Branquitude na docência em arte : decolonialidade e antirracismo
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Data
2024Tipo
Outro título
Whiteness in art teaching: decoloniality and anti-racism
Assunto
Resumo
Este artigo defendea necessidade da discussão sobre branquitude para a formação docenteem Artea partir de uma perspectivadecolonial,premissaqueparte dos desdobramentosde uma investigação e de experiências com estudantes de estágio deLicenciatura em Artes Visuais. Para tal defesa, a branquitude é consideradade forma múltiplaa partir de Cardoso (2010)e analisada enquanto obediência colonial na docência em Artes Visuais, a partir dos pactos narcísicos da branquitude (Bento, 2022) e do discurso ess ...
Este artigo defendea necessidade da discussão sobre branquitude para a formação docenteem Artea partir de uma perspectivadecolonial,premissaqueparte dos desdobramentosde uma investigação e de experiências com estudantes de estágio deLicenciatura em Artes Visuais. Para tal defesa, a branquitude é consideradade forma múltiplaa partir de Cardoso (2010)e analisada enquanto obediência colonial na docência em Artes Visuais, a partir dos pactos narcísicos da branquitude (Bento, 2022) e do discurso essencialista de lugar de fala (Ribeiro, 2017), que,repetidas vezes,sustentam osilêncio branco de professorese professoras. Junto a discussões de Quijano (2005) e Walsh (2008;2009), são estabelecidas relações entre docência e decolonialidade, afim de construir-seum olhar quedesconfia da pálida história das artes visuais no Brasil (Santos, 2019). Apresentam-sepráticas docentes e artísticas que impulsionam o debate sobre letramento racial, autodeclaração étnico-racial e branquitude.Junto a bell hooks (2020;2021),e deslocando-sea branquitude como dimensão de análise para a pesquisa em educação, traçam-secaminhos para encarar o conflito racial na docênciaem Artes Visuais. Na contramãodas demandas que reforçam aideia de superioridade racial, afirma-sequea formação docente inicial é um espaço para exercício da desobediência ao padrão de poder hegemônico e colonial, abrindo caminhos para,assim,nomear a branquitude na docência einventarem-semodos outros de ser docente. ...
Abstract
This article defends the need to discuss whiteness in art teacher training from a decolonial perspective, a premise that stems from the unfolding of research and experiences with students on a required internship in Visual Arts. For this defense, whitenessis considered in multiple ways based on Cardoso (2010) and analyzed as colonial obedience in Visual Arts teaching, based on the narcissistic pacts of whiteness (Bento, 2022) and the essentialist discourse of place of speech (Ribeiro, 2017), wh ...
This article defends the need to discuss whiteness in art teacher training from a decolonial perspective, a premise that stems from the unfolding of research and experiences with students on a required internship in Visual Arts. For this defense, whitenessis considered in multiple ways based on Cardoso (2010) and analyzed as colonial obedience in Visual Arts teaching, based on the narcissistic pacts of whiteness (Bento, 2022) and the essentialist discourse of place of speech (Ribeiro, 2017), which repeatedly sustain the white silence of teachers. Along with discussions by Quijano (2005) and Walsh (2008; 2009), connections are established between teaching and decoloniality, in order to build a gaze that distrusts the pale history of the visual arts in Brazil(Santos, 2019). Teaching and artistic practices that drive the debate on racial literacy, ethnic-racial self-declaration and whiteness are presented and discussed. Together with bell hooks (2020; 2021), and shifting whiteness as a dimension of analysis for education research, paths are traced to address racial conflict in Visual Arts teaching. Contrary to the demands that reinforce the idea of racial superiority, it is stated that initial teacher training is a space for the exercise of disobedience to the hegemonic and colonial pattern of power, thus opening paths to name whiteness in teaching and invent other ways of being a teacher. ...
Contido em
Revista Digital do LAV. Santa Maria : Laboratório de Artes Visuais, 2024. Vol. 17 (2024), p. 1-19
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Nacional
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