Bolívia plurinacional em construção : um olhar socioeconômico sobre a população indígena na gestão Evo Morales
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
O presente trabalho teve como objetivo analisar o impacto socioeconômico das políticas implementadas pelo governo de Evo Morales na Bolívia (2006-2019) sobre a população indígena, considerando a tensão entre reconhecimento formal e desafios práticos na materialização de seus direitos. Para tanto, empregou-se uma abordagem descritiva e analítica, baseada em dados secundários de censos nacionais, pesquisas domiciliares anuais do INE e relatórios de organismos internacionais como PNUD e Banco Mund ...
O presente trabalho teve como objetivo analisar o impacto socioeconômico das políticas implementadas pelo governo de Evo Morales na Bolívia (2006-2019) sobre a população indígena, considerando a tensão entre reconhecimento formal e desafios práticos na materialização de seus direitos. Para tanto, empregou-se uma abordagem descritiva e analítica, baseada em dados secundários de censos nacionais, pesquisas domiciliares anuais do INE e relatórios de organismos internacionais como PNUD e Banco Mundial. Os métodos de análise incluíram a avaliação de indicadores macroeconômicos e sociais, além de uma discussão qualitativa sobre instrumentalização política e a dialética entre reconhecimento e exclusão. Os resultados indicam uma notável dualidade: a Bolívia vivenciou avanços socioeconômicos gerais, com o Modelo Econômico Social Comunitário Produtivo (MESCP) promovendo crescimento real do PIB per capita superior a 50%, aumento de receita estatal e investimento público. Isso resultou em redução da pobreza moderada (66,4% para 37,2%) e extrema (45,3% para 12,9%), e diminuição do índice de Gini (0,60 para 0,42). Para a população indígena, houve progressos na queda da pobreza moderada (56,7% em 2011 para 27,8% em 2019), e melhorias no acesso à saúde e educação. Contudo, a análise aprofundada revela contradições: a autoidentificação indígena em censos diminuiu (62% em 2001 para 42% em 2012), e a pobreza permaneceu desproporcionalmente maior entre indígenas (75% dos multidimensionalmente pobres em 2016). O modelo desenvolvimentista extrativista expandiu atividades em territórios indígenas, violando sistematicamente o direito à consulta prévia (ex: TIPNIS). Instrumentalização de organizações indígenas, repressão a protestos e limitações a ONGs também marcaram o período. Conclui-se que, apesar dos avanços gerais, as aspirações indígenas por autonomia e autogoverno foram frequentemente frustradas, mantendo-se uma lacuna substancial entre a dignidade prometida e a realidade vivida. Este estudo contribui para o debate sobre a governança em Estados plurinacionais e alerta sobre os desafios de equilibrar desenvolvimento econômico com respeito a direitos territoriais e culturais, apontando que um Estado centralizador pode colidir com aspirações de autodeterminação, gerando "desesperanza". ...
Resumen
El presente trabajo tuvo como objetivo analizar el impacto socioeconómico de las políticas implementadas por el gobierno de Evo Morales en Bolivia (2006-2019) sobre la población indígena, considerando la tensión entre el reconocimiento formal y los desafíos prácticos en la materialización de sus derechos. Para ello, se empleó un enfoque descriptivo y analítico, basado en datos secundarios de censos nacionales, Encuestas de Hogares anuales del INE y reportes de organismos internacionales como el ...
El presente trabajo tuvo como objetivo analizar el impacto socioeconómico de las políticas implementadas por el gobierno de Evo Morales en Bolivia (2006-2019) sobre la población indígena, considerando la tensión entre el reconocimiento formal y los desafíos prácticos en la materialización de sus derechos. Para ello, se empleó un enfoque descriptivo y analítico, basado en datos secundarios de censos nacionales, Encuestas de Hogares anuales del INE y reportes de organismos internacionales como el PNUD y el Banco Mundial. Los métodos de análisis incluyeron la evaluación de indicadores macroeconómicos y sociales, además de una discusión cualitativa sobre la instrumentalización política y la dialéctica entre reconocimiento y exclusión. Los resultados indican una notable dualidad: Bolivia vivió avances socioeconómicos generales, con el Modelo Económico Social Comunitario Productivo (MESCP) promoviendo un crecimiento real del PIB per cápita superior al 50%, aumento de los ingresos estatales y de la inversión pública. Esto resultó en la reducción de la pobreza moderada (del 66,4% al 37,2%) y extrema (del 45,3% al 12,9%), y la disminución del índice de Gini (de 0,60 a 0,42). Para la población indígena, hubo progresos en la caída de la pobreza moderada (del 56,7% en 2011 al 27,8% en 2019), y mejoras en el acceso a la salud y la educación. Sin embargo, el análisis profundo revela contradicciones: la autoidentificación indígena en los censos disminuyó (del 62% en 2001 al 42% en 2012), y la pobreza se mantuvo desproporcionadamente mayor entre los indígenas (el 75% de los pobres multidimensionales en 2016). El modelo desarrollista extractivista expandió actividades en territorios indígenas, violando sistemáticamente el derecho a la consulta previa (ej: TIPNIS). La instrumentalización de organizaciones indígenas, la represión de protestas y las limitaciones a ONGs también marcaron el período. Se concluye que, a pesar de los avances generales, las aspiraciones indígenas por la autonomía y el autogobierno fueron frecuentemente frustradas, manteniéndose una brecha sustancial entre la dignidad prometida y la realidad vivida. Este estudio contribuye al debate sobre la gobernanza en Estados plurinacionales y alerta sobre los desafíos de equilibrar el desarrollo económico con el respeto a los derechos territoriales y culturales, señalando que un Estado centralizador puede colisionar con las aspiraciones de autodeterminación, generando "desesperanza". ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Curso de Ciências Econômicas.
Coleções
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TCC Ciências Econômicas (1415)
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