Análise das quedas de pacientes internados em unidades cirúrgicas de um hospital universitário

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Data
2014Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Resumo
Introdução: As quedas se constituem em um dos eventos adversos mais prevalentes no ambiente hospitalar, sendo descrito em estudo como o segundo evento adverso mais comum em um hospital universitário. As quedas podem causar danos aos pacientes e acarretar em complicações clínicas, aumento no tempo de internação e custos hospitalares. A incidência de queda é um sensível indicador de qualidade assistencial, sendo considerada como um fator importante para o desenvolvimento de intervenções de enferm ...
Introdução: As quedas se constituem em um dos eventos adversos mais prevalentes no ambiente hospitalar, sendo descrito em estudo como o segundo evento adverso mais comum em um hospital universitário. As quedas podem causar danos aos pacientes e acarretar em complicações clínicas, aumento no tempo de internação e custos hospitalares. A incidência de queda é um sensível indicador de qualidade assistencial, sendo considerada como um fator importante para o desenvolvimento de intervenções de enfermagem. Objetivo: Analisar o evento adverso queda em pacientes internados em unidades cirúrgicas e que realizaram procedimentos cirúrgicos, identificar o tipo de cirurgia realizada, o uso de sondas e/ou drenos e fatores de risco relacionados ao evento. Método: Estudo transversal realizado em um hospital universitário do sul do Brasil. A amostra se constituiu de 70 quedas, referente a 69 pacientes, comunicadas no período entre janeiro e dezembro de 2012. Foram coletadas informações referentes à caracterização do paciente, local, fatores de risco, medicações utilizadas, tipo de cirurgia realizada e tempo de internação. Estes dados foram armazenados no Excel for Windows versão 2010 e analisados estatisticamente com o programa SPSS versão 18. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética da instituição (nº 100496). Resultados: A média de idade dos pacientes analisados foi de 65,5 anos, 61,4% eram do sexo masculino, o tempo médio de internação foi de 25 dias e 97,1% apresentavam comorbidades. As principais comorbidades encontradas foram hipertensão arterial sistêmica e neoplasias, em 30 pacientes, seguidas por diabete mellitus em 21 pacientes. Os tipos de cirurgia mais realizadas pelos pacientes estudados foram as abdominais e as urológicas, com 28,6% e 15,7% respectivamente. Vinte e dois pacientes utilizavam algum tipo de sonda ou dreno, durante a queda, sendo a sonda vesical de demora a mais prevalente. As quedas ocorreram, em sua maioria, no quarto do paciente, da própria altura e por escorregão. Dentre os fatores de risco o uso de anti-hipertensivos, estar desacompanhado no momento da queda, uso de sedativos e limitação para deambular foram os mais encontrados. Dentre os eventos analisados, 55,7% não resultou em dano e 38,6% resultou em dano leve ao paciente. Conclusão: Os pacientes que sofreram quedas nas unidades cirúrgicas eram idosos, do sexo masculino, com tempo de internação prolongado e alta incidência de comorbidades. Os fatores de risco estavam presentes em todos os pacientes, principalmente o uso de medicamentos como os anti-hipertensivos. Os resultados comprovaram que a queda é um evento multicausal e assim, o enfermeiro deve estar atento aos fatores de risco no momento da admissão do paciente, para poder evitar este evento. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Coleções
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TCC Enfermagem (1164)
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