Aleitamento materno em mulheres com rastreamento positivo para maconha e/ou cocaína : estudo de coorte
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Data
2025Autor
Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Mestrado
Tipo
Assunto
Resumo
Introdução: o uso de substâncias psicoativas tem aumentado no Brasil e no mundo, incluindo entre as gestantes e lactantes. Sabe-se que substâncias presentes na maconha (THC) e cocaína (COC) ultrapassam a barreira placentária e também são transferidas pelo leite materno. Com isso é importante o acompanhamento dessas mulheres para saber como será o aleitamento, visto que o leite materno é o principal alimento para o recém-nascido (RN). Objetivo: analisar o tipo de aleitamento materno em mulheres ...
Introdução: o uso de substâncias psicoativas tem aumentado no Brasil e no mundo, incluindo entre as gestantes e lactantes. Sabe-se que substâncias presentes na maconha (THC) e cocaína (COC) ultrapassam a barreira placentária e também são transferidas pelo leite materno. Com isso é importante o acompanhamento dessas mulheres para saber como será o aleitamento, visto que o leite materno é o principal alimento para o recém-nascido (RN). Objetivo: analisar o tipo de aleitamento materno em mulheres com testagem positiva para maconha e/ou cocaína na internação, na alta hospitalar, no primeiro, quarto e sexto mês de vida do recém-nascido. Método: trata-se de estudo de coorte prospectivo não controlado, na Unidade de Centro Obstétrico e Unidade de Internação Obstétrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com mulheres que apresentaram teste rápido positivo para THC e/ou COC na admissão hospitalar. Foram incluídas puérperas que aceitaram participar da pesquisa e os RN que estiverem em alojamento conjunto (AC). Excluídos os RN com malformação congênita, que precisem ser internados na Neonatologia e puérperas com comorbidades que contraindicam o aleitamento materno. O cálculo amostral foi realizado no programa WinPEPI (Programs for Epidemiologists for Windows) versão 11.65 e foi de 105 binômios, quando acrescidos 20% para possíveis perdas. A coleta dos dados foi feita pela investigação em prontuário, entrevista durante a internação e com ligações telefônicas no primeiro, quarto e sexto mês de vida do lactente. A coleta de dados para recrutamento ocorreu de outubro de 2023 a dezembro de 2024 e cada participante seguiu o acompanhamento do follow-up por mais seis meses. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA com o CAAE nº 73116123.4.0000.5327 e o parecer nº 6.327.935. Também foi aplicado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: puérperas que iniciaram o consumo de maconha e/ou cocaína no último mês de gestação apresentaram uma duração inferior do aleitamento materno exclusivo (AME) em comparação àquelas com histórico de uso entre dois e cinco anos, sendo observada uma diferença estatisticamente significativa (p=0,037). No momento da alta hospitalar, 90,2% das participantes apresentavam probabilidade de estarem em AME. A presença de parceiro foi identificada como um fator protetor para a continuidade do AME, também com significância estatística (p=0,014). Conclusão: a presença de companheiro configura-se como um fator que favorece a manutenção do AME. Em contrapartida, a presença de dificuldades durante o processo de amamentação na internação hospitalar, bem como o início recente do uso de SPA, foram associados à menor duração do aleitamento materno exclusivo, sendo considerados fatores de risco. Implicações para a prática: A enfermagem deve oferecer suporte precoce, manejar dificuldades, incentivar a participação do parceiro e desempenhar um papel central na educação e na manutenção do aleitamento. ...
Abstract
Introduction: the use of psychoactive substances has been increasing in Brazil and worldwide, including among pregnant and breastfeeding women. It is known that substances present in marijuana (THC) and cocaine (COC) cross the placental barrier and are also transferred through breast milk. Therefore, monitoring these women is essential to understand breastfeeding outcomes, given that breast milk is the primary source of nutrition for the newborn (NB). Objective: to analyze the type of breastfee ...
