Aditivos alimentares e sua influência na microbiota e saúde intestinal : uma revisão da literatura científica
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
A crescente presença de aditivos alimentares na dieta moderna, especialmente em alimentos ultraprocessados, têm levantado preocupações sobre seu impacto na microbiota intestinal e nos desfechos relacionados a distúrbios gastrointestinais. Os achados apontam que diversos aditivos — incluindo emulsificantes, adoçantes, corantes, conservantes e antiaglomerantes — podem induzir disbiose intestinal, redução de bactérias benéficas, aumento de espécies potencialmente patogênicas, alteração na produção ...
A crescente presença de aditivos alimentares na dieta moderna, especialmente em alimentos ultraprocessados, têm levantado preocupações sobre seu impacto na microbiota intestinal e nos desfechos relacionados a distúrbios gastrointestinais. Os achados apontam que diversos aditivos — incluindo emulsificantes, adoçantes, corantes, conservantes e antiaglomerantes — podem induzir disbiose intestinal, redução de bactérias benéficas, aumento de espécies potencialmente patogênicas, alteração na produção de metabólitos microbianos, comprometimento da camada de muco e aumento da permeabilidade intestinal. Entre esses compostos, a classe dos emulsificantes, em especial carboximetilcelulose (CMC), polissorbato 80 (P80) e carragenina (CGN), são os principais alvo de preocupação dos pesquisadores, pelos diversos efeitos observados na composição microbiana, comprometimento da barreira intestinal e promoção de inflamação. Esses efeitos foram mais pronunciados em organismos com microbiota previamente alterada, sugerindo que indivíduos com condições inflamatórias pré-existentes podem ser mais suscetíveis. Embora a maioria dos estudos seja pré-clínica e apresente limitações metodológicas, os dados existentes já justificam precauções, especialmente em populações vulneráveis. Além disso, há crescente recomendação para que a ciência do microbioma seja incorporada às avaliações de risco alimentar. Conclui-se que, apesar da necessidade de mais estudos em humanos, os aditivos alimentares, particularmente os emulsificantes, representam potenciais agentes de desequilíbrio no ecossistema intestinal humano e podem contribuir para o agravamento de distúrbios gastrointestinais ...
Abstract
The increasing presence of food additives in the modern diet, especially in ultra-processed foods, has raised concerns about their impact on the intestinal microbiota and on outcomes related to gastrointestinal disorders. The findings indicate that several additives — including emulsifiers, sweeteners, colorants, preservatives and anti-caking agents — can induce intestinal dysbiosis, reduction of beneficial bacteria, increase of potentially pathogenic species, alteration in the production of mi ...
The increasing presence of food additives in the modern diet, especially in ultra-processed foods, has raised concerns about their impact on the intestinal microbiota and on outcomes related to gastrointestinal disorders. The findings indicate that several additives — including emulsifiers, sweeteners, colorants, preservatives and anti-caking agents — can induce intestinal dysbiosis, reduction of beneficial bacteria, increase of potentially pathogenic species, alteration in the production of microbial metabolites, impairment of the mucus layer and increase in intestinal permeability. Among these compounds, the class of emulsifiers, especially carboxymethyl cellulose (CMC), polysorbate 80 (P80) and carrageenan (CGN), are the main targets of concern for researchers, due to the various effects observed on microbial composition, impairment of the intestinal barrier and promotion of inflammation. These effects were more pronounced in organisms with previously altered microbiota, suggesting that individuals with pre-existing inflammatory conditions may be more susceptible. Although most studies are preclinical and have methodological limitations, existing data already justify precautions, especially in vulnerable populations. In addition, there is a growing recommendation that microbiome science be incorporated into food risk assessments. It is concluded that, despite the need for more studies in humans, food additives, particularly emulsifiers, represent potential agents of imbalance in the human intestinal ecosystem and may contribute to the worsening of gastrointestinal disorders. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Nutrição.
Coleções
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TCC Nutrição (629)
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