A violência contra a mulher no telejornalismo sensacionalista
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Data
2017Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Resumo
Esta pesquisa tem como objetivo descobrir quais os sentidos percebidos nos telejornais sensacionalistas por mulheres de baixa renda – e que sofreram violência – e se eles as representam. Para atingir esse objetivo, foram apresentados uma reportagem, uma nota coberta e um VT ilustrativo dos telejornais Balanço Geral, Brasil Urgente e Cidade Alerta para um grupo focal com seis mulheres da Ocupação Mirabal, lugar que abriga mulheres vítimas de violência ou em baixas condições sociais em Porto Aleg ...
Esta pesquisa tem como objetivo descobrir quais os sentidos percebidos nos telejornais sensacionalistas por mulheres de baixa renda – e que sofreram violência – e se eles as representam. Para atingir esse objetivo, foram apresentados uma reportagem, uma nota coberta e um VT ilustrativo dos telejornais Balanço Geral, Brasil Urgente e Cidade Alerta para um grupo focal com seis mulheres da Ocupação Mirabal, lugar que abriga mulheres vítimas de violência ou em baixas condições sociais em Porto Alegre. Apesar dos produtos não terem a mesma estrutura, todos são vídeo tapes que falam de um mesmo assunto. Posteriormente, suas falas foram analisadas por meio da análise do discurso de linha francesa. Na base teórica da pesquisa, são apresentados dados e o contexto histórico da violência contra a mulher no Brasil – a partir de conceitos de autores como Saffioti (1999) e Strey (2004) – e estudos sobre a relação da violência com o telejornalismo sensacionalista – de autores como Debord (1997) e Traquina (2005). A partir dos resultados das análises, foram encontrados dois eixos de sentido na fala das mulheres: a representação da mulher e a representação da violência contra a mulher. Dentro desses eixos, foram identificadas nove formações discursivas: a mulher como culpada, a mulher como vulnerável, a mulher como alvo de humilhação e a mulher sem voz – no primeiro eixo –, a impunidade do homem na violência contra mulher, a violência descontextualizada, o sensacionalismo na violência, a violência contra mulher decorrente da criação familiar e a violência banalizada – no segundo eixo. Como resultado, descobriu-se que essas mulheres – que fazem parte do público-alvo dos telejornais estudados – não se sentem representadas nas matérias. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Curso de Comunicação Social: Habilitação em Jornalismo.
Coleções
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TCC Comunicação Social (1937)
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