Comparação prognóstica entre sexos em pacientes com insuficiência cardíaca submetidos a teste cardiopulmonar de exercício : um estudo de coorte
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Especialização
Assunto
Resumo
Introdução: A prevalência de insuficiência cardíaca (IC) vem aumentando ultimamente devido, em parte, à maior sobrevida trazida pelas novas terapias medicamentosas e, em parte, ao avanço tecnológico de exames capazes de trazer informações diagnósticas e prognósticas de forma cada vez mais individualizada. Nesse âmbito, o teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) vem sendo protagonista. Apesar de a IC incidir igualmente entre os sexos, dados prévios são oriundos de estudos com menor representativ ...
Introdução: A prevalência de insuficiência cardíaca (IC) vem aumentando ultimamente devido, em parte, à maior sobrevida trazida pelas novas terapias medicamentosas e, em parte, ao avanço tecnológico de exames capazes de trazer informações diagnósticas e prognósticas de forma cada vez mais individualizada. Nesse âmbito, o teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) vem sendo protagonista. Apesar de a IC incidir igualmente entre os sexos, dados prévios são oriundos de estudos com menor representatividade da população feminina. Portanto, os pontos de corte das variáveis do TCPE a que se tem acesso não estão ajustados para essa população. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva que avaliou pacientes em acompanhamento no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) por IC e que realizaram TCPE entre 2010 e 2024. Resultados: Foram incluídos 1235 participantes com diagnóstico prévio de insuficiência cardíaca. Os pacientes foram divididos por sexo, sendo 720 homens (58%) e 515 mulheres (42%), com idade média de 55,9 ± 13 anos - sem diferença significativa entre sexos - e a população era predominantemente branca. Dentre os desfechos analisados, observou-se que os pontos de cortes das variáveis estudadas (VO2 pico, Pulso de O2, OUES e VE/VCO2 slope) para predição de óbito foram inferiores no sexo feminino. Na amostra, não houve diferença estatisticamente significativa de desfechos entre os grupos. O TCPE apresentou um rendimento inferior para prognóstico no sexo feminino quando comparado ao masculino. Apesar disso, manteve um bom poder de predição de desfecho para as mulheres. Ao ajustar as variáveis para idade e fração de ejeção (FE), observou-se que Pulso O2 e OUES perderam significância para predição de óbito no sexo feminino. Conclusão: O estudo suporta a hipótese de que as variáveis possuem diferentes pontos de corte para cada sexo, bem como a diferença de poder estatístico na predição de risco estratificado por sexo. Embora o estudo traga informações relevantes, mais estudos na área, especialmente multicêntricos, são necessários para melhor compreensão dos achados e mudança de paradigmas até então estabelecidos. ...
Abstract
Introduction: The prevalence of heart failure (HF) has been increasing recently, partly due to the greater survival brought by new drug therapies and partly due to technological advancements in diagnostic and prognostic tests, which provide increasingly individualized information. In this context, the cardiopulmonary exercise test (CPET) has become prominent. Although HF affects both sexes equally, previous data originate from studies with lower female representation. Therefore, the cutoff poin ...
Introduction: The prevalence of heart failure (HF) has been increasing recently, partly due to the greater survival brought by new drug therapies and partly due to technological advancements in diagnostic and prognostic tests, which provide increasingly individualized information. In this context, the cardiopulmonary exercise test (CPET) has become prominent. Although HF affects both sexes equally, previous data originate from studies with lower female representation. Therefore, the cutoff points for CPET variables currently available are not adjusted for this population. Methods: A retrospective cohort study evaluated patients followed at Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) for HF who underwent CPET between 2010 and 2024. Results: A total of 1235 participants with a prior diagnosis of heart failure were included. Patients were divided by sex, with 720 men (58%) and 515 women (42%), with a mean age of 55.9 ± 13 years—without significant differences between sexes—and the population was predominantly white. Among the analyzed outcomes, it was observed that the cutoff points of the studied variables (peak VO2, Oxygen Pulse, OUES, and VE/VCO2 slope) for mortality prediction were lower in females. In the sample, there was no statistically significant difference in outcomes between the groups. CPET showed lower prognostic performance for females compared to males. Nevertheless, it maintained good predictive power for outcomes in women. After adjusting for age and ejection fraction (EF), it was observed that Oxygen Pulse and OUES lost significance for mortality prediction in females. Conclusion: The study supports the hypothesis that the variables have different cutoff points for each sex, as well as differences in statistical power for risk prediction stratified by sex. Although the study provides relevant information, further research, especially multicenter studies, is necessary to better understand these findings and potentially revise current paradigms. ...
Instituição
Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Curso de Programa de Residência Médica em Clínica Médica.
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Ciências da Saúde (1670)
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