Greves e o problema de coordenação dos trabalhadores : uma abordagem através de jogos globais
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Data
2020Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Vários trabalhos se propuseram a modelar a greve trabalhista, entretanto, poucos consideraram a decisão do trabalhador de participar da greve. Como a greve nem sempre gera resultados desejados por seus participantes, essa decisão é uma escolha que envolve risco. O objetivo deste trabalho é propor um modelo básico para esse problema. Primeiramente discutimos o problema de coordenação de grandes grupos que está presente na greve. Depois revisamos a literatura sobre modelagem de greves e sobre jog ...
Vários trabalhos se propuseram a modelar a greve trabalhista, entretanto, poucos consideraram a decisão do trabalhador de participar da greve. Como a greve nem sempre gera resultados desejados por seus participantes, essa decisão é uma escolha que envolve risco. O objetivo deste trabalho é propor um modelo básico para esse problema. Primeiramente discutimos o problema de coordenação de grandes grupos que está presente na greve. Depois revisamos a literatura sobre modelagem de greves e sobre jogos globais. Aplicamos, então, um modelo padrão de jogos globais à greves de trabalhadores sindicalizados e que incorpora a teoria da ação grupal de Olson (1965). Encontramos que a decisão de participação da greve é independente do aumento salarial demandado. Isso se deve ao fato do aumento salarial ser um benefício coletivo. Além disso, encontramos que, para um sindicato com esforços limitados, reprimendas para aqueles que “furam” a greve tem um ponto ótimo, qualquer esforço para além desse ponto teria maiores retornos dispendido em suporte à grevistas ou à melhorar a informação e comunicação com seus trabalhadores. ...
Abstract
Several authors proposed different ways to model the labor strike, however, few considered the rank and file choice of taking part in the strike. Not always, the strike achieves results, therefore, taking part is a choice that involves risk. The goal of this work is to offer a base line model to this problem. First, we discuss the problem of coordination of large groups that is present in a strike. Then, we review the literature that had model the strike and the literature about Global Games. F ...
Several authors proposed different ways to model the labor strike, however, few considered the rank and file choice of taking part in the strike. Not always, the strike achieves results, therefore, taking part is a choice that involves risk. The goal of this work is to offer a base line model to this problem. First, we discuss the problem of coordination of large groups that is present in a strike. Then, we review the literature that had model the strike and the literature about Global Games. Finally, we applied a standard Global Games model to the strike of unionized workers and that includes the theory of collective action of Olson (1965). We find out that the choice of taking part in the strike is independent from the magnitude of the demanded increase in wage. This is because wage increase is a collective benefit. Moreover, we found out that, for a union with limited effort, rebuke for strikebreakers has an optimal point, any effort beyond this point would be better spent in support to the strikers, or in improving communication with the workers. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Curso de Ciências Econômicas.
Coleções
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TCC Ciências Econômicas (1370)
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