A instrumentalização da Polônia pós-socialista pelo Ocidente : a russofobia como estratégia
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Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Este trabalho tem como tema a instrumentalização da Polônia pós-socialista pelo Ocidente, especialmente pelos Estados Unidos, a partir do uso estratégico da russofobia entre 2017 e 2025. A pesquisa busca compreender como o trauma histórico da Polônia em relação à Rússia, construído ao longo de séculos de conflitos, invasões e assimetrias políticas, é mobilizada contemporaneamente como um recurso político e securitário. O problema central que orienta o estudo consiste em analisar até que ponto e ...
Este trabalho tem como tema a instrumentalização da Polônia pós-socialista pelo Ocidente, especialmente pelos Estados Unidos, a partir do uso estratégico da russofobia entre 2017 e 2025. A pesquisa busca compreender como o trauma histórico da Polônia em relação à Rússia, construído ao longo de séculos de conflitos, invasões e assimetrias políticas, é mobilizada contemporaneamente como um recurso político e securitário. O problema central que orienta o estudo consiste em analisar até que ponto esse sentimento histórico contribui para sustentar a seletividade hegemônica pelos EUA no Leste Europeu e em que medida tal alinhamento fortalece ou limita os interesses estratégicos da Polônia. O estudo reconstrói o contexto histórico da rivalidade polaco-russa, analisa a cooperação político-militar entre Polônia e EUA nos governos Trump e Biden, e examina as mudanças posteriores a 2024 no contexto Guerra da Ucrânia e das transformações na ordem internacional, marcadas pela erosão da hegemonia ocidental. A pesquisa utiliza abordagem qualitativa, articulando análise histórica, estudo de caso e análise de conjuntura, fundamentada em autores como Braudel, Cox e Wallerstein. Conclui-se que a russofobia, embora baseada em traumas reais e persistentes, é politicamente instrumentalizada para reforçar tanto o protagonismo polônes quanto a estratégia estadunidense de contenção da Rússia. Esse processo, no entanto, gera uma relação assimétrica, ampliando a dependência da Polônia e restringindo sua autonomia geopolítica na região. ...
Abstract
This work focuses on the instrumentalization of post-socialist Poland by the West, especially the USA, through the strategic use of Russophobia between 2017 and 2025. The research seeks to understand how Poland's historical trauma in relation to Russia, built over centuries of conflict, invasions, and political asymmetries, is mobilized contemporarily as a political and security resource. The central problem guiding the study is to analyze to what extent this historical sentiment contributes to ...
This work focuses on the instrumentalization of post-socialist Poland by the West, especially the USA, through the strategic use of Russophobia between 2017 and 2025. The research seeks to understand how Poland's historical trauma in relation to Russia, built over centuries of conflict, invasions, and political asymmetries, is mobilized contemporarily as a political and security resource. The central problem guiding the study is to analyze to what extent this historical sentiment contributes to sustaining US hegemonic selectivity in Eastern Europe and to what extent this alignment strengthens or limits Poland's strategic interests. The study reconstructs the historical context of Polish-Russian rivalry, analyzes political-military cooperation between Poland and the USA during the Trump and Biden administrations, and examines the changes after 2024 in the context of the Ukraine War and transformations in the international order, marked by the erosion of Western hegemony. The research uses a qualitative approach, articulating historical analysis, case study, and situational analysis, based on authors such as Braudel, Cox, and Wallerstein. It is concluded that Russophobia, although based on real and persistent traumas, is politically instrumentalized to strengthen both Polish protagonism and the US strategy of containing Russia. This process, however, generates an asymmetrical relationship, increasing Poland's dependence and restricting its geopolitical autonomy in the region. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Curso de Relações Internacionais.
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