Incidência de germe multirresistente em pacientes adultos internados por COVID-19 : coorte retrospectiva
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Data
2022Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
Objetivo: Verificar a incidência de germe multirresistente (GMR) em pacientes adultos internados por Covid-19. Método: Trata-se de uma coorte retrospectiva, realizada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Foram incluídos adultos admitidos no HCPA nos primeiros seis meses da pandemia de Covid-19. Excluíram-se os pacientes transferidos ao HCPA que estiveram internados há mais de 48 horas em outra instituição de saúde; pacientes que possuíam GMR na ocasião da internação hospitalar por co ...
Objetivo: Verificar a incidência de germe multirresistente (GMR) em pacientes adultos internados por Covid-19. Método: Trata-se de uma coorte retrospectiva, realizada no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Foram incluídos adultos admitidos no HCPA nos primeiros seis meses da pandemia de Covid-19. Excluíram-se os pacientes transferidos ao HCPA que estiveram internados há mais de 48 horas em outra instituição de saúde; pacientes que possuíam GMR na ocasião da internação hospitalar por colonização prévia e pacientes que, após 48 horas de admissão, apresentaram teste negativo para Covid-19. Os dados foram coletados a partir de uma base de dados da Coordenadoria de Gestão da Tecnologia da Informação do HCPA. Os dados foram coletados por meio de formulário GoogleForms. Foi utilizada estatística descritiva para a análise dos dados e, conforme a distribuição dos dados, as variáveis contínuas foram comparadas pelo teste t de Student ou Mann-Whitney e as variáveis categóricas por meio do teste de qui-quadrado de Pearson ou exato de Fischer. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do HCPA (CAEE: 57234822.5.0000.5327). Resultados: Foram avaliados 371 pacientes, 39 (10,5%) apresentaram GMR durante o período da internação. Os homens representaram 51,2% da amostra, com idade média de 57,06 ± 14,3 anos. Verificou-se que pacientes com GMR tinham maior escore de gravidade de Charlson (p=0,008) e maior tempo de internação [p<0,001] do que os pacientes sem GMR. Todos os pacientes com GMR internaram em unidade de terapia intensiva (UTI) e permaneceram mais tempo (mediana: 25 versus 9 dias; (p<0,001)]. O uso (p<0,001) e tempo de ventilação mecânica (p=0,003) também foram superiores entre os pacientes com GMR. A mortalidade entre pacientes com GMR também foi maior (59% versus 15,4%) [p<0,001]. Conclusão: Baixa incidência de GMR foi observada, porém verificou-se que os pacientes com GMR tinham maior perfil de gravidade clínica e mais tempo de cuidados intensivos o que pode ter contribuído para o desenvolvimento de GMR nessa amostra de pacientes com Covid-19. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Coleções
-
TCC Enfermagem (1378)
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