Avaliação dos cuidados com cânula de traqueostomia pediátrica em um hospital de referência do sul do brasil
Visualizar/abrir
Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Especialização
Assunto
Resumo
Crianças com traqueostomia demandam cuidados domiciliares contínuos e técnicos, frequentemente realizados por pais/cuidadores sem supervisão direta, e falhas no manejo da cânula e na aspiração podem gerar eventos adversos graves (obstrução, hipóxia e decanulação acidental). Este estudo prospectivo longitudinal avaliou se o treinamento de cuidadores está alinhado ao Primeiro Consenso Brasileiro e se uma intervenção educativa breve melhora o conhecimento sobre cuidados com traqueostomia pediátric ...
Crianças com traqueostomia demandam cuidados domiciliares contínuos e técnicos, frequentemente realizados por pais/cuidadores sem supervisão direta, e falhas no manejo da cânula e na aspiração podem gerar eventos adversos graves (obstrução, hipóxia e decanulação acidental). Este estudo prospectivo longitudinal avaliou se o treinamento de cuidadores está alinhado ao Primeiro Consenso Brasileiro e se uma intervenção educativa breve melhora o conhecimento sobre cuidados com traqueostomia pediátrica, comparando três momentos: pré-intervenção, pós-imediato e pós-tardio. Foram incluídos cuidadores de crianças traqueostomizadas (0–18 anos) acompanhadas em hospital de referência no sul do Brasil; após a troca rotineira de cânula, aplicou-se um questionário fechado baseado nas recomendações nacionais e, em seguida, uma orientação padronizada com material informativo, focando técnica de aspiração, escolha do calibre da sonda, profundidade e cuidados com cânula/periestoma. A análise do desempenho global ao longo do tempo foi conduzida por equações de estimativas generalizadas com ajuste de Bonferroni; a amostra planejada foi de 49 participantes, e resultados preliminares incluem 30 cuidadores no pré e pós-imediato, com 11 no pós-tardio.Observou-se aumento significativo da média de acertos de 4,23 (pré) para 6,87 (pós-imediato) e 5,64 (pós-tardio), com diferenças estatisticamente significativas entre todos os momentos e retenção parcial do conhecimento no seguimento. Houve melhora em todas as questões no pós-imediato, com fragilidades basais em itens específicos (Q11 e Q12) que responderam bem à intervenção; maior escolaridade associou-se a melhor desempenho basal, mas o ganho após intervenção foi semelhante entre grupos, sugerindo efetividade ampla. Conclui-se que uma intervenção educativa breve e estruturada pode melhorar de forma imediata o conhecimento de cuidadores sobre cuidados com cânula de traqueostomia pediátrica, embora haja perda parcial ao longo do tempo, reforçando a necessidade de estratégias periódicas de reforço; limitações incluem seguimento pós-tardio ainda reduzido e desfecho centrado em conhecimento, sem avaliação direta de eventos clínicos. ...
Abstract
Children with tracheostomies require continuous, technically demanding home care, often performed by parents/caregivers without direct supervision, and mistakes in cannula care and tracheal suctioning may lead to severe adverse events (obstruction, hypoxia, and accidental decannulation). This prospective longitudinal study assessed whether caregiver training is aligned with the First Brazilian Consensus and whether a brief educational intervention improves knowledge about pediatric tracheostomy ...
Children with tracheostomies require continuous, technically demanding home care, often performed by parents/caregivers without direct supervision, and mistakes in cannula care and tracheal suctioning may lead to severe adverse events (obstruction, hypoxia, and accidental decannulation). This prospective longitudinal study assessed whether caregiver training is aligned with the First Brazilian Consensus and whether a brief educational intervention improves knowledge about pediatric tracheostomy care across three time points: pre-intervention, immediate post-intervention, and late post-intervention. Caregivers of tracheostomized children (0–18 years) followed at a referral hospital in southern Brazil were included; after routine cannula replacement, a closed-ended questionnaire based on national recommendations was applied, followed by standardized guidance with written educational material focusing on suctioning technique, appropriate catheter size, insertion depth, and cannula/peristomal care. Overall performance over time was analyzed using generalized estimating equations with Bonferroni adjustment; the planned sample size was 49 participants, and preliminary results include 30 caregivers assessed pre- and immediately post-intervention, with 11 reassessed at the late post-intervention time point. A significant increase in mean correct answers was observed from 4.23 (pre) to 6.87 (immediate post) and 5.64 (late post), with statistically significant differences across all time points and partial knowledge retention at follow-up. Improvement was seen in all questions immediately after the intervention, with baseline weaknesses in specific items (Q11 and Q12) that responded well to the educational strategy; higher educational level was associated with better baseline performance, but post-intervention gains were similar across groups, suggesting broad effectiveness. In conclusion, a brief, structured educational intervention can immediately improve caregivers’ knowledge regarding pediatric tracheostomy cannula care, although partial decline over time highlights the need for periodic reinforcement strategies; limitations include a still limited late follow-up sample and an outcome centered on knowledge rather than direct clinical events. ...
Instituição
Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Curso de Programa de Residência Médica em Otorrinolaringologia.
Coleções
-
Ciências da Saúde (1900)
Este item está licenciado na Creative Commons License


