Brincar é resistir : a Sala de Recreação através da percepção das Crianças Hospitalizadas
Visualizar/abrir
Data
2024Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Desde que decidi ingressar na área da Educação Física, visualizei duas possibilidades de atuação: a escola, onde atuo desde a conclusão da licenciatura, e a área de saúde infantil, que tive a oportunidade de explorar por meio do estágio obrigatório no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Essa experiência me permitiu compreender o impacto do brincar e da ludicidade no contexto hospitalar, especialmente para crianças internadas. Sempre percebi o ato de brincar como uma forma leve e enriquecedora ...
Desde que decidi ingressar na área da Educação Física, visualizei duas possibilidades de atuação: a escola, onde atuo desde a conclusão da licenciatura, e a área de saúde infantil, que tive a oportunidade de explorar por meio do estágio obrigatório no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Essa experiência me permitiu compreender o impacto do brincar e da ludicidade no contexto hospitalar, especialmente para crianças internadas. Sempre percebi o ato de brincar como uma forma leve e enriquecedora de explorar o mundo, oferecendo uma pausa emocional e física diante das adversidades da internação. A internação hospitalar apresenta desafios que vão além da condição clínica, afetando profundamente o emocional e o psicológico dos pacientes. É nesse contexto que a sala de recreação surge como um espaço de acolhimento e liberdade, permitindo que as crianças vivenciem sua infância, mesmo dentro do ambiente hospitalar. Este trabalho, de abordagem qualitativa e descritiva, utilizou a observação participante, leituras acadêmicas e registros em diário de campo para investigar as percepções das crianças sobre a sala de recreação e seu impacto durante o período de internação. As análises realizadas evidenciaram que, para as crianças, a sala de recreação é vista como um refúgio, um local onde podem brincar, criar e sonhar. Embora não associem diretamente o ato de brincar ao tratamento, ele desempenha um papel essencial no alívio emocional, na construção de vínculos e na preservação da essência infantil. Este trabalho reforça a importância do brincar como direito fundamental e ferramenta terapêutica, destacando como a sala de recreação contribui para tornar o hospital um ambiente menos doloroso e mais humano. ...
Abstract
Since I decided to pursue a career in Physical Education, I envisioned two possibilities for my professional practice: the school setting, where I have been working since completing my degree, and the area of child health, which I had the opportunity to explore through my mandatory internship at the Hospital de Clínicas de Porto Alegre. This experience allowed me to understand the impact of play and playfulness in the hospital context, especially for hospitalized children. I have always viewed ...
Since I decided to pursue a career in Physical Education, I envisioned two possibilities for my professional practice: the school setting, where I have been working since completing my degree, and the area of child health, which I had the opportunity to explore through my mandatory internship at the Hospital de Clínicas de Porto Alegre. This experience allowed me to understand the impact of play and playfulness in the hospital context, especially for hospitalized children. I have always viewed play as a light and enriching way to explore the world, providing an emotional and physical respite from the challenges of hospitalization. Hospitalization presents challenges that go beyond clinical conditions, deeply affecting the emotional and psychological well-being of patients. In this context, the recreation room emerges as a space of welcome and freedom, allowing children to experience their childhood even within the hospital environment. This qualitative and descriptive study utilized participant observation, academic readings, and field diary records to investigate children's perceptions of the recreation room and its impact during their hospitalization. The analyses revealed that, for the children, the recreation room is seen as a refuge—a place where they can play, create, and dream. Although they do not directly associate play with treatment, it plays an essential role in emotional relief, building connections, and preserving their childlike essence. This work reinforces the importance of play as a fundamental right and therapeutic tool, highlighting how the recreation room contributes to making the hospital a less painful and more humane environment. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança. Curso de Educação Física: Bacharelado.
Coleções
-
TCC Educação Física (1319)
Este item está licenciado na Creative Commons License


