Desfechos dermatológicos nos profissionais da área da saúde com COVID-19
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Assunto
Resumo
Fundamentos: Desde o início da pandemia de COVID-19, diversas manifestações cutâneas foram relatadas em pacientes infectados pelo SARS-CoV-2. No entanto, há escassez de estudos que investiguem especificamente os sintomas dermatológicos em profissionais da saúde (PS), um grupo com maior risco de exposição e potencialmente vetor de transmissão viral. Objetivo: Avaliar a prevalência e as características clínicas das manifestações dermatológicas em profissionais da saúde com COVID-19 confirmada, in ...
Fundamentos: Desde o início da pandemia de COVID-19, diversas manifestações cutâneas foram relatadas em pacientes infectados pelo SARS-CoV-2. No entanto, há escassez de estudos que investiguem especificamente os sintomas dermatológicos em profissionais da saúde (PS), um grupo com maior risco de exposição e potencialmente vetor de transmissão viral. Objetivo: Avaliar a prevalência e as características clínicas das manifestações dermatológicas em profissionais da saúde com COVID-19 confirmada, incluindo os locais anatômicos acometidos, sintomas associados, possíveis associações com medicações e alterações em dermatoses pré-existentes. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo descritivo (retrospectivo, observacional e transversal), realizado em um hospital universitário de atenção terciária. Um questionário online foi aplicado a profissionais da saúde diagnosticados com COVID-19 por RT-PCR entre janeiro e junho de 2021. Foram coletadas informações autorreferidas sobre alterações na pele, cabelos e unhas, cronologia dos sintomas, uso de medicações e histórico de doenças cutâneas prévias. Adotou-se um nível de significância de 5% (α = 0,05) para a realização dos testes estatísticos, assegurando sensibilidade adequada para a detecção de diferenças significativas. Resultados: Dos 641 profissionais da saúde elegíveis, 280 responderam ao questionário (43,7%), e 143 (51,1%) relataram manifestações dermatológicas. O sintoma mais prevalente foi a queda de cabelo (78,3%), seguido por lesões eritematosas (17,5%) e pápulas vermelhas (14%). Considerando todas as lesões referidas como eritematosas, com e sem relevo, encontrou-se uma prevalência de 25,9%. Prurido (31,5%) e parestesia (10,5%) foram sintomas associados frequentes. Em 11,2% dos casos, as manifestações cutâneas foram o único sinal de infecção. Observou-se uma associação estatisticamente significativa entre o uso de medicações profiláticas (notadamente vitamina D) e a presença de pápulas vermelhas (p=0,001), embora o tamanho reduzido da amostra exija interpretação cautelosa. A maioria das dermatoses pré-existentes permaneceu estável após a infecção, e não foi observada associação com o uso de medicamentos crônicos. Conclusões: Manifestações dermatológicas foram frequentes entre profissionais da saúde com COVID-19, sendo a queda de cabelo o mais comum dos desfechos. Em alguns casos, as manifestações cutâneas — envolvendo fâneros — ocorreram de forma isolada, reforçando seu potencial como indicadores precoces da infecção. Os achados destacam a importância da avaliação dermatológica sistemática nessa população, mesmo na ausência de lesões visíveis, e sugerem uma possível associação entre o uso preventivo de vitamina D e lesões eritematosas, que merece investigação adicional. ...
Abstract
Background Since the onset of the COVID-19 pandemic, various cutaneous manifestations have been reported in patients infected with SARS-CoV-2. However, there is a paucity of studies specifically investigating dermatological symptoms in healthcare professionals (HPs), a group at increased risk of exposure and a potential vector for viral transmission. Objective: To evaluate the prevalence and clinical characteristics of dermatological manifestations in healthcare professionals with confirmed COV ...
Background Since the onset of the COVID-19 pandemic, various cutaneous manifestations have been reported in patients infected with SARS-CoV-2. However, there is a paucity of studies specifically investigating dermatological symptoms in healthcare professionals (HPs), a group at increased risk of exposure and a potential vector for viral transmission. Objective: To evaluate the prevalence and clinical characteristics of dermatological manifestations in healthcare professionals with confirmed COVID-19, including affected anatomical sites, associated symptoms, potential associations with medications, and changes in pre-existing dermatoses. Methods: This is a descriptive quantitative study (retrospective, observational, cross-sectional) conducted in a tertiary university hospital. An online questionnaire was administered to healthcare professionals diagnosed with COVID-19 by RT-PCR between January and June 2021. Data collected included self-reported skin, hair, and nail alterations, symptom timing, medication use, and history of pre-existing skin conditions. A significance level of 5% (α = 0.05) were adopted for the analyses, ensuring adequate sensitivity for detecting statistically significant differences. Results: Out of 641 eligible healthcare professionals, 280 responded (43.7%), and 143 (51.1%) reported dermatological manifestations. The most prevalent symptom was hair loss (78.3%), followed by erythematous lesions (17.5%) and red papules (14%). Considering all the reported lesions described as erythematous, with or without elevation, a prevalence of 25.9% was found. Pruritus (31.5%) and paresthesia (10.5%) were common associated symptoms. In 11.2% of cases, cutaneous manifestations were the only sign of infection. A significant association was found between the use of prophylactic medications (notably vitamin D) and the presence of red papules (p=0.001), although sample size limitations warrant cautious interpretation. Most pre-existing dermatoses remained stable after infection, and no association was found with chronic medication use. Conclusions: Dermatological manifestations are frequent among healthcare professionals with COVID-19, with hair loss being the most common. In some cases, cutaneous symptoms occurred in isolation, reinforcing their potential as early indicators of infection. The findings highlight the need for systematic dermatological evaluation in this population, even in the absence of visible lesions, and suggest a possible association between preventive vitamin D use and erythematous lesions that merits further investigation. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas.
Coleções
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Ciências da Saúde (9632)Ciências Médicas (1595)
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