Tuberculose resistente à isoniazida : resultados do tratamento e impacto dos regimes com fluoroquinolonas
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Mestrado
Tipo
Assunto
Resumo
Introdução: Estima-se que a prevalência da tuberculose resistente à isoniazida e suscetível à rifampicina (Hres-TB) seja de 7,4% entre os casos novos e 11,4% entre os pacientes previamente tratados. A Hres-TB tem sido associada a desfechos desfavoráveis no tratamento. O objetivo do estudo foi identificar fatores associados à Hres-TB, comparar os desfechos terapêuticos entre Hres- TB e TB sensível às drogas (DS-TB), além de avaliar o impacto de esquemas contendo fluoroquinolonas. Métodos: Estudo ...
Introdução: Estima-se que a prevalência da tuberculose resistente à isoniazida e suscetível à rifampicina (Hres-TB) seja de 7,4% entre os casos novos e 11,4% entre os pacientes previamente tratados. A Hres-TB tem sido associada a desfechos desfavoráveis no tratamento. O objetivo do estudo foi identificar fatores associados à Hres-TB, comparar os desfechos terapêuticos entre Hres- TB e TB sensível às drogas (DS-TB), além de avaliar o impacto de esquemas contendo fluoroquinolonas. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo realizado em 2 centros de referência em tuberculose no Brasil e no México. Foram incluídos pacientes com 16 anos ou mais, com TB pulmonar ou extrapulmonar, apresentando monorresistência à isoniazida (H) ou polirresistência (resistência à H associada a outro(s) fármaco(s), exceto rifampicina). Resultados: No período de 2014 a 2019, foram incluídos 90 pacientes com Hres-TB e 134 pacientes com DS-TB. Os pacientes tratados com esquemas contendo fluoroquinolonas (Fq) apresentaram taxas de cura significativamente maiores do que aqueles tratados com HRZE (26 [89,7%] versus 30 [63,8%]; p=0,027). As taxas de abandono foram menores entre os usuários de esquemas com Fq em comparação com os usuários de HRZE (0 versus 7 [14,9%]; p=0,040). As taxas de óbito não apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (3 [10,3%] para esquemas com Fq versus 9 [19,1%] para HRZE; p=0,354). Conclusões: Ainda existe um número considerável de pacientes com Hres-TB que não são identificados precocemente. O teste de sensibilidade a drogas (DST), não apenas para rifampicina, deve estar disponível a todos os indivíduos com TB, a fim de permitir a definição oportuna do melhor esquema terapêutico. Além disso, o uso de esquemas contendo fluoroquinolonas deve ser melhor avaliado em ensaios clínicos randomizados. ...
Abstract
Introduction: It was estimated that the prevalence of isoniazid-resistant, rifampicin-susceptible tuberculosis (Hres-TB) is 7.4% among new cases and 11.4% in previously treated TB patients. Hres- TB has been associated with poor treatment outcomes. The aim of the study was to identify factors associated with Hres-TB, to compare the treatment outcomes between Hres-TB and DS-TB, and to evaluate the impact of regimens containing fluoroquinolones. Methods: Retrospective cohort study in 2 TB referen ...
Introduction: It was estimated that the prevalence of isoniazid-resistant, rifampicin-susceptible tuberculosis (Hres-TB) is 7.4% among new cases and 11.4% in previously treated TB patients. Hres- TB has been associated with poor treatment outcomes. The aim of the study was to identify factors associated with Hres-TB, to compare the treatment outcomes between Hres-TB and DS-TB, and to evaluate the impact of regimens containing fluoroquinolones. Methods: Retrospective cohort study in 2 TB reference centers in Brazil and Mexico. Patients aged 16 years or older with pulmonary or extrapulmonary TB, and monoresistance to H or polyresistance (resistance to H plus another drug(s) except rifampicin) were included in the study. Results: During the period of 2014-2019, 90 patients with Hres-TB and 134 patients with DS-TB were included. Patients treated with regimens with Fq had significantly higher cure rates than the patients treated with HRZE (26 [89.7%] versus 30 [63.8%], p=0.027). Lost to follow-up rates were lower among Fq regimens users as compared with HRZE users (0 versus 7 [14.9%], p=0.040). Death rates were not statistically different between the two groups (3 [10.3%] for Fq regimens versus 9 [19.1%] for HRZE, p=0.354). Conclusions: There are still a large number of patients with Hres-TB who are not identified early. DST, not just for rifampicin, should be available to all individuals with TB, in order to decide on time the best treatment regimen. In addition, the use of regimens with Fq should be further evaluated in randomized clinical trials. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Ciências Pneumológicas.
Coleções
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Ciências da Saúde (9677)Pneumologia (527)
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