Grupo de mulheres : impactos do cuidado em coletivo na assistência individual a uma usuária hiperutilizadora
Data
2024Tipo
Outro título
Women’s group : impact of collective care in the individual assistance to a high user of health services
Grupo de mujeres : impactos del cuidado en colectivo en la asistencia individual a una usuaria hiperutilizadora
Assunto
Resumo
Introdução: O termo hiperutilizador possui uma gama extensa de interpretações, mas, em termos gerais, é utilizado para designar a pessoa que consulta com frequência superior à expectativa para aquele grupo etário e de gênero. Para a equipe de saúde da família, problematizar o aumento na frequência de consultas de determinadas pessoas, considerando a complexidade dos diferentes contextos, é um passo necessário para identificar elementos a serem reconsiderados no cuidado. Entre as atribuições dos ...
Introdução: O termo hiperutilizador possui uma gama extensa de interpretações, mas, em termos gerais, é utilizado para designar a pessoa que consulta com frequência superior à expectativa para aquele grupo etário e de gênero. Para a equipe de saúde da família, problematizar o aumento na frequência de consultas de determinadas pessoas, considerando a complexidade dos diferentes contextos, é um passo necessário para identificar elementos a serem reconsiderados no cuidado. Entre as atribuições dos profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS), encontra-se a realização de grupos, em uma lógica de superação das consultas individuais como o único espaço de cuidado. Neste estudo, o grupo é considerado como uma ferramenta assistencial em ambiente seguro de compartilhamento de sofrimentos e vivências, bem como a geração de estratégias de enfrentamento a demandas comuns. Com a identificação de uma paciente hiperutilizadora da unidade básica de saúde Santa Cecília e dos demais serviços do complexo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, e a constatação dos limites da equipe em oferecer cuidado ao seu quadro, criouse um espaço de grupo de mulheres como alternativa assistencial. Objetivo: Descrever o perfil da pessoa hiperutilizadora em questão e as motivações para incluí-la em um grupo, assim como descrever a criação desse grupo e analisar os efeitos percebidos nas demandas de saúde e nas manifestações de sofrimento da paciente após seis meses de participação. Métodos: Estudo de caso desenvolvido baseado em uma usuária singular e em sua participação no grupo de mulheres durante seis meses, utilizando-se observação participante, análise de conteúdo dos registros de observações e revisão de prontuários para avaliar a evolução do quadro de saúde e de sofrimento da usuária. Resultados: Constatou-se a redução do número de consultas em todas as especialidades, assim como do número de exames e uso de medicamentos. Os registros de observações sinalizaram que o grupo criou uma forte rede de apoio e suporte, que parecem ter contribuído para melhorar o quadro clínico e emocional da usuária. Conclusões: Foi possível identificar o benefício do grupo para a saúde da usuária. Este estudo traz contribuições aos profissionais da APS sobre como quantificar e qualificar essa ferramenta de cuidado, a fim de respaldar a potencialidade dos espaços grupais junto à gestão, à equipe e à população. ...
Abstract
Introduction: The term high user of health services has an extensive interpretation range. Still, in general terms, it refers to a person with a higher frequency of doctor’s visits than expected for their age group or sex. For family health services and teams, considering the complexity of alternative contexts, it is essential to identify a rise in the frequency of a subject’s office visits so that factors that should be reconsidered in care flow can be addressed. Among the responsibilities of ...
