A escrita como cicatriz

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Data
2002Autor
Tipo
Outro título
Writing as scar
Assunto
Resumo
O presente trabalho se propõe a pensar o movimento de inscrição de um lugar de leitura para o texto, que o sujeito, em sua função autor, empreende, como uma operação denegatória da alteridade que o constitui e que lhe escapa, não sendo, a função autor, por isso, passível de instrumentação. Para tanto, recorremos aos conceitos de heterogeneidade mostrada e de heterogeneidade constitutiva, tal como propostos por Authier-Revuz, tecendo-os aos fios da noção de denegação – verneinung – em Freud. Des ...
O presente trabalho se propõe a pensar o movimento de inscrição de um lugar de leitura para o texto, que o sujeito, em sua função autor, empreende, como uma operação denegatória da alteridade que o constitui e que lhe escapa, não sendo, a função autor, por isso, passível de instrumentação. Para tanto, recorremos aos conceitos de heterogeneidade mostrada e de heterogeneidade constitutiva, tal como propostos por Authier-Revuz, tecendo-os aos fios da noção de denegação – verneinung – em Freud. Dessa tessitura emerge a escrita como operação que faz trabalhar a falta que é constitutiva do sujeito. Esse trabalho se vê atravessado por um movimento paradoxal pois, ao procurar apagar a referida falta, não faz outra coisa senão revelá-la. Sua elaboração problematiza a educação instrumentadora de um sujeito que, em uma condição de domínio, usaria a escrita para se expressar. A escrita é proposta, não unicamente como produto, mas, antes de tudo, como produtora de um lugar de sujeito / autor. ...
Abstract
This paper aims to reflect on the movement of inscription of a reading place for the text, undertaken by the subject, in his function as author, as an operation of denial – verneiung - of the alterity that constitutes and escapes him, with the author function being, therefore, unsusceptible to be instrumentalised. To discuss this question, we use the concepts of shown heterogeneity and constitutive heterogeneity, as proposed by Authier-Revuz, relating them to the notion of denial – verneinung – ...
This paper aims to reflect on the movement of inscription of a reading place for the text, undertaken by the subject, in his function as author, as an operation of denial – verneiung - of the alterity that constitutes and escapes him, with the author function being, therefore, unsusceptible to be instrumentalised. To discuss this question, we use the concepts of shown heterogeneity and constitutive heterogeneity, as proposed by Authier-Revuz, relating them to the notion of denial – verneinung – in Freud. From this relation, writing emerges as an operation that puts at work the lack that is constitutive of the subject. This work is crossed by a paradoxical movement because, when it seeks to remove this lack, it only reveals it more. Its elaboration discusses an education that is able to provide tools to a subject who, in a domain condition, would use writing to express him/herself. Writing is proposed not solely as a product, but, above all, as producer of a subject’s / author’s place. ...
Contido em
Educação & realidade. Porto Alegre. Vol. 27, n. 1 (jan./jun. 2002), p. 51-71
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