Insegurança alimentar e diabetes tipo 2 em indivíduos da atenção primária à saúde : um estudo transversal sobre controle glicêmico e adesão ao tratamento
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Data
2025Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Mestrado
Tipo
Assunto
Resumo
Introdução: A insegurança alimentar é um grave problema social e de saúde pública com etiologia complexa e multifatorial. A falta de acesso à uma alimentação adequada em quantidade e qualidade suficientes está associada ao desenvolvimento e pior controle do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Portanto, a insegurança alimentar é potencial fator de risco para pior controle glicêmico no DM2. Objetivos: Avaliar a prevalência de insegurança alimentar em indivíduos com DM2 atendidos na atenção primária e ...
Introdução: A insegurança alimentar é um grave problema social e de saúde pública com etiologia complexa e multifatorial. A falta de acesso à uma alimentação adequada em quantidade e qualidade suficientes está associada ao desenvolvimento e pior controle do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Portanto, a insegurança alimentar é potencial fator de risco para pior controle glicêmico no DM2. Objetivos: Avaliar a prevalência de insegurança alimentar em indivíduos com DM2 atendidos na atenção primária e sua associação com controle glicêmico e adesão ao tratamento. Métodos: Trata-se de estudo transversal que incluiu 274 indivíduos com DM2 da atenção primária de Porto Alegre. Foram avaliados dados sociodemográficos, clínicos, laboratoriais e antropométricos. A insegurança alimentar foi avaliada por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar e Inventário de autocuidado para avaliar a adesão ao tratamento. Para associação da insegurança alimentar dicotomizada com HbA1c foi utilizado teste T, modelos de regressão linear ajustados para renda e escolaridade para avaliar associação entre insegurança alimentar e adesão ao tratamento. Resultados: A média de idade da população em estudo foi 64 ± 9,8 anos, 60% mulheres, maioria de cor branca (64%) e 8% recebiam algum benefício de transferência de renda. A prevalência de insegurança alimentar foi 44%: 31,5% leve, 9,5% moderada e 3% grave. Os indivíduos com algum grau de insegurança alimentar não apresentaram diferença nos valores médios de HbA1c quando comparados aos em segurança alimentar: 8,12 ± 1,8% vs 7,85 ± 1,8%, respectivamente (p = 0,219). A adesão ao tratamento foi de 31 ± 6,5 pontos nos indivíduos com insegurança alimentar, similar àqueles em segurança alimentar (33 ± 5,5 pontos), não sendo associados entre si quando ajustadas para renda e escolaridade (p = 0.199). Conclusão: Apesar da alta prevalência de insegurança alimentar, esta não teve associação com pior controle glicêmico e pior pontuação na adesão ao tratamento quando ajustada para renda em pessoas com DM2. Isso demonstra a complexidade dos fatores que permeiam a insegurança alimentar, assim como os diversos fatores que influenciam no prognóstico do DM2 e tornam difícil a análise dessa relação em observação transversal. ...
Abstract
Introduction: Food insecurity is a serious social and public health issue with a complex and multifactorial etiology. The lack of access to adequate food in sufficient quantity and quality is associated with the development and poorer control of type 2 diabetes mellitus (T2DM). Therefore, food insecurity is a potential risk factor for worse glycemic control in individuals with T2DM. Objective: To assess the prevalence of food insecurity among individuals with T2DM receiving primary care and its ...
Introduction: Food insecurity is a serious social and public health issue with a complex and multifactorial etiology. The lack of access to adequate food in sufficient quantity and quality is associated with the development and poorer control of type 2 diabetes mellitus (T2DM). Therefore, food insecurity is a potential risk factor for worse glycemic control in individuals with T2DM. Objective: To assess the prevalence of food insecurity among individuals with T2DM receiving primary care and its association with glycemic control and treatment adherence. Methods: This cross-sectional study included 274 individuals with T2DM from primary care in Porto Alegre, Brazil. Sociodemographic, clinical, laboratory, and anthropometric data were collected. Food insecurity was assessed using the Brazilian Food Insecurity Scale (EBIA), and treatment adherence was evaluated through the Self-Care Inventory Revised. To examine the association between dichotomized food insecurity and HbA1c, a t-test was applied, while linear regression models adjusted for income and education were used to assess the association between food insecurity and treatment adherence. Results: The mean age of the study population was 64 ± 9.8 years, 60% were women, most were White (64%), and 5% received some form of income transfer benefit. The prevalence of food insecurity was 43.8%: 31.0% mild, 9.5% moderate, and 3.3% severe. Individuals with some degree of food insecurity did not differ in mean HbA1c values compared with those with food security: 8.12 ± 1.8% vs. 7.85 ± 1.8% (p = 0.219). Treatment adherence scores were 31 ± 6.5 points among individuals with food insecurity, similar to those with food security (33 ± 5.5 points), with no significant association after adjustment for income and education (p = 0.199). Conclusion: Despite the high prevalence of food insecurity, it was not associated with poorer glycemic control or lower treatment adherence scores after adjustment for income. This highlights the complexity of the factors underlying food insecurity, as well as the various factors that influence the prognosis of T2DM, making it difficult to analyze this relationship in a cross-sectional study. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia.
Coleções
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Ciências da Saúde (9741)Endocrinologia (418)
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