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dc.contributor.advisorVettorazzi, Janetept_BR
dc.contributor.authorArlindo, Ellen Machadopt_BR
dc.date.accessioned2025-10-15T06:56:46Zpt_BR
dc.date.issued2025pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10183/297950pt_BR
dc.description.abstractIntrodução: O Brasil é um país de dimensões continentais, com grande desafio no acesso a cuidados de saúde adequados. O país registrou um aumento do número de mortes maternas e resultados perinatais adversos em mulheres grávidas e puérperas com doença por COVID-19. Objetivos: Comparar os desfechos maternos e perinatais em gestantes e puérperas com infecção por síndrome respiratória aguda grave por SARS-CoV-2 entre internações em maternidades públicas e privadas no período anterior à vacinação contra COVID-19. Métodos: Realizamos uma análise secundária da iniciativa REBRACO (Rede brasileira de Covid-19 durante gravidez), um estudo de coorte multicêntrico brasileiro, considerando gestantes e puérperas com infecção por SARS-CoV-2 confirmada (de fevereiro de 2020 a fevereiro de 2021) em 15 maternidades (2 privadas e 13 públicas). As características sociodemográficas e obstétricas foram comparadas segundo tipo de atendimento hospitalar. Além disso, os achados clínicos e laboratoriais e os desfechos maternos e perinatais foram comparados entre os dois grupos. Resultados: Dos 559 casos sintomáticos testados, 289 casos confirmados de Covid-19 foram arrolados, sendo 213 (72,7%) e 76 (27,3%) mulheres em hospitais públicos e privados, respectivamente. A frequência da infecção por COVID-19 não diferiu significativamente entre os grupos. As mulheres atendidas em hospitais públicos apresentaram menor escolaridade (p < 0,001) e 50% declararam que a gravidez não foi planejada. Registramos 13 mortes maternas entre mulheres atendidas em hospitais públicos e nenhuma morte materna entre gestantes atendidas em hospitais privados (p = 0,024). Gestantes internadas em hospitais públicos apresentaram maiores taxas de febre (p = 0,041), taquipnéia (p = 0,003) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG) (p = 0,014) e seus neonatos apresentaram mais desconforto respiratório neonatal (p = 0,020). Conclusão: Desfechos maternos e perinatais adversos foram piores no grupo de hospitais públicos, maiores taxas de SARS e dificuldade respiratória neonatal. A diferença alarmante entre o número de mortes entre pacientes tratadas nos setores público e privado exige uma melhor compreensão das diferenças no acesso aos cuidados de saúde e de outros obstáculos enfrentados por pacientes de diferentes níveis sociais.pt_BR
dc.description.abstractObjective: To compare maternal and perinatal outcomes in pregnant and postpartum women with severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 infection among admissions in public and private maternity hospitals before COVID-19 vaccination. Methods: We performed a secondary analysis of the REBRACO (in Portuguese, the Brazilian Network of COVID-19 During Pregnancy) initiative, a national multicenter cohort study in Brazil, considering pregnant and postpartum women with confirmed SARS-CoV-2 infections (from February 2020 to February 2021) in 15 maternity centers (2 private and 13 public facilities). Sociodemographic and obstetric characteristics were compared according to the type of hospital care. Clinical and laboratory findings and maternal and perinatal outcomes were compared between the two groups. Results: Of the 559 symptomatic cases tested, 289 confirmed COVID-19 cases were included, with 213 (72.7%) and 76 (27.3%) women in public and private hospitals, respectively. The frequency of Covid-19 infection did not differ significantly between the groups. Women treated at public hospitals had lower education levels (p<0.001), and 50% declared that their pregnancy was unplanned. We recorded 13 maternal deaths among women treated at public hospitals and no maternal deaths among pregnant women treated at private hospitals (p=0.024). Pregnant women in public hospitals had higher rates of fever (p=0.041), tachypnea (p=0.003), and severe acute respiratory syndrome (SARS) (p=0.014), and their neonates presented with more neonatal respiratory distress (p=0.020). Conclusion: Adverse maternal and perinatal outcomes were worse in the public hospital group, with increased rates of SARS and neonatal respiratory distress. The alarming difference in the number of deaths between patients treated in the public and private sectors highlights the urgency of better understanding the social determinants of health and calls the attention of leaders and policymakers to take action in mitigating their impact.en
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectSistema Único de Saúdept_BR
dc.subjectPandemicen
dc.subjectCOVID-19pt_BR
dc.subjectPregnancy complicationsen
dc.subjectSARS-CoV-2pt_BR
dc.subjectMaternal healthen
dc.subjectPublic health systemen
dc.subjectPandemiaspt_BR
dc.subjectComplicações na gravidezpt_BR
dc.subjectPerinatal careen
dc.subjectSaúde maternapt_BR
dc.subjectAtenção à saúdept_BR
dc.titleComparação de desfechos maternos e neonatais em pacientes COVID-19 positivas entre hospitais públicos e privadospt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.identifier.nrb001294917pt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Rio Grande do Sulpt_BR
dc.degree.departmentFaculdade de Medicinapt_BR
dc.degree.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Ginecologia e Obstetríciapt_BR
dc.degree.localPorto Alegre, BR-RSpt_BR
dc.degree.date2025pt_BR
dc.degree.leveldoutoradopt_BR


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