Às portas de Moscou e o método do realismo socialista
Visualizar/abrir
Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Este trabalho analisa o romance Às Portas de Moscou, de Alexandr Bek, à luz do método do realismo socialista, proposto por Andrei Zhdanov no Congresso dos Escritores Soviéticos de 1934, articulando a narrativa à construção da consciência histórica do proletariado soviético, enquanto, à luz de Karl Marx e Friedrich Engels, classe verdadeiramente revolucionária. Através da figura do personagem-narrador Baurdjan Momych-Uli, o romance opera não apenas como relato de guerra, mas como instrumento de ...
Este trabalho analisa o romance Às Portas de Moscou, de Alexandr Bek, à luz do método do realismo socialista, proposto por Andrei Zhdanov no Congresso dos Escritores Soviéticos de 1934, articulando a narrativa à construção da consciência histórica do proletariado soviético, enquanto, à luz de Karl Marx e Friedrich Engels, classe verdadeiramente revolucionária. Através da figura do personagem-narrador Baurdjan Momych-Uli, o romance opera não apenas como relato de guerra, mas como instrumento de formação política-ideológica, representando a dialética da relação entre indivíduo e coletivo através do desenvolvimento revolucionário do processo histórico. O trabalho realiza uma retomada histórica da Revolução Russa, das guerras imperialistas e da edificação do socialismo, mobilizando as obras de V. I. Lênin e Josef Stálin para demonstrar como o método do realismo socialista surge como necessidade teórica e prática de uma literatura revolucionária na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. A análise articula o romance à tradição marxista-leninista, contrapondo-se às críticas liberais e anticomunistas que acusam o método do realismo socialista de ser doutrinador ou artificial. Ao contrário, defende-se aqui que a centralidade da tendência de classe e o vínculo com o Partido Comunista expressam não a negação da liberdade criadora, mas sua realização mais alta no contexto de uma sociedade em transição revolucionária. A literatura de Partido, portanto, é reivindicada como arma de transformação da realidade e da consciência das massas trabalhadoras em direção ao socialismo. This study analyzes the novel Volokolamsk Highway, by Alexandr Bek, through the method of socialist realism as proposed by Andrei Zhdanov during the 1934 Congress of Soviet Writers. The narrative is examined as a vehicle for constructing the historical consciousness of the Soviet proletariat, understood - drawing from Karl Marx and Friedrich Engels - as the truly revolutionary class. Through the character-narrator Baurdjan Momych-Uli, the novel operates not only as a war account but also as an instrument of political-ideological formation, representing the dialectics between the individual and the collective through the revolutionary development of historical processes. The work revisits the history of the Russian Revolution, the imperialist wars, and the construction of socialism, drawing on the writings of V. I. Lenin and Joseph Stalin to demonstrate how the method socialist realism emerged as a theoretical and practical necessity for revolutionary literature in the Union of Soviet Socialist Republics. The analysis connects the novel to the Marxist-Leninist tradition and opposes liberal and anti-communist critiques that accuse the method of socialist realism of being doctrinaire or artificial. On the contrary, this study argues that the centrality of class tendency and the bond with the Communist Party do not negate creative freedom, but rather constitute its highest realization in the context of a society undergoing revolutionary transition. Party literature is thus reclaimed as a weapon for transforming reality and the consciousness of the working masses toward socialism. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Curso de Letras: Português e Literatura Portuguesa: Licenciatura.
Coleções
-
TCC Letras (1388)
Este item está licenciado na Creative Commons License