Introduction: the use of psychoactive substances has been increasing in Brazil and worldwide, including among pregnant and breastfeeding women. It is known that substances present in marijuana (THC) and cocaine (COC) cross the placental barrier and are also transferred through breast milk. Therefore, monitoring these women is essential to understand breastfeeding outcomes, given that breast milk is the primary source of nutrition for the newborn (NB). Objective: to analyze the type of breastfeeding among women who tested positive for marijuana and/or cocaine during hospitalization, at hospital discharge, and at the infant’s first, fourth, and sixth months of life. Method: this is a prospective, uncontrolled cohort study conducted in the Obstetric Center Unit and Obstetric Inpatient Unit of the Hospital de Clínicas de Porto Alegre, with women who presented a positive rapid test for THC and/or COC at hospital admission. Postpartum women who agreed to participate in the study and newborns in rooming-in care (RC) were included. Newborns with congenital malformations, those requiring admission to Neonatology, and mothers with comorbidities contraindicating breastfeeding were excluded. Sample size was calculated using WinPEPI (Programs for Epidemiologists for Windows), version 11.65, resulting in 105 binomials, with an additional 20% added to account for potential losses. Data collection was performed through medical record review, interviews during hospitalization, and follow-up telephone calls at the infant’s first, fourth, and sixth months of life. Recruitment took place from October 2023 to December 2024, and each participant was followed up for six months. The study was approved by the Research Ethics Committee of HCPA (CAAE no. 73116123.4.0000.5327; Opinion no. 6.327.935). Written informed consent was obtained. Results: postpartum women who initiated marijuana and/or cocaine use in the last month of pregnancy had a shorter duration of exclusive breastfeeding (EBF) compared to those with a history of use between two and five years, with a statistically significant difference (p = 0.037). At hospital discharge, 90.2% of participants had a probability of being in EBF. The presence of a partner was identified as a protective factor for the continuation of EBF, also showing statistical significance (p = 0.014). Conclusion: the presence of a partner is a factor that favors the maintenance of EBF. In contrast, difficulties during the breastfeeding process in the hospital setting, as well as recent initiation of psychoactive substance use, were associated with a shorter duration of exclusive breastfeeding and considered risk factors. Practice implications: Nursing must provide early support, manage breastfeeding challenges, encourage partner involvement, and play a central role in education and in sustaining breastfeeding. ...
Resumen
Introducción: el consumo de sustancias psicoactivas ha aumentado en Brasil y en el mundo, incluyendo a gestantes y mujeres en período de lactancia. Se sabe que las sustancias presentes en la marihuana (THC) y la cocaína (COC) atraviesan la barrera placentaria y también se transfieren a través de la leche materna. Por ello, es importante el seguimiento de estas mujeres para conocer cómo será la lactancia, dado que la leche materna es el principal alimento para el recién nacido (RN). Objetivo: an ...
Introducción: el consumo de sustancias psicoactivas ha aumentado en Brasil y en el mundo, incluyendo a gestantes y mujeres en período de lactancia. Se sabe que las sustancias presentes en la marihuana (THC) y la cocaína (COC) atraviesan la barrera placentaria y también se transfieren a través de la leche materna. Por ello, es importante el seguimiento de estas mujeres para conocer cómo será la lactancia, dado que la leche materna es el principal alimento para el recién nacido (RN). Objetivo: analizar el tipo de lactancia materna en mujeres con prueba positiva para marihuana y/o cocaína durante la hospitalización, al alta hospitalaria, y en el primer, cuarto y sexto mes de vida del recién nacido. Método: se trata de un estudio de cohorte prospectivo no controlado, realizado en la Unidad de Centro Obstétrico y en la Unidad de Internación Obstétrica del Hospital de Clínicas de Porto Alegre, con mujeres que presentaron prueba rápida positiva para THC y/o COC en la admisión hospitalaria. Se incluyeron puérperas que aceptaron participar en la investigación y los RN que permanecieron en alojamiento conjunto (AC). Se excluyeron los RN con malformaciones congénitas, los que requirieron internación en Neonatología y las puérperas con comorbilidades que contraindican la lactancia materna. El cálculo muestral se realizó con el programa WinPEPI (Programs for Epidemiologists for Windows), versión 11.65, resultando en 105 binomios, con un incremento del 20% para posibles pérdidas. La recolección de datos se efectuó mediante revisión de historias clínicas, entrevistas durante la hospitalización y llamadas telefónicas en el primer, cuarto y sexto mes de vida del lactante. El reclutamiento se llevó a cabo entre octubre de 2023 y diciembre de 2024, y cada participante fue seguida durante seis meses más en el seguimiento. El estudio fue aprobado por el Comité de Ética en Investigación del HCPA con el CAAE nº 73116123.4.0000.5327 y dictamen nº 6.327.935. También se aplicó el Término de Consentimiento Libre e Informado. Resultados: las puérperas que iniciaron el consumo de marihuana y/o cocaína en el último mes de gestación presentaron una menor duración de la lactancia materna exclusiva (LME) en comparación con aquellas con antecedente de uso entre dos y cinco años, observándose una diferencia estadísticamente significativa (p = 0,037). En el momento del alta hospitalaria, el 90,2% de las participantes tenían probabilidad de estar en LME. La presencia de pareja se identificó como un factor protector para la continuidad de la LME, también con significancia estadística (p = 0,014). Conclusión: la presencia de pareja se configura como un factor que favorece el mantenimiento de la LME. En contrapartida, la existencia de dificultades durante el proceso de amamantamiento en la hospitalización, así como el inicio reciente del consumo de SPA, se asociaron con menor duración de la lactancia materna exclusiva, siendo considerados factores de riesgo. Implicaciones para la práctica: La enfermería debe ofrecer apoyo temprano, manejar las dificultades, incentivar la participación de la pareja y desempeñar un papel central en la educación y en el sostenimiento de la lactancia. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem.
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