Contexto de trabalho e dor musculoesquelética em policiais civis de Porto Alegre/RS
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Data
2020Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Resumo
O objetivo deste estudo é analisar a associação entre contexto de trabalho e presença de dor musculoesquelética em policiais civis de Porto Alegre-RS. Trata-se de um recorte de um projeto maior, denominado "Implicações das alterações físicas e psíquicas na qualidade de vida de policiais civis". Confere um estudo quantitativo, com delineamento transversal. Participaram do estudo 237 policiais civis lotados na Polícia Civil de Porto Alegre-RS, com idade entre 18 e 65 anos, e tempo superior a um a ...
O objetivo deste estudo é analisar a associação entre contexto de trabalho e presença de dor musculoesquelética em policiais civis de Porto Alegre-RS. Trata-se de um recorte de um projeto maior, denominado "Implicações das alterações físicas e psíquicas na qualidade de vida de policiais civis". Confere um estudo quantitativo, com delineamento transversal. Participaram do estudo 237 policiais civis lotados na Polícia Civil de Porto Alegre-RS, com idade entre 18 e 65 anos, e tempo superior a um ano na corporação. Foi aplicado um questionário contendo variáveis sociolaborais e o instrumento Standardised Nordic Questionnaire para identificar dor musculoesquelética. Os dados foram submetidos à análise descritiva e analítica. Foram respeitados os preceitos éticos de acordo com a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. A prevalência de dor musculoesquelética foi de 48,1%. Houve associação das variáveis sociolaborais como tempo insuficiente para descanso, ausência de treinamento para exercer função, violência psicológica sofrida no trabalho, necessidade de afastamento por motivos de saúde, percepção do adoecimento de colegas e alterações na saúde física e psíquica após ingresso na instituição (p<0,05). Evidenciou-se que possuir alterações físicas aumenta a probabilidade de desenvolver dor musculoesquelética em 2,29 vezes (p=0,007) e a presença de distúrbios psíquicos menores em 4,3 vezes (p<0,001). Receber treinamento para exercer a função demonstrou redução de 53% das chances de desenvolver dor osteomuscular (p=0,015), e maiores médias de idade representam aumento de 4% na probabilidade de possuir dor (p=0,015). Concluiu-se que há associação entre contexto de trabalho e presença de dor musculoesquelética. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Coleções
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TCC Enfermagem (1378)
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