrónicas y se realizó contacto telefónico 15 y 30 días después del alta hospitalaria. La plataforma Research Electronic Data Capture (REDCap) se utilizó para el alojamiento de datos y el Paquete Estadístico para las Ciencias Sociales (SPSS) para el análisis descriptivo, la prueba de Pearson/Fischer y la regresión multivariada. La investigación fue aprobada por el Comité de Ética en Investigación de la institución de base, bajo el número CAAE 75242723.9.0000.5327. Resultados: muestra de 90 madres y sus RNPT. Las madres tenían 28,5 (DE=6,4) años de edad, raza/color blanca autodeclarada (63,3%), escolaridad de nueve a doce años (48,9%) y pareja estable (86,7%); los RNPT eran mujeres (52,2%), con edad gestacional-EG adecuada (67,8%), EG de 34,4 (DE=1,3) semanas y peso al nacer de 2.344,5 (DE=484,2) gramos. Al aplicar la Escala KNOWL, el conocimiento fue suficiente (>80%) para el 77,8% de las madres, intermedio para el 17,8% e insuficiente para el 4,4%. Sin embargo, el conocimiento no se asoció con el mantenimiento de la lactancia materna a los 30 días (p=0,443) tras el alta de los RNPT. A los 15 días de seguimiento, la tasa de LM exclusiva descendió al 37,0%, y a los 30 días, se observó una disminución adicional del 0,7%, con un 16,3% de madres que suspendieron la LM definitivamente. La experiencia previa con la LM (p=0,008), la LM en la primera hora de vida (p=0,048) y la orientación médica al alta (p<0,001) fueron factores que se asociaron positivamente con la continuación de la LM. La falta de orientación médica al alta y la alimentación con biberón a los 15 días de seguimiento aumentaron el riesgo de destete precoz en un 187% y un 561%, respectivamente. Conclusión: el conocimiento de las madres sobre la LM no fue suficiente para asegurar su continuación. Factores como la orientación al alta hospitalaria, el inicio de la LM en la primera hora de vida y la experiencia previa con la LM son cruciales para continuidad de esta práctica. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem.
Coleções
-
Ciências da Saúde (9741)Enfermagem (692)
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