Uretroplastia com enxerto de mucosa oral : análise entre mucosa labial e jugal no tratamento cirúrgico da estenose uretral com follow up de 5 anos
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Data
2025Autor
Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Especialização
Resumo
Objetivo: Avaliar de forma randomizada enxertos de origem labial e origem jugal, quanto a sua taxa de sucesso e complicações em uretroplastias. Métodos: Entre outubro de 2016 e junho de 2018 foi realizada uma análise prospectiva randomizada nos pacientes tratados pela técnica de uretroplastia dorsal onlay com enxerto de mucosa oral. O conceito de sucesso foi dividido em urodinâmico e objetivo, em um período de acompanhamento não inferior a cinco anos. Resultados: Foram 263 uretroplastias realiz ...
Objetivo: Avaliar de forma randomizada enxertos de origem labial e origem jugal, quanto a sua taxa de sucesso e complicações em uretroplastias. Métodos: Entre outubro de 2016 e junho de 2018 foi realizada uma análise prospectiva randomizada nos pacientes tratados pela técnica de uretroplastia dorsal onlay com enxerto de mucosa oral. O conceito de sucesso foi dividido em urodinâmico e objetivo, em um período de acompanhamento não inferior a cinco anos. Resultados: Foram 263 uretroplastias realizadas entre junho de 2016 e junho de 2018 por parte do grupo de urologia reconstrutiva do HCPA, com enxertia dorsal sob as técnicas de ASOPA e Barbagli. Sessenta e cinco pacientes foram elegíveis para a realização do estudo no período. Destes, 28 foram submetidos ao enxerto jugal e 37 ao labial. O sucesso objetivo da técnica foi de 78,8% (ausência de complicações), ao passo que o sucesso urodinâmico da amostra foi de 64,6% (sucesso objetivo adicionado a Qmax de controle >15ml/s). À análise entre os grupos, não houve diferença significativa entre os mesmos. No grupo jugal, a taxa de sucesso foi de 64,3% ao passo que no grupo labial de 64,9% p= 0,830 (teste Qui-quadrado). Após regressão logística univariada, foi observado que nenhum dos fatores analisados (tipo de mucosa, localização, etiologia, extensão e idade) foram preditores para complicações, bem como insucesso objetivo e urodinâmico. Conclusões: Ao analisar o sucesso objetivo e urodinâmico, observamos que não houve diferença entre os tipos de mucosas. Entretanto, analisando o sucesso urodinâmico, houve uma menor taxa global, possivelmente associada a questões relativas a sintomas prostáticos que podem interferir no Qmax dos pacientes, mesmo com pacientes clinicamente compensados no período pré-operatório. A preferência do enxerto pode ser analisada de acordo com a expertise do grupo na realização da uretroplastia com segurança sem interferência nos desfechos maiores, bem como sem fatores correlatos que mitiguem essa escolha. ...
Instituição
Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Curso de Programa de Residência Médica em Urologia.
Coleções
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Ciências da Saúde (1839)
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