Prevalência, motivos e fatores associados à não adesão intencional à terapia medicamentosa : um estudo de base populacional
Data
2024Autor
Tipo
Outro título
Prevalence, reasons and factors associated with intentional nonadherence to prescribed medications : a population based study
Assunto
Resumo
Objetivo: Avaliar a frequência, os motivos e fatores associados à não adesão intencional à terapia medicamentosa. Métodos: Foi conduzido um estudo transversal de base populacional com dados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM). O questionário foi composto por questões sociodemográficas, referentes à presença de doenças crônicas, uso de medicamentos, autoavaliação de saúde e comportamentos no uso de medicamentos. A análise dos dados inc ...
Objetivo: Avaliar a frequência, os motivos e fatores associados à não adesão intencional à terapia medicamentosa. Métodos: Foi conduzido um estudo transversal de base populacional com dados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (PNAUM). O questionário foi composto por questões sociodemográficas, referentes à presença de doenças crônicas, uso de medicamentos, autoavaliação de saúde e comportamentos no uso de medicamentos. A análise dos dados incluiu modelos de regressão de Poisson ajustados para variância. Resultados: Foram incluídos 31.573 indivíduos, sendo a maioria do sexo feminino (53,8%), com baixa escolaridade (57,7%) e com autoavaliação de saúde boa (56,5%). Dos entrevistados, 8,8% relataram aumentar a dose dos medicamentos e 21,2% relataram diminuir. O motivo mais comum para a diminuição da dose foram os efeitos adversos do medicamento. Não houve diferenças para os motivos de aumento de doses. O aumento ou a diminuição de doses foi mais comumente reportado pelos mais jovens, com menor renda per capita e pior autoavaliação de saúde. Conclusão: Uma parcela considerável dos entrevistados não adere intencionalmente à terapia medicamentosa. Entender a não adesão medicamentosa e identificar quem a pratica é crucial para criar estratégias eficazes que promovam a adesão medicamentosa e priorizem as necessidades e perspectivas dos pacientes. ...
Abstract
Objective: To evaluate the frequency, reasons and factors associated with intentional nonadherence to drug therapy. Methods: A population-based cross-sectional study was conducted with data from the National Survey on Access, Use and Promotion of Rational Use of Medicines (PNAUM). The questionnaire consisted of sociodemographic questions, presence of chronic diseases, medication use, self-rated health, and medication use behaviors. Data analysis included Poisson regression models adjusted for v ...
Objective: To evaluate the frequency, reasons and factors associated with intentional nonadherence to drug therapy. Methods: A population-based cross-sectional study was conducted with data from the National Survey on Access, Use and Promotion of Rational Use of Medicines (PNAUM). The questionnaire consisted of sociodemographic questions, presence of chronic diseases, medication use, self-rated health, and medication use behaviors. Data analysis included Poisson regression models adjusted for variance. Results: A total of 31,573 individuals were included, most of whom were women (53.8%), with low level of education (57.7%), and self-rated good health (56.5%). Of those interviewed, 8.8% reported increasing the medication dose and 21.2% reported reducing it. The most common reason for dose reduction was the adverse effects of the medication. There were no differences in the reasons for increasing doses. Increasing or reducing doses were most commonly reported by younger people, with lower per capita income and worse self-rated health. Conclusion: A considerable portion of the respondents did not intentionally adhere to drug therapy. Understanding nonadherence and identifying those who practice it is crucial for creating effective strategies that promote adherence to treatment and prioritize patients’ needs and perspectives. ...
Contido em
Revista brasileira de epidemiologia. Vol. 27 (2024), e240044, 9 p.
Origem
Nacional
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