Comparação entre Etest® e microdiluição em caldo para avaliação da susceptibilidade à polimixina B em Klebsiella pneumoniae produtoras de KPC
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Data
2017Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Klebsiella pneumoniae é um importante patógeno oportunista presente em infecções comunitárias e nosocomiais. Nos últimos anos, a resistência à carbapenêmicos em Enterobacteriaceae tem aumentado de forma alarmante no mundo todo. K. pneumoniae resistente à carbapenêmicos já é um achado endêmico no Brasil, de forma que as polimixinas, antes abandonadas devido a sua nefro e neurotoxicidade, ressurgiram como opções de tratamento frente a estes isolados multirresistentes. Apesar da técnica de microdi ...
Klebsiella pneumoniae é um importante patógeno oportunista presente em infecções comunitárias e nosocomiais. Nos últimos anos, a resistência à carbapenêmicos em Enterobacteriaceae tem aumentado de forma alarmante no mundo todo. K. pneumoniae resistente à carbapenêmicos já é um achado endêmico no Brasil, de forma que as polimixinas, antes abandonadas devido a sua nefro e neurotoxicidade, ressurgiram como opções de tratamento frente a estes isolados multirresistentes. Apesar da técnica de microdiluição em caldo ser considerada o método de referência para detecção da susceptibilidade às polimixinas, ela acaba sendo impraticável na rotina da maioria dos laboratórios de microbiologia, de forma que métodos mais reprodutíveis e mais comumente utilizados na rotina laboratorial, como o Etest®, necessitam ter sua confiabilidade comprovada de forma a gerar resultados seguros, uma vez que auxiliam no monitoramento epidemiológico e nas decisões terapêuticas do tratamento destas infecções multirresistentes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a correlação das concentrações inibitórias mínimas (CIM) entre os métodos de microdiluição em caldo e Etest® em isolados de K. pneumoniae produtoras de Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KP-KPC). 85 amostras de K. pneumoniae foram isoladas de diferentes sítios de infecção durante um estudo epidemiológico no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no período de abril até junho de 2017. A presença de Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) nestas amostras foi confirmada através de PCR em tempo real. O método da microdiluição em caldo foi realizado conforme as orientações do CLSI e EUSCAST, enquanto o método do Etest® foi executado conforme as orientações do fabricante. Utilizou-se, para a categorização das amostras, o ponto de corte de resistência de >2μg/mL recomendado pelo BrCAST para polimixina B em enterobactérias. Foi observado, por comparação do Etest® com o método de referência, 1,7% de resultados falso-resistentes (major error), 3,5% de resultados falso-suscetíveis (very major error), 60% de concordância essencial entre as CIM e 95,3% de concordância de classificação entre os métodos. Os resultados obtidos neste trabalho demostraram que o Etest® não é um método confiável para a determinação exata da susceptibilidade à polimixina B em KP-KPC, tanto devido a baixa concordância essencial entre as CIM quanto pelo índice de resultados falso-susceptíveis relatados. Considerando os resultados apresentados até o momento, aconselha-se utilizar o Etest® apenas como método de screening para classificação dos isolados em resistentes ou sensíveis, confirmando as CIM obtidas por meio da microdiluição em caldo. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Farmácia. Curso de Farmácia.
Coleções
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TCC Farmácia (709)
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