Associação de fatores prognósticos de mortalidade em pacientes pós parada cardiorrespiratória em um serviço de emergência
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Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Resumo
Objetivo: Avaliar os fatores associados à mortalidade de pacientes que sofreram parada cardiorrespiratória (PCR) intra-hospitalar em um serviço de emergência clínica, considerando variáveis sociodemográficas, clínicas e relacionadas à internação. Método: Estudo de coorte retrospectivo, quantitativo, realizado entre janeiro de 2022 e junho de 2024 em um hospital público universitário do Sul do Brasil. As variáveis foram descritas por medidas de tendência central e dispersão ou por frequências e ...
Objetivo: Avaliar os fatores associados à mortalidade de pacientes que sofreram parada cardiorrespiratória (PCR) intra-hospitalar em um serviço de emergência clínica, considerando variáveis sociodemográficas, clínicas e relacionadas à internação. Método: Estudo de coorte retrospectivo, quantitativo, realizado entre janeiro de 2022 e junho de 2024 em um hospital público universitário do Sul do Brasil. As variáveis foram descritas por medidas de tendência central e dispersão ou por frequências e proporções. A normalidade foi avaliada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. As comparações entre sobreviventes e óbitos utilizaram os testes Quiquadrado ou exato de Fisher e Teste t de Student ou Mann-Whitney, conforme a distribuição, adotando-se IC95%. Resultados: Foram avaliados 261 pacientes, com mortalidade de 83,9%. As variáveis sociodemográficas -- idade, sexo, etnia, escolaridade, estado civil, ocupação e procedência -- não apresentaram associação significativa com mortalidade (p>0,05). Ritmos iniciais não chocáveis foram predominantes entre os óbitos, enquanto ritmos chocáveis ocorreram mais entre sobreviventes (p=0,012). O tempo até o ROSC foi menor nos sobreviventes (5,5 min) em comparação aos não sobreviventes (15 min), com diferença significativa (p<0,001). A internação em UTI também se associou à sobrevivência (p<0,001), assim como o tempo de internação prolongado (≥7 dias) (p<0,001). A permanência hospitalar foi de 1 dia entre os óbitos e 16 dias entre os sobreviventes. Diagnósticos do aparelho circulatório, infecções e neoplasias predominaram entre os pacientes que evoluíram para óbito (p>0,05). Conclusão: A mortalidade pós-PCR intra-hospitalar foi elevada e associada principalmente ao ritmo inicial não chocável, ao maior tempo até ROSC e à ausência de suporte intensivo. A ausência de associação entre variáveis sociodemográficas e o desfecho indica que fatores clínicos e assistenciais exercem papel determinante na evolução. Os resultados reforçam a importância do reconhecimento precoce da deterioração clínica, da padronização das manobras de ressuscitação e do acesso oportuno a cuidados intensivos como estratégias essenciais para qualificar o prognóstico pós-parada. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Coleções
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TCC Enfermagem (1381)
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