Avaliação do volume e densidade pancreática como preditores de diabetes mellitus tipo 2
Visualizar/abrir
Data
2025Autor
Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Especialização
Assunto
Resumo
Estudos prévios demonstraram menor volume e densidade pancreática em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2). O objetivo deste estudo foi determinar se esses achados ocorrem antes do diagnóstico formal de DM2, indicando sinais precoces, ou se resultam do desenvolvimento de resistência à insulina. Pacientes do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) foram acompanhados retrospectivamente quanto a desfechos glicêmicos, tendo realizado pelo menos duas tomografias computadorizadas (TC) abdo ...
Estudos prévios demonstraram menor volume e densidade pancreática em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2). O objetivo deste estudo foi determinar se esses achados ocorrem antes do diagnóstico formal de DM2, indicando sinais precoces, ou se resultam do desenvolvimento de resistência à insulina. Pacientes do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) foram acompanhados retrospectivamente quanto a desfechos glicêmicos, tendo realizado pelo menos duas tomografias computadorizadas (TC) abdominais — uma basal em 2012/2013 e outra ao final do período de seguimento. Os casos foram definidos como indivíduos que desenvolveram diabetes após o exame inicial, enquanto os controles permaneceram euglicêmicos. A densidade e o volume pancreáticos foram avaliados por radiologistas utilizando software de imagem hospitalar, tanto no início quanto ao final do seguimento. Foram avaliadas TCs de 180 indivíduos (65 casos e 115 controles). A análise inicial revelou menor densidade nos casos (19 ± 15,8 HU vs. 29 ± 12,5 HU; p<0,001) e uma tendência a maior volume pancreático (79,3 ± 27 cm³ vs. 72,6 ± 20,7 cm³; p=0,061). Após ajuste multivariável, tanto a menor densidade quanto o maior volume pancreático associaram-se de forma independente ao desenvolvimento de DM2. A análise da curva ROC para a densidade pancreática demonstrou uma área sob a curva (AUC) de 0,69, identificando o valor de 36,5 HU como um limiar de rastreamento com sensibilidade de 90,8%. Conclui-se que pacientes que desenvolveram DM2 apresentaram menor densidade e maior volume pancreático nos exames de imagem prévios ao diagnóstico em comparação àqueles que permaneceram euglicêmicos. ...
Abstract
Previous studies have demonstrated lower pancreatic volume and density in patients with Type 2 Diabetes Mellitus (T2DM). The aim of this study was to determine whether these findings occur prior to the formal diagnosis of T2DM, indicating early signs, or if they result from the development of insulin resistance. Patients from the Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) were retrospectively followed regarding glycemic outcomes, having undergone at least two abdominal computed tomography (CT) ...
Previous studies have demonstrated lower pancreatic volume and density in patients with Type 2 Diabetes Mellitus (T2DM). The aim of this study was to determine whether these findings occur prior to the formal diagnosis of T2DM, indicating early signs, or if they result from the development of insulin resistance. Patients from the Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) were retrospectively followed regarding glycemic outcomes, having undergone at least two abdominal computed tomography (CT) scans—a baseline one in 2012/2013 and another at the end of the follow-up period. Cases were defined as individuals who developed diabetes after the initial examination, while controls remained euglycemic. Pancreatic density and volume were assessed by radiologists using hospital imaging software at both baseline and the end of follow-up. CT scans of 180 individuals (65 cases and 115 controls) were evaluated. Initial analysis revealed lower density in cases (19 ± 15.8 HU vs. 29 ± 12.5 HU; p<0.001) and a trend towards higher pancreatic volume (79.3 ± 27 cm³ vs. 72.6 ± 20.7 cm³; p=0.061). After multivariable adjustment, both lower density and higher pancreatic volume were independently associated with the development of T2DM. ROC curve analysis for pancreatic density demonstrated an area under the curve (AUC) of 0.69, identifying 36.5 HU as a screening threshold with a sensitivity of 90.8%. It is concluded that patients who developed T2DM presented lower pancreatic density and higher pancreatic volume in imaging exams prior to diagnosis compared to those who remained euglycemic. ...
Instituição
Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Curso de Programa de Residência Médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
Coleções
-
Ciências da Saúde (1900)
Este item está licenciado na Creative Commons License


