Esperança : um amuleto ou uma lança? : Afetos e futuros presentes no Ensino de História
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Data
2025Tipo
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Hope : An amulet or a spear? : Affections and present futures in History Teaching
Resumo
O presente artigo desenvolve duas possibili-dades de significar o termo “esperança”: uma “esperança passiva” e uma “esperança ativa”. Esses dois sentidos de “esperança” pressupõem antagonismos e continuidades. Paradoxalmente, habitam e confluem em nosso modo cotidiano de imaginar, sentir e projetar futuros, principalmente quando tratamos de Ensino de História. Seria a “es-perança” um “amuleto”, uma crença à qual possamos construir nossas fortalezas? Ou seria uma “lança”, necessariamente depen-d ...
O presente artigo desenvolve duas possibili-dades de significar o termo “esperança”: uma “esperança passiva” e uma “esperança ativa”. Esses dois sentidos de “esperança” pressupõem antagonismos e continuidades. Paradoxalmente, habitam e confluem em nosso modo cotidiano de imaginar, sentir e projetar futuros, principalmente quando tratamos de Ensino de História. Seria a “es-perança” um “amuleto”, uma crença à qual possamos construir nossas fortalezas? Ou seria uma “lança”, necessariamente depen-dente de uma ação e de uma produção ativa dos futuros que almejamos? A partir dessas questões, o texto desdobra-se em dois seg-mentos. O primeiro explora o significado de afeto e, em seguida, esmiúça o afeto “espe-rança” a partir dos estudos de Freire (a espe-rança ativa), e o segundo investiga os senti-dos de Esperança em Spinoza, em especial, sua obra Ética, percorrendo algumas de suas implicações no campo do Ensino de Histó-ria. Para concluir, propomos discussões so-bre uma ética da docência em história, ini-ciando com uma convergência entre os dois sentidos de “esperança” considerando os aspectos agonísticos e dialéticos dos afetos. ...
Abstract
We develop arguments on two possible senses of “hope”: a “passive hope” and an “active hope”. Both senses presuppose an-tagonisms and difficulties. As a paradox, they inhabit and converge to our imagina-tion, feelings, and utopias, mostly when we are teaching History. Would be “hope” an “amulet” — a belief that sustain our strength? Or would be a “spear” — which depends on our actions and active pro-duction of forthcoming? Based on these questions, we explore the meanings of “af-fections” and s ...
We develop arguments on two possible senses of “hope”: a “passive hope” and an “active hope”. Both senses presuppose an-tagonisms and difficulties. As a paradox, they inhabit and converge to our imagina-tion, feelings, and utopias, mostly when we are teaching History. Would be “hope” an “amulet” — a belief that sustain our strength? Or would be a “spear” — which depends on our actions and active pro-duction of forthcoming? Based on these questions, we explore the meanings of “af-fections” and scrutinize the affection of “hope” as studied by Freire (the active hope) and, after that, we investigate the meanings of “hope” by Spinoza (the pas-sive hope), specially in his book Ethics and its implications for History Teaching. Fi-nally, we propose discussions about an ethic on history teaching, starting with a convergence between these two senses of “hope”, considering agonistic and dialecti-cal aspects of the affections. ...
Contido em
Revista História Hoje. São Paulo, SP. Vol. 14, n. 31 (maio/ago. 2025), p. 1-19
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Nacional
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