O potencial pedagógico da Idade Média Imaginada

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Data
2015Tipo
Resumo
A suposição de que o que se convencio-nou chamar de Idade Média imaginada não tem qualquer potencial pedagógico é uma premissa que a argumentação presente neste texto quer desconstruir, ao abordar dois modos de expres-são muito comuns nos tempos atuais, a música e as séries televisivas. Sem dúvida, é preciso considerar que há uma Idade Média contada na escola que remon-ta, ainda hoje, uma leitura iluminista e precon-ceituosa em relação ao medievo, apresentando-o como uma época de caos e trevas. ...
A suposição de que o que se convencio-nou chamar de Idade Média imaginada não tem qualquer potencial pedagógico é uma premissa que a argumentação presente neste texto quer desconstruir, ao abordar dois modos de expres-são muito comuns nos tempos atuais, a música e as séries televisivas. Sem dúvida, é preciso considerar que há uma Idade Média contada na escola que remon-ta, ainda hoje, uma leitura iluminista e precon-ceituosa em relação ao medievo, apresentando-o como uma época de caos e trevas. Por outro lado, verifica-se uma verda-deira obsessão por uma Idade Média imaginada, um medievo que se nutre da fantasia e da aven-tura. Diferente daquele medievo escolar, essa Idade Média imaginada, que é representada por Game ofThrones e Iron Maiden, encanta, aguça a imaginação e, quem sabe, permite a produção conceitual. O que pretendemos pensar é justamente o encontro dessas duas Idades Médias: uma que torna o conhecimento tão árido e mecânico, longe tanto das possibilidades de imaginação dos estudantes, quanto da pesquisa histórica sobre o medievo; e outra que, ao afirmar uma realidade inexistente, senão na imaginação, reforça uma visão mística e mágica sobre o período. Esse encontro vale-se da seriedade da pesquisa histórica e do conhecimento da reali-dade medieval, sem deixar de se valer do jogo e da fabulação da música e da imagem em movi-mento, na tarefa da construção dos conceitos nas aulas de história. ...
Abstract
The assumption that what is conventionally called imagined Middle Ages does not have any pedagogical potential is a premise that te argument presents in this paper wants to deconstruct approaching two common modes of expression in recent times, the musci and the television series. Undoubtedly, onde must cosider that there is a Middle Ages taught in school today that dates back an Enlightened and prejudiced reading in relation to the medieval past, presenting it as time of chaos an darkness. On ...
The assumption that what is conventionally called imagined Middle Ages does not have any pedagogical potential is a premise that te argument presents in this paper wants to deconstruct approaching two common modes of expression in recent times, the musci and the television series. Undoubtedly, onde must cosider that there is a Middle Ages taught in school today that dates back an Enlightened and prejudiced reading in relation to the medieval past, presenting it as time of chaos an darkness. On the other hand, there ir a real obsession with an imagined Middle Ages, a medieval past fed by fantasy and adventure. Unlike that medieval past taught in school, this imagined Middle Ages, represented by Game of Thrones e Iron Maiden, delights, excites the imagination and, who knows, allows production of concepts. What we inted to think is precisely the meeting of theses two Middle Ages: onde that makes knowledge too arid and mechanical, far both the imagination possibilities of the students and the historical research about the medieval past; other that, in asserting a nonexistent reality, but in imagination, enhaces a mystical and magical view of the period. This encounter draws on the seriousness of historical research and the medieval teality knowledge, without forget the importance of the game ande the fable in the process of build concepts in History classes. ...
Contido em
Revista do Lhiste. Porto Alegre, RS. Vol, 2, n.3 (jul./dez. 2015), 948-968
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