Há futuro? potencial de expansão da matriz eólica no cenário energético do Rio Grande do Sul
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Este trabalho busca analisar se o crescimento do consumo energético no Estado do Rio Grande do Sul torna a energia eólica uma opção viável e atrativa para o fortalecimento da matriz energética do Estado. Para isso, foram realizadas as seguintes projeções: projeções de crescimento do PIB do Estado até 2050, projeção de crescimento da potência instalada até 2050, análise da potência outorgada até o ano de 2024, projeção do consumo de energia elétrica até 2050 e uma estimativa da potência instalad ...
Este trabalho busca analisar se o crescimento do consumo energético no Estado do Rio Grande do Sul torna a energia eólica uma opção viável e atrativa para o fortalecimento da matriz energética do Estado. Para isso, foram realizadas as seguintes projeções: projeções de crescimento do PIB do Estado até 2050, projeção de crescimento da potência instalada até 2050, análise da potência outorgada até o ano de 2024, projeção do consumo de energia elétrica até 2050 e uma estimativa da potência instalada em usinas offshore no Estado. Para uma melhor análise do comportamento da energia gerada pelo Estado, foram estudados três diferentes cenários: potência instalada em 2050 igual a potência total em 2024 acrescida a potência outorgada em 2024, potência instalada em 2050 é igual ao resultado da projeção de crescimento linear da potência instalada (dados de 2004 a 2023) e, por fim, o resultado da potência instalada do cenário anterior somada a 10% do total da potência projetada para o RS em usinas eólicas offshore. A análise revelou que o PIB do Estado apresenta tendência de crescimento, impulsionando o aumento no consumo energético, especialmente nas microrregiões de Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo. Os resultados da energia gerada pelos três cenários descritos anteriormente foram subtraídos do consumo estimado para 2050, este último foi calculado através da estimativa do PIB das microrregiões do Rio Grande do Sul. O resultado da subtração foi negativo em todos os cenários, o que indica que o Estado não geraria energia suficiente em 2050 para suprir o consumo da região no ano. Foi analisado, também, se o Estado possui áreas com recurso eólico acima de 7 m/s, para que seja interessante instalar turbinas eólicas para geração. Com base nos resultados obtidos, concluiu-se que o Estado possui espaço para instalação de turbinas eólicas e também haverá demanda para o aumento da potência instalada, já que os resultados mostraram que a energia elétrica gerada em 2050 não será suficiente para suprir o consumo. Como recomendações para estudos futuros, sugere-se a inclusão de análises integradas com energia solar e estudos sobre impactos ambientais e socioeconômicos, além de investigações sobre o impacto de parques eólicos nos reservatórios hidrelétricos. Conclui-se que há futuro promissor para a matriz eólica no Estado, desde que sejam superados os desafios técnicos, econômicos e regulatórios. ...
Abstract
This study aims to analyze whether the growth in energy consumption in the State of Rio Grande do Sul makes wind energy a viable and attractive option for strengthening the State's energy matrix.. For this purpose, the following projections were conducted: projections of the state's GDP growth until 2050, projections of installed capacity growth until 2050, analysis of the granted capacity up to the year 2024, projection of electricity consumption until 2050, and an estimate of the installed ca ...
This study aims to analyze whether the growth in energy consumption in the State of Rio Grande do Sul makes wind energy a viable and attractive option for strengthening the State's energy matrix.. For this purpose, the following projections were conducted: projections of the state's GDP growth until 2050, projections of installed capacity growth until 2050, analysis of the granted capacity up to the year 2024, projection of electricity consumption until 2050, and an estimate of the installed capacity of offshore wind farms in the state. To better analyze the behavior of the energy generated in the state, three different scenarios were studied: installed capacity in 2050 equal to the total capacity in 2024 plus the granted capacity in 2024; installed capacity in 2050 based on the result of a linear growth projection of installed capacity (data from 2004 to 2023); and finally, the result of the previous scenario's installed capacity plus 10% of the total projected capacity for the state in offshore wind farms. The analysis revealed that the state's GDP shows a growth trend, driving an increase in energy consumption, especially in the microregions of Porto Alegre, Caxias do Sul, and Passo Fundo. The results of the energy generated in the three scenarios described above were compared to the estimated consumption for 2050, which was calculated based on the GDP estimate of the microregions of Rio Grande do Sul. The subtraction results were negative in all scenarios, indicating that the state would not generate enough energy in 2050 to meet the region's consumption needs. Additionally, an analysis was conducted to determine whether the state has areas with wind resources above 7 m/s, making it feasible to install wind turbines for energy generation. The results showed that the state has available space for turbine installation and that there will be a demand for increased installed capacity, as the results indicated that the electricity generated in 2050 will not be sufficient to meet consumption. As recommendations for future studies, the inclusion of integrated analyses with solar energy, studies on environmental and socioeconomic impacts, and investigations into the effects of wind farms on hydroelectric reservoirs are suggested. It is concluded that there is a promising future for the wind energy matrix in the state, provided that technical, economic, and regulatory challenges are overcome. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Pesquisas Hidráulicas. Curso de Engenharia Ambiental.
Coleções
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TCC Engenharias (5951)
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