A Influência das finanças comportamentais na maneira em que investidores jovens lidam com risco, perdas e ganhos
Visualizar/abrir
Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
O presente estudo analisou a influência das finanças comportamentais na tomada de decisão de jovens investidores brasileiros, com foco na faixa etária de 18 a 35 anos, investigando de que maneira vieses cognitivos e emocionais afetam suas escolhas diante de riscos, ganhos e perdas. O objetivo principal foi identificar a incidência de heurísticas como aversão à perda, excesso de confiança, representatividade, ancoragem e efeito manada, além de verificar o nível de alinhamento entre o perfil de r ...
O presente estudo analisou a influência das finanças comportamentais na tomada de decisão de jovens investidores brasileiros, com foco na faixa etária de 18 a 35 anos, investigando de que maneira vieses cognitivos e emocionais afetam suas escolhas diante de riscos, ganhos e perdas. O objetivo principal foi identificar a incidência de heurísticas como aversão à perda, excesso de confiança, representatividade, ancoragem e efeito manada, além de verificar o nível de alinhamento entre o perfil de risco declarado pelos investidores e as decisões efetivamente tomadas. A metodologia adotada caracterizouse como pesquisa quantitativa descritiva, realizada por meio de um questionário estruturado aplicado a uma amostra de 112 respondentes. Os resultados evidenciaram que os jovens investidores não agem de forma plenamente racional, sendo suas decisões significativamente impactadas pela aversão à perda e pela heurística da representatividade, especialmente na utilização de retornos passados como critério de escolha. Observou-se uma inconsistência relevante entre o discurso e a prática, uma vez que investidores autodeclarados conservadores ou moderados apresentaram ativos de alta volatilidade, como criptomoedas, em suas carteiras. Os vieses de excesso de confiança, ancoragem e efeito manada manifestaram-se com menor intensidade, indicando uma autopercepção de independência analítica na amostra. Conclui-se que o nível de escolaridade ou renda não blinda o investidor contra desvios comportamentais, reforçando a necessidade de estratégias de educação financeira que integrem a psicologia econômica para auxiliar na mitigação desses vieses e promover decisões mais assertivas. ...
Abstract
This study analyzed the influence of behavioral finance on the decision-making of young Brazilian investors, focusing on the age group between 18 and 35 years old, investigating how cognitive and emotional biases affect their choices regarding risks, gains, and losses. The main objective was to identify the incidence of heuristics such as loss aversion, overconfidence, representativeness, anchoring, and herd behavior, as well as to verify the alignment between the risk profile declared by inves ...
This study analyzed the influence of behavioral finance on the decision-making of young Brazilian investors, focusing on the age group between 18 and 35 years old, investigating how cognitive and emotional biases affect their choices regarding risks, gains, and losses. The main objective was to identify the incidence of heuristics such as loss aversion, overconfidence, representativeness, anchoring, and herd behavior, as well as to verify the alignment between the risk profile declared by investors and the decisions effectively made. The methodology adopted was quantitative descriptive research, carried out through a structured questionnaire applied to a sample of 112 respondents. The results showed that young investors do not act fully rationally, with their decisions being significantly impacted by loss aversion and the representativeness heuristic, especially in the use of past returns as a choice criterion. A relevant inconsistency was observed between discourse and practice, as self-declared conservative or moderate investors held high-volatility assets, such as cryptocurrencies, in their portfolios. The biases of overconfidence, anchoring, and herd behavior manifested with less intensity, indicating a self-perception of analytical independence in the sample. It is concluded that the level of education or income does not shield the investor against behavioral deviations, reinforcing the need for financial education strategies that integrate economic psychology to help mitigate these biases and promote more assertive decisions. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Administração. Curso de Administração.
Coleções
-
TCC Administração (3542)
Este item está licenciado na Creative Commons License