Introduction: The term high user of health services has an extensive interpretation range. Still, in general terms, it refers to a person with a higher frequency of doctor’s visits than expected for their age group or sex. For family health services and teams, considering the complexity of alternative contexts, it is essential to identify a rise in the frequency of a subject’s office visits so that factors that should be reconsidered in care flow can be addressed. Among the responsibilities of primary health care professionals is organizing patient groups. These groups play a significant role in broadening the patient’s understanding of care spaces, demonstrating that care is not confined to individual consultations. In this study, patient groups are viewed as vital tools in creating a safe space for sharing negative experiences and collectively developing coping strategies for common demands. Upon identifying a high user of health services in the Santa Cecília practice and other units of the Hospital de Clínicas de Porto Alegre complex, the team realized its limitations in providing the necessary care. As an alternative, it established a women’s group with a specific objective: to provide comprehensive care and support. Objective: To describe the profile of a high user of health services and the motivation to include them in a group, as well as describe the development of the mentioned group and assess the patient’s perceived effects in terms of health needs and distress manifestations after 6 months of participation. Methods: A case study was conducted on the basis of a single user and her participation in a women’s group for 6 months. We used the participant’s observations, analyzed observation contents, and reviewed her health records to assess her case follow-up and condition. Results: We observed a reduction in the frequency of doctor’s visits, number of complimentary tests, and prescription use in all specialties. Observation records suggested that the group developed a strong support network, which seems to have contributed to the improvement of the user’s clinical and emotional conditions. Conclusions: We could observe the benefits of a women’s group practice on the user’s health. This study contributes to primary health care by providing evidence on how to quantify and qualify this care tool to support the implementation of collective spaces of care for various stakeholders such as public administration, health care teams, and the public. ...
Resumen
Introducción: El término hiperutilizador tiene una gama extensa de interpretaciones, pero en términos generales es utilizado para designar a una persona que consulta con más frecuencia de lo esperado para ese grupo de edad y de género. Para el equipo de la salud de la familia, problematizar el aumento de la frecuencia de consultas para determinadas personas, considerando la complejidad de los diferentes contextos, es un paso necesario para identificar elementos a reconsiderar en la atención. En ...
Introducción: El término hiperutilizador tiene una gama extensa de interpretaciones, pero en términos generales es utilizado para designar a una persona que consulta con más frecuencia de lo esperado para ese grupo de edad y de género. Para el equipo de la salud de la familia, problematizar el aumento de la frecuencia de consultas para determinadas personas, considerando la complejidad de los diferentes contextos, es un paso necesario para identificar elementos a reconsiderar en la atención. Entre las responsabilidades de los profesionales que actúan en la Atención Primaria de Salud, está la organización de grupos, en una lógica de superación de las consultas individuales como único espacio de atención. En este estudio, el grupo es considerado como una herramienta de cuidado en ambiente seguro para compartir sufrimientos y experiencias, así como generar estrategias para afrontar demandas comunes. A partir de la identificación de una paciente hiperutilizadora de la unidad básica de salud Santa Cecília y de otros servicios del complejo del Hospital de Clínicas de Porto Alegre y de la observación de las limitaciones del equipo para brindar atención a su cuadro, se creó un espacio grupal de mujeres como una opción alternativa de atención. Objetivo: Describir el perfil de la persona hiperutilizadora en cuestión y las motivaciones para incluirla en un grupo, tal como describir la creación de este grupo y analizar los efectos percibidos sobre las demandas de salud y en las manifestaciones de sufrimiento de la paciente después de 6 meses de participación. Métodos: Estudio de caso desarrollado a partir de una sola usuaria y su participación en el grupo de mujeres por 6 meses, utilizando la observación participante, análisis de contenido de registros de observaciones y revisión de historias clínicas para evaluar la evolución de la condición de salud y del sufrimiento Resultados: Hubo reducción del número de consultas en todas las especialidades, tal como del número de análisis y uso de medicamentos. Los registros de observaciones señalaran que el grupo creó una fuerte red de apoyo y soporte, que parecen haber contribuido a mejorar el cuadro clínico y emocional de esta usuaria. Conclusiones: Fue posible identificar el beneficio del grupo para la salud de la usuaria. Este estudio trae aportes a los profesionales de la APS de como cuantificar y cualificar esa herramienta de atención para apoyar el potencial de los espacios grupales junto a la gestión, al equipo y a la población. ...
Contido em
Revista brasileira de medicina de família e comunidade. Vol. 19, n. 46 (Jan./Dez. 2024), 3668, 10 p.
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