Regulação de acesso a especialidades com maior demanda reprimida em município de médio porte da Região Metropolitana de Porto Alegre
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Especialização
Assunto
Resumo
Este trabalho tem como objetivo analisar os encaminhamentos para as especialidades médicas com maior demanda reprimida no município de Montenegro/RS, considerando duas formas de acesso à atenção secundária ou terciária: a Central Ambulatorial Estadual e a gestão plena municipal. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo, que utilizou dados secundários provenientes da regulação ambulatorial municipal até o ano de 2024. Após análise, verificou-se que as especialidades com maior ...
Este trabalho tem como objetivo analisar os encaminhamentos para as especialidades médicas com maior demanda reprimida no município de Montenegro/RS, considerando duas formas de acesso à atenção secundária ou terciária: a Central Ambulatorial Estadual e a gestão plena municipal. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo, que utilizou dados secundários provenientes da regulação ambulatorial municipal até o ano de 2024. Após análise, verificou-se que as especialidades com maior demanda foram Urologia e Cirurgia Vascular. Foram analisadas variáveis como perfil sociodemográfico, CID dos encaminhamentos, tempo de espera e via de acesso aos serviços especializados. Os resultados evidenciaram que os principais motivos de encaminhamento para urologia foram nefrolitíase, fimose e hiperplasia prostática benigna, com predominância de pacientes do sexo masculino. Já na especialidade de cirurgia vascular, destacaram-se os quadros de varizes dos membros inferiores, úlceras e insuficiência venosa crônica, com predominância do sexo feminino. A maior parte dos encaminhamentos é composta por pacientes idosos,. O estudo identificou fragilidades no processo regulatório, especialmente relacionadas à ausência de informações clínicas completas nos formulários de encaminhamento, à baixa adesão aos protocolos clínicos, e à dificuldade de estratificação de risco por parte dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS). Em relação aos modelos de encaminhamento, quando o processo ocorre pela gestão plena municipal, observou-se que a ausência de um sistema informatizado de regulação e a falta de transparência na distribuição das cotas favorecem o uso do critério cronológico como principal regulador do acesso, em detrimento da gravidade clínica. Conclui-se que o fortalecimento da regulação em saúde depende de investimentos em educação permanente das equipes, adesão aos protocolos clínicos, uso racional de exames, e integração dos sistemas de regulação. Além disso, a adesão do município ao modelo da Central Ambulatorial Estadual pode representar uma estratégia eficaz para ampliar o controle, qualificar a priorização e otimizar o uso das vagas ofertadas. Conhecer o perfil da demanda ambulatorial é fundamental para subsidiar políticas públicas mais eficientes e garantir a efetividade dos princípios do SUS no território. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Especialização em Saúde Pública.
Coleções
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Ciências da Saúde (1759)
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