A comunicação de morte e o processo de luto na infância
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Especialização
Resumo
Introdução: A morte é um fenômeno universal, mas permanece um tabu nas sociedades ocidentais, frequentemente associada ao medo. No campo da saúde, comunicar más notícias é uma competência complexa. Em pediatria essa comunicação é ainda mais desafiadora, pois depende do nível de desenvolvimento cognitivo da criança e envolve familiares como mediadores da informação. A falta de orientação adequada aos cuidadores pode resultar em comunicações ineficazes e impactar o processo de luto infantil. Obje ...
Introdução: A morte é um fenômeno universal, mas permanece um tabu nas sociedades ocidentais, frequentemente associada ao medo. No campo da saúde, comunicar más notícias é uma competência complexa. Em pediatria essa comunicação é ainda mais desafiadora, pois depende do nível de desenvolvimento cognitivo da criança e envolve familiares como mediadores da informação. A falta de orientação adequada aos cuidadores pode resultar em comunicações ineficazes e impactar o processo de luto infantil. Objetivos: Analisar e adaptar estratégias profissionais de comunicação de morte para auxiliar familiares a abordar o tema com crianças de maneira adequada. Metodologia: Revisão narrativa sobre a comunicação de más notícias (morte), a crianças, abordando protocolos, desafios e impactos no luto infantil. As buscas ocorreram nas bases PubMed, BVS e Cochrane, utilizando quatro grupos de descritores. Dos 1125 estudos encontrados, 19 atenderam aos critérios e compuseram a análise final. Resultados: A revisão identificou três eixos centrais: estratégias de comunicação da morte com crianças, uso e limitações de protocolos estruturados, e efeitos de comunicações inadequadas no luto infantil. Conclusão: Comunicar a morte a crianças é um processo complexo que requer linguagem clara, honesta e adequada ao estágio de desenvolvimento infantil. Protocolos estruturados oferecam suporte aos profissionais de saúde, mas não substituem a necessidade de sensibilidade, escuta ativa e acolhimento emocional. A comunicação aberta favorece o ajustamento da criança diante da perda, enquanto omissões e explicações confusas podem intensificar o sofrimento. Há escassez de literatura específica sobre a relação direta entre comunicação inadequada e o luto infantil. Mais pesquisas são essenciais para compreender como diferentes estratégias comunicacionais influenciam o processo de luto na infância. ...
Abstract
Introduction: Death is a universal phenomenon, yet it remains a taboo in Western societies, often associated with fear. In healthcare, delivering bad news is a complex skill, and in pediatrics this communication is even more challenging, as it depends on the child’s cognitive developmental level and frequently involves family members as mediators of information. The lack of adequate guidance for caregivers can result in ineffective communication and negatively affect the child’s grieving proces ...
Introduction: Death is a universal phenomenon, yet it remains a taboo in Western societies, often associated with fear. In healthcare, delivering bad news is a complex skill, and in pediatrics this communication is even more challenging, as it depends on the child’s cognitive developmental level and frequently involves family members as mediators of information. The lack of adequate guidance for caregivers can result in ineffective communication and negatively affect the child’s grieving process. Objectives: To analyze and adapt professional strategies for communicating death in order to assist family members in addressing the topic with children in an appropriate manner. Methodology: A narrative review was conducted on the communication of bad news (death) to children, addressing protocols, challenges, and impacts on childhood grief. Searches were performed in PubMed, BVS, and Cochrane databases using four descriptor groups. Of the 1125 studies identified, 19 met the inclusion criteria and composed the final analysis. Results: The review identified three central themes: strategies for communicating death to children, the use and limitations of structured protocols, and the effects of inadequate communication on childhood grief. Conclusion: Communicating death to children is a complex process that requires clear, honest, and developmentally appropriate language. Structured protocols offer support to healthcare professionals but do not replace the need for sensitivity, active listening, and emotional attunement. Open communication fosters healthier adjustment to loss, whereas omissions and ambiguous explanations may intensify suffering. There is limited literature addressing the direct relationship between inadequate communication and childhood grief. Further research is needed to understand how different communication strategies influence the grieving process in children. ...
Instituição
Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Curso de Programa de Residência Psiquiatria da Infância e Adolescência.
Coleções
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Ciências da Saúde (1900)
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