Preservação óssea alveolar com uso de particulado dentinário autógeno : um estudo in vitro
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Data
2025Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Graduação
Outro título
Alveolar bone preservation using autogenous dentin particles : randomized controlled clinical trial
Assunto
Resumo
Introdução: A reabsorção óssea após extrações pode comprometer implantes, e a dentina autógena particulada, rica em hidroxiapatita, tem sido proposta como alternativa osteogênica para preservação óssea. Este estudo tem como objetivo avaliar a aplicabilidade da técnica de enxertia com dentina autógena particulada, sem preparo químico ou autoclavagem, após exodontia. Materiais e Métodos: Ensaio clínico randomizado com 52 procedimentos cirúrgicos, divididos em dois grupos: um com exodontia e enxer ...
Introdução: A reabsorção óssea após extrações pode comprometer implantes, e a dentina autógena particulada, rica em hidroxiapatita, tem sido proposta como alternativa osteogênica para preservação óssea. Este estudo tem como objetivo avaliar a aplicabilidade da técnica de enxertia com dentina autógena particulada, sem preparo químico ou autoclavagem, após exodontia. Materiais e Métodos: Ensaio clínico randomizado com 52 procedimentos cirúrgicos, divididos em dois grupos: um com exodontia e enxertia de dentina autógena in natura (teste) e outro com exodontia convencional (controle). Foi realizada avaliação clínica descritiva da cicatrização nos períodos de 7, 30, 60, 90 e 120 dias pós operatórios, observando supuração, eritema, edema, cobertura da ferida, sangramento, tecido de granulação e dor. Radiografias periapicais foram realizadas nos períodos de 0, 30, 60, 90 e 120 dias para análise descritiva, avaliação quantitativa da altura óssea das cristas proximais e análise da densidade óssea pela escala de tons de cinza, utilizando o software ImageJ. Resultados: A amostra final incluiu 49 procedimentos cirúrgicos, sendo 23 no grupo teste e 26 no grupo controle, acompanhados ao longo do tempo pré-estabelecido. Ambos os grupos apresentaram cicatrização adequada, sem complicações pós-operatórias, com dor leve controlada ao longo de 7 dias de pós extração. Até 120 dias, a recuperação clínica foi satisfatória, sem infecções e com função normalizada. A análise radiográfica descritiva mostrou que os alvéolos enxertados mantiveram melhor integridade estrutural e preservação da lâmina dura, com grânulos do enxerto dentinário visíveis nos períodos iniciais e com progressiva integração ao tecido ósseo. O grupo teste teve menor perda de altura óssea nas cristas mesial e distal em comparação ao controle. A densidade óssea, avaliada por tons de cinza, apresentou padrões semelhantes entre os grupos ao longo do tempo. A técnica não aumentou significativamente o tempo cirúrgico, com acréscimo médio de cerca de 10 minutos. Conclusão: A técnica de enxertia com dentina autógena particulada sem preparo químico mostrou-se segura, eficaz e viável na preservação óssea alveolar pós-exodontia, sendo uma alternativa de baixo custo com potencial para aplicação clínica. ...
Abstract
Introduction: Bone resorption after tooth extractions can compromise implants, and autogenous particulate dentin, rich in hydroxyapatite, has been proposed as an osteogenic alternative for bone preservation. This study aims to evaluate the applicability of the technique of grafting with autogenous particulate dentin, without chemical preparation or autoclaving, after tooth extraction. Materials and Methods: A randomized clinical trial with 52 surgical procedures, divided into two groups: one wi ...
Introduction: Bone resorption after tooth extractions can compromise implants, and autogenous particulate dentin, rich in hydroxyapatite, has been proposed as an osteogenic alternative for bone preservation. This study aims to evaluate the applicability of the technique of grafting with autogenous particulate dentin, without chemical preparation or autoclaving, after tooth extraction. Materials and Methods: A randomized clinical trial with 52 surgical procedures, divided into two groups: one with tooth extraction and grafting of autogenous dentin in natura (test group) and the other with conventional tooth extraction (control group). A descriptive clinical evaluation of healing was performed at 7, 30, 60, 90, and 120 days postoperatively, observing purulence, erythema, edema, wound coverage, bleeding, granulation tissue, and pain. Periapical radiographs were taken at 0, 30, 60, 90, and 120 days for descriptive analysis, quantitative evaluation of the bone height of the proximal crests, and bone density analysis using the grayscale scale, utilizing the ImageJ software. Results: The final sample included 49 surgical procedures, 23 in the test group and 26 in the control group, followed over the pre-established period. Both groups showed adequate healing without postoperative complications, with mild pain controlled over the first 7 days after extraction. By 120 days, clinical recovery was satisfactory, without infections, and with normalized function. Descriptive radiographic analysis showed that the grafted sockets maintained better structural integrity and preservation of the lamina dura, with graft dentin particles visible in the initial periods and progressively integrating into the bone tissue. The test group had less bone height loss in the mesial and distal crests compared to the control group. Bone density, assessed by grayscale, showed similar patterns between the groups over time. The technique did not significantly increase the surgical time, with an average additional time of about 10 minutes. Conclusion: The technique of grafting with autogenous particulate dentin without chemical preparation proved to be safe, effective, and viable for alveolar bone preservation post-tooth extraction, representing a low-cost alternative with potential for clinical application. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Curso de Odontologia.
Coleções
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TCC Odontologia (1071)
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