Mulheres que realizaram mastectomia e cirurgia reparadora de mama em um hospital universitário no sul do Brasil
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Data
2014Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Resumo
Introdução: A mastectomia é utilizada como tratamento cirúrgico para o câncer de mama. Essa cirurgia altera de forma drástica o corpo e a mente das mulheres. A reconstrução mamária é um elemento importante para aumentar a qualidade de vida dessas mulheres. Objetivo: Caracterizar as mulheres submetidas à cirurgia reparadora pós-mastectomia atendidas no Serviço de Mastologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Método: Estudo quantitativo de coorte retrospectivo. A coleta de dados foi realiza ...
Introdução: A mastectomia é utilizada como tratamento cirúrgico para o câncer de mama. Essa cirurgia altera de forma drástica o corpo e a mente das mulheres. A reconstrução mamária é um elemento importante para aumentar a qualidade de vida dessas mulheres. Objetivo: Caracterizar as mulheres submetidas à cirurgia reparadora pós-mastectomia atendidas no Serviço de Mastologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Método: Estudo quantitativo de coorte retrospectivo. A coleta de dados foi realizada no Serviço de Arquivo Médico e Informações em Saúde (SAMIS) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e deu-se com auxílio de um instrumento de coleta de dados por meio da busca ativa em prontuários eletrônicos de mulheres submetidas à cirurgia reparadora pós-mastectomia, no período de 01 de junho de 2009 a 30 de maio de 2012, com acompanhamento de cada mulher por 12 meses. Os dados obtidos foram analisados através de estatística descritiva, por meio de medidas de tendência central. Resultados: Das 247 mulheres submetidas à mastectomia, 107(43,3%) realizaram cirurgia reparadora de mama, todas no mesmo tempo cirúrgico da mastectomia. A média de idade foi de 47,8 anos, predominando a faixa-etária entre os 40 e 49 anos representada por 29,9%. Identificou-se que 96,3% das mulheres autodenominaram-se de cor branca; 50,5% eram casadas; 49,5% haviam cursado o ensino superior completo. A categoria de internação mais utilizada foi o convênio por 52,9% das pacientes e 47,1% utilizaram o SUS (Sistema Único de Saúde). Constatou-se que 59,9% das mulheres eram naturais de cidades do interior do Rio Grande do Sul e 43,3% residia na cidade de Porto Alegre. A técnica para reconstrução mamária mais frequente foi a aplicação de expansor de tecidos, utilizada por 60,8% das pacientes. O tempo médio de internação foi de 2,71 dias. Verificou-se que 29% das pacientes fizeram terapia neoadjuvante, sendo a quimioterapia a mais utilizada por 23,4% delas. Em relação ao tratamento adjuvante, 59,8% o receberam, sendo a quimioterapia aplicada em 38,3% das mulheres, e o uso de hormônio a terapia mais utilizada 42,1%, ressaltando-se que 68,2% fizeram uso de associação de tratamentos adjuvantes. Conclusões: A caracterização das mulheres que realizaram a reconstrução mamária após a mastectomia foi possível, entretanto constatou-se que 56,7% da amostra não foi submetida à cirurgia reparadora pós-mastectomia, sendo assim, acredita-se ser necessária uma investigação para conhecer os motivos para a não realização dessa cirurgia, além da possibilidade de ampliar o tempo de acompanhamento dessas mulheres a fim verificar se houve cirurgia reparadora em momento diverso da mastectomia. Acreditamos que o atendimento integral e de qualidade só é possível a partir do conhecimento e entendimento individual de cada paciente, sendo de primordial importância o registro das informações no prontuário eletrônico. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Curso de Enfermagem.
Coleções
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TCC Enfermagem (1417)
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